OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Os textos a seguir são dirigidos principalmente ao público em geral e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes de cada assunto abordado. Eles não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores às informações aqui encontradas.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.


No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)

A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mens_sana_in_corpore_sano


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Adaptação do índice de alimentação saudável ao guia alimentar da população brasileira


Adaptação do índice de alimentação saudável ao guia alimentar da população brasileira1

Adaptation of the healthy eating index to the food guide of the Brazilian population


João Felipe MotaI; Ana Elisa Madalena RinaldiI; Avany Fernandes PereiraII; Nailza MaestáI; Marita Mecca ScarpinI; Roberto Carlos BuriniI
IUniversidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Medicina de Botucatu, Departamento de Saúde Pública, Centro de Metabolismo em Exercício e Nutrição. Distrito de Rubião Júnior, s/n., 18618-970, Botucatu, SP, Brasil. Correspondência para/Correspondence to: J.F. Mota. E-mail: <jfemota@yahoo.com.br>
IIUniversidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Nutrição. Rio de Janeiro, RJ, Brasil



RESUMO
OBJETIVO: Adaptar o Índice de Alimentação Saudável norte-americano de acordo com as recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira e da Pirâmide Alimentar Adaptada.

MÉTODOS: Foi realizada avaliação do consumo alimentar de 502 indivíduos, de ambos os sexos (54, desvio-padrão=10 anos), na cidade de Botucatu (SP) ano de 2006. O método utilizado para estimar a ingestão foi o questionário recordatório de 24 horas e os alimentos relatados foram convertidos em porções, pelo valor energético, de acordo com os grupos alimentares da Pirâmide Alimentar Adaptada. Além disso, foram avaliados os nutrientes (colesterol, gordura total e saturada) e variedade da dieta. Foi realizada análise estatística descritiva e os valores intermediários da pontuação dos componentes foram calculados por razão e proporção.

RESULTADOS: Foram alterados os números das porções alimentares conforme as estabelecidas na Pirâmide Alimentar Adaptada, além da inclusão dos grupos das leguminosas, doces e açúcares, óleos e gorduras na pontuação do Índice de Alimentação Saudável adaptado e exclusão do item sódio. Para os nutrientes a variedade da dieta foi estabelecida pontuação intermediária.

O Índice de Alimentação Saudável adaptado pontuou 12 componentes no total, classificando as dietas em boa qualidade (boa qualidade: superior a 100 pontos), precisando melhorar (precisando melhorar: 71-100 pontos) e má qualidade (má qualidade: inferior a 71 pontos). A proporção de indivíduos classificados com dieta de boa qualidade 15%, precisando melhorar 71% e de má qualidade 14%.

CONCLUSÃO: O Índice de Alimentação Saudável adaptado é um instrumento que pode ser utilizado para avaliar os hábitos alimentares populacionais, porém específico para a população brasileira adulta. Contudo, se faz necessário que estes índices sejam constantemente revisados e adequados às novas recomendações nutricionais.

Termos de indexação: Avaliação nutricional. Hábitos alimentares. Nutrição. Registros de dieta.

ABSTRACT
OBJECTIVE: The objective of this study was to adapt the North American Healthy Eating Index according to the Dietary Guide of the Brazilian Population recommendations and the Adapted Food Pyramid.
METHODS: Food intake of 502 individuals of both genders (mean age of 54 years, standard deviation of 10 years) was assessed in the city of Botucatu (SP) in 2006. Food intake was determined by the 24-hour recall and the reported foods were converted into portions according to the energy content and food groups of the Adapted Food Pyramid. Moreover, nutrients (cholesterol, total and saturated fat) and diet variety were also assessed. Descriptive statistical analysis was done and the intermediate values of the component scores were calculated by ratio and proportion.

RESULTS: The number of food portions was modified according to the Adapted Food Pyramid, besides including the groups of legumes, sweets and sugars, oils and fats in the Adapted Healthy Eating Index score and excluding sodium. An intermediate score was established for nutrients and diet variety. The Adapted Healthy Eating Index scored a total of 12 components, classifying the diets as good quality (more than 100 points), needs improvement (from 71 to 100 points) and poor quality (under 71 points). The diet of 15% of the individuals was classified as good, 71% needed improvement and 14% was poor.

CONCLUSION: The Adapted Healthy Eating Index is an instrument that can be used to assess population eating habits but it is specific for the adult Brazilian population. However, these indices need constant reviews and adaptations to new dietary recommendations.
Indexing terms: Nutritional assessment. Food habits. Nutrition. Diet records.



INTRODUÇÃO
A partir da década de 80, a preocupação até então voltada à desnutrição associou-se a outro problema nutricional em expansão, a obesidade e suas conseqüentes comorbidades1. As ações de saúde pública voltadas principalmente para suprir o déficit nutricional, também se voltaram à elaboração de diretrizes alimentares para prevenção das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT). Diversos estudos mostram que melhorar a alimentação e, conseqüentemente, o estado nutricional é a chave para proporcionar benefícios à saúde da população e reduzir gastos públicos2.
Pesquisas com características epidemiológicas buscam desenvolver métodos seguros e práticos que avaliem a qualidade da alimentação da população, bem como sua relação com as DCNT3. Contudo, os métodos disponíveis apresentam limitações significativas, pois analisam somente nutrientes isolados ou alguns grupos alimentares, fatos que inviabilizam considerar a complexidade do hábito alimentar de indivíduos e/ou populações3.
Segundo Hann et al.4, a avaliação isolada de nutrientes não traduz a natureza multifatorial da dieta humana. Além disso, a abordagem científica ao avaliar a quantidade de nutrientes e seus efeitos na saúde dos indivíduos, geralmente, apresenta a desvantagem de analisar a dieta separadamente do contexto sociocultural5.
Dessa forma, pode-se perceber a necessidade de elaborar instrumentos que avaliem o padrão alimentar de modo global, considerando tanto o consumo de nutrientes como de alimentos, refletindo em uma única variável a situação de diversos componentes da dieta6,7.
Com o intuito de conhecer os hábitos alimentares americanos e a adequação dos mesmos às diretrizes dietéticas estabelecidas no US Dietary Guidelines for Americans8, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, 1989-1990) elaborou um índice para avaliar a qualidade global da dieta americana. Tal instrumento foi denominado Índice de Alimentação Saudável (Healthy Eating Index) e objetiva estimar a qualidade da dieta e também se propõe a avaliar o impacto de ações para intervenção nutricional2.
O índice de alimentação saudável avalia 10 componentes, sendo que 5 referem-se aos grupos alimentares da Pirâmide Alimentar americana9, 4 aos nutrientes (gordura total, saturada, colesterol, sódio) e 1 à medida da variedade da dieta. Cada componente apresenta um escore que varia de zero a 10, totalizando pontuação máxima 100 que se refere a uma dieta de boa qualidade10.
Hann et al.4 mostraram que pontuações mais altas do índice de alimentação saudável associam-se de forma significativa à variedade da dieta, ao consumo aumentado de frutas, à adequação na ingestão de fibra dietética, ao baixo consumo de gordura total e saturada e às concentrações elevadas de alguns carotenóides e vitamina C. Além disso, foi encontrada influência positiva da idade, do nível educacional e da renda na pontuação mais alta do índice de alimentação saudável. Weinstein et al.3 observaram correlação positiva entre o índice de alimentação saudável e biomarcadores do consumo de frutas e hortaliças (vitamina C, carotenóides, vitamina E e folato séricos).
Como os hábitos alimentares da população brasileira diferem em alguns aspectos dos americanos, o objetivo deste estudo foi adaptar o Índice de Alimentação Saudável norte-americano ao Guia Alimentar para a População Brasileira e à Pirâmide Alimentar Adaptada.

MÉTODOS
Após levantamento bibliográfico e estudos comparativos3,6,7,11 sobre índices dietéticos, optou-se pela utilização do índice de alimentação saudável como base para adaptação ao Guia Alimentar para a População Brasileira. O índice de alimentação saudável apresenta como vantagens a avaliação do consumo de grupos alimentares ao invés de nutrientes, fornecendo resultados mais facilmente aplicáveis à avaliação dietética e pode ser utilizado para indivíduos a partir de dois anos de idade. Além disso, o índice de alimentação saudável é o método que melhor se correlaciona a variáveis representativas de uma dieta adequada4.
Em deferência às orientações alimentares, representadas pela Pirâmide Alimentar Adaptada brasileira12 e o Guia Alimentar para a População Brasileira13, foi realizada a adaptação do índice de alimentação saudável americano (IASad)14,15.
Para o cálculo do IASad foi realizada avaliação do consumo alimentar, no ano de 2006, de 502 indivíduos, de ambos os sexos (142 homens; 364 mulheres), com média (M) de idade de 54 (desvio-padrão - DP=10) anos, participantes do Projeto de Extensão universitária "Mexa-se Pró-Saúde" oferecido pelo Centro de Metabolismo em Exercício de Nutrição (CeMENutri), da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp). O método utilizado para estimar a ingestão foi o método recordatório de 24 horas, totalizando quatro questionários por indivíduo16. Com o intuito de melhorar a estimativa da quantidade consumida por cada indivíduo, utilizou-se o registro fotográfico17.
Assim sendo, os dados dietéticos obtidos em medidas caseiras foram convertidos para grama e mililitro, a fim de possibilitar a análise química do consumo alimentar, e as informações foram processadas por meio do programa de análise nutricional NutWin, versão 1.518. Os alimentos não disponíveis no programa foram acrescentados, posteriormente, seguindo-se a seqüência de tabelas para entrada de dados: Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO)19, Tabela de Composição de Alimentos20, Tabela de Composição de Alimentos: Suporte para Decisão Nutricional21, Tabela para Avaliação de Consumo Alimentar em Medidas Caseiras22. Como o número de alimentos aumenta rapidamente no mercado, algumas informações nutricionais e de peso dos alimentos foram obtidas a partir dos rótulos dos mesmos.
Também com base no recordatório de 24 horas, os alimentos relatados foram convertidos em porções pelo valor energético, de acordo com o grupo ao qual pertencem: cereais, frutas, hortaliças, leguminosas, produtos lácteos, carnes, doces e açúcares, óleos e gorduras (Quadro 1)13.


As preparações culinárias elaboradas com mais de um grupo alimentar foram desmembradas nos seus ingredientes e estes classificados nos respectivos grupos correspondentes. Este procedimento segue as recomendações da Pirâmide Alimentar Adaptada12.
As adaptações realizadas foram alterações do número das porções alimentares conforme as estabelecidas na Pirâmide Alimentar Adaptada12, incluindo os grupos das leguminosas, açúcares e gorduras na pontuação do IASad e excluindo sódio, devido à dificuldade na estimativa de consumo deste micronutriente e deficiência de dados disponíveis nas tabelas de composição de alimentos brasileiras.
Além disso, foram avaliados os nutrientes (gordura total, saturada e colesterol) conforme a metodologia do índice de alimentação saudável norte-americano. O último componente avaliado foi a variedade do consumo diário de alimentos. A partir do recordatório de 24 horas foram contabilizados todos os diferentes alimentos consumidos. Porém, o mesmo alimento preparado de diferentes formas (cozido, assado ou frito) foi computado apenas uma vez2.
O estudo foi conduzido dentro dos padrões exigidos pela Declaração de Helsinki (1975), modificada em 1983 e aprovado pela comissão de ética em pesquisa da Faculdade de Medicina de Botucatu, Brasil (OF. 170/2005 - CEP). Todos os indivíduos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.
Para análise dos dados foi realizada estatística descritiva, utilizando o software Statistica for Windows (version 6.0, Statsoft, Tulsa, USA). Na adaptação do índice de alimentação saudável os valores intermediários da pontuação dos componentes foram calculados por razão e proporção.

RESULTADOS
A pontuação dos componentes do índice de alimentação saudável adaptado variou de 0 a 10 (Tabela 1), sendo que os valores intermediários foram calculados proporcionalmente. Dessa forma, quando o consumo dos grupos alimentares fosse igual ou superior ao recomendado atribuiram-se 10 pontos e quando inferior os pontos foram calculados por razão e proporção.


Para os nutrientes (gordura total, saturada e colesterol) e a variedade, foi criada pontuação proporcional em relação ao que era consumido. Dessa forma, para o consumo de gordura total foi estabelecido o valor entre 31,0%-44,9%, saturada entre 10,0%-14,0%, colesterol entre 300-449mg, e para a variedade entre 4-7 itens diferentes/dia foram atribuídos cinco pontos.
Assim, de acordo com o IASad foram pontuados 12 componentes no total, sendo 8 referentes aos grupos alimentares da Pirâmide Alimentar Adaptada brasileira; 3 nutrientes (gordura total, saturada e colesterol) e variedade de alimentos conforme o proposto pelo índice de alimentação saudável americano (Tabela 1).
Logo, a partir da pontuação obtida das variáveis avaliadas no IASad, recomenda-se que as dietas sejam classificadas em boa qualidade (superior a 100 pontos), precisando de melhorias (71-100 pontos) e má qualidade (inferior a 71 pontos).
Dos 502 indivíduos avaliados, 15% (n=76) apresentaram dieta de boa qualidade, 71% (n=356) precisando de melhorias e 14% (n=70) dieta de má qualidade. As médias da pontuação do IASad podem ser observadas na Tabela 2.


DISCUSSÃO
A adaptação do índice mostrou-se necessária pelo fato de o Guia Alimentar para População Brasileira diferir significativamente do americano. Como o Índice de Alimentação Saudável inclui em sua pontuação as porções alimentares estabelecidas no US Dietary Guidelines for Americans8 e na Pirâmide Alimentar americana9, optou-se por utilizar as recomendações das porções estabelecidas no Guia Alimentar para a População Brasileira13 e na Pirâmide Alimentar Adaptada2.
Outro fator importante é que apesar de a nova Pirâmide Alimentar americana estabelecer as recomendações para os grupos de óleos e gorduras e açúcares e doces, esta não estabelece a quantidade de energia equivalente a uma porção, como referencia a Pirâmide Alimentar Adaptada. Além disso, na Pirâmide Alimentar americana as leguminosas pertencem ao grupo das carnes e ovos. Por fazerem parte do hábito alimentar brasileiro, apresentarem porções específicas recomendadas e contribuírem para o consumo de proteínas, as leguminosas foram pontuadas à parte.
Em 2004, Fisberg et al.11 fizeram uma adaptação do Índice de Qualidade da Dieta (IQD), utilizando as porções recomendadas pela Pirâmide Alimentar Adaptada, porém sem pontuar os grupos alimentares leguminosas, açúcares e doces, óleos e gorduras.
Neste estudo, além de contabilizados os grupos alimentares dos cereais, hortaliças, frutas e laticínios, foram acrescentados os grupos das leguminosas, açúcares e doces, óleos e gorduras, de acordo com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira13. As recomendações para o consumo de gorduras totais, saturadas e colesterol não foram alteradas, pois seguem as mesmas recomendações propostas pelo US Dietary Guidelines for Americans8.
A principal limitação do estudo foi a necessidade de excluir o sódio dietético da pontuação do IASad, uma vez que a estimativa de consumo de sódio utilizado no preparo dos alimentos é extremamente difícil e pouco precisa, além de haver deficiência de dados disponíveis do teor deste mineral nas tabelas de composição de alimentos brasileiras23-25. Para atribuição de pontos à variedade dos alimentos consumidos no período de um dia, foram utilizadas as recomendações propostas pelo índice de alimentação saudável2.
A pontuação do IASad se diferenciou daquela do índice de alimentação saudável, que classificava o consumo alimentar dos sujeitos analisados como dieta de má qualidade (inferior a 51 pontos), precisando de melhorias (51-80 pontos) e boa qualidade (superior a 80 pontos)2. Tal alteração deve-se ao acréscimo de três novos componentes (grupos das leguminosas, açúcares e gorduras) e à exclusão do componente sódio (Tabela 3).


De acordo com a pontuação obtida, observou-se que a maioria dos indivíduos teve sua alimentação classificada como dieta precisando de melhorias. Recentemente, observou-se que a população do Estado de São Paulo apresenta inadequação no seu consumo alimentar26. Além disso, Bermudez & Tucker27 verificaram que a alimentação da população da América Latina é inadequada e está associada ao desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis.
A criação de um índice com base em propostas específicas para a população brasileira, e que avalie de forma qualitativa e quantitativa a dieta habitual, faz-se necessária para propor intervenções dietéticas mais eficazes. O IASad é um instrumento que pode ser utilizado para avaliar os hábitos alimentares populacionais, porém é específico para a população brasileira. Contudo, é necessário que estes índices sejam constantemente revisados e adequados às novas recomendações nutricionais.
AGRADECIMENTOS
Aos alunos de iniciação científica e aprimoramento: Olívia Lucena de Medeiros; Fabio Fabian Buscariollo; Letícia Teixeira Rocio; Fabiana Denipote; Fabiana Marzolla; Viviane Sakezenian; Carolina Sartori; Juliana Machado Bastos; Helena Siqueira Vassimon; Cristina Pichinin Grespan (in memorian). Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela bolsa concedida.
COLABORADORES
J.F. MOTA responsável pela condução do projeto de pesquisa, pela avaliação nutricional dos indivíduos participantes, pela análise dos dados e pela redação do manuscrito. A.E.M. RINALDI colaborou na avaliação nutricional dos indivíduos participantes, participou da análise dos dados e da redação do manuscrito. A.F. PEREIRA responsável pela condução do projeto de pesquisa, colaborou na avaliação nutricional dos indivíduos participantes, participou da análise dos dados e da redação do manuscrito. N. MAESTÁ responsável pela condução do projeto de pesquisa, colaborou na avaliação nutricional dos indivíduos participantes, participou da análise dos dados e da redação do manuscrito. M.M. SCARPIN colaborou da avaliação nutricional dos indivíduos participantes, participou na análise dos dados e da redação do manuscrito. R.C. BURINI orientador do projeto de pesquisa, responsável pela revisão da análise dos dados, colaborou na redação final do trabalho.

REFERÊNCIAS
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Recebido em: 13/4/2007
Versão final reapresentada em: 23/4/2008
Aprovado em: 28/5/2008
 
1 Artigo elaborado a partir da dissertação de J.F. MOTA, intitulada "Determinantes antropométricos, dietéticos, bioquímicos e físicos (aptidões aeróbia e muscular) da resistência insulínica". Programa de Pós-Graduação em Patologia, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista; 2007.

Revista de Nutrição    Print version ISSN 1415-5273

Rev. Nutr. vol.21 no.5 Campinas Sept./Oct. 2008 

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-52732008000500007

Deveríamos parar de comer carne?

Deveríamos parar de comer carne?

Câncer, doenças cardíacas, crueldade com os animais, matança de semelhantes, desastre ecológico... Afinal, será que você deveria virar um vegetariano?

por Denis Russo Burgierman / Alceu Nunes

Super 175Comer não é só uma questão de matar a fome. A decisão sobre que comida colocar no prato tem implicações econômicas, ambientais, éticas, culturais, fisiológicas, filosóficas, históricas, religiosas. Embora a porcentagem de vegetarianos venha se mantendo mais ou menos estável ao longo da história, há um interesse crescente no assunto – restaurantes naturais e vegetarianos ficam lotados na hora do almoço, tornou-se comum, pelo menos nas classes médias urbanas, a preocupação em reduzir o consumo de carne, e surgiu uma indústria bilionária de produtos naturais que, nos Estados Unidos, já movimenta quase 8 bilhões de dólares.
Esta reportagem não ensina você a comer. Felizmente, essa ainda é uma decisão pessoal, que depende apenas do seu julgamento sobre o que é certo e o que é errado e – não menos importante – do seu gosto. O que essa matéria faz é tentar ajudar na decisão com o máximo possível de informação insuspeita sobre cada um dos muitos aspectos envolvidos nessa importante decisão. Se você, depois de terminá-la, vai devorar um brócolis ou um cheeseburger, já não é assunto nosso. Só esperamos que, terminado o texto, ao decidir o que comer você saiba o que está fazendo e o que isso implica.
O que é a carne?
A faca desce macia, cortando sem esforço o pedaço de picanha. Dourada e crocante nas bordas, tenra e úmida no centro. Você põe a carne na boca e mastiga devagar, sentindo o tempero, a maciez, a temperatura. O sumo que escorre dela enche a boca e, com ele, o sabor incomparável. Carne é bom.
Mas que tal assistir à mesma cena sob outra perspectiva? No prato jaz um pedaço de músculo, amputado da região pélvica de um animal bem maior que você. Com a faca, você serra os feixes musculares. A seguir, coloca o tecido morto na boca e começa a dilacerá-lo com os dentes. As fibras musculares, células compridas – de até 4 centímetros – e resistentes, são picadas em pedaços. Na sua boca, a água (que ocupa até 75% da célula) se espalha, carregando organelas celulares e todas as vitaminas, os minerais e a abundante gordura que tornavam o músculo capaz de realizar suas funções, inclusive a de se contrair. Sim, meu caro, por mais que você odeie pensar que a comida no seu prato tenha sido um animal um dia, você está comendo um cadáver.
Carne é tecido animal, em geral muscular. As fibras que a compõe são feixes de células musculares, enroladas umas nas outras. Em volta delas há uma cobertura de gordura, cuja função é lubrificar o músculo e permitir que ele relaxe e se contraia suavemente. Ou seja, não há carne sem gordura.
A diferença entre carne branca e vermelha é a quantidade de ferro no tecido – o mesmo mineral que dá cor ao sangue. As células de animais grandes, como o boi, são ricas de uma molécula chamada mioglobina, que contém ferro. Peixes e galinhas, por terem o corpo menor, não precisam de reservas tão grandes de nutrientes nas células e, por isso, têm menos mioglobina. Animais mais velhos têm carne mais vermelha – isso explica a brancura do frango industrializado, abatido antes dos dois meses, se comparado à galinha caipira. Essa última tem mais tempo para acumular mioglobina nas células.

Números, números, números
Há no mundo 1,35 bilhão de bois e vacas. Criamos 930 milhões de porcos, 1,7 bilhão de ovelhas e cabras, 1,4 bilhão de patos, gansos e perus, 170 milhões de búfalos. Some todos eles e temos uma população de animais quase equivalente à humana dedicando sua vida a nos alimentar – involuntariamente, é claro. E isso porque ainda não incluímos na conta a população de frangos e galinhas abastecendo a Terra de ovos e carne branca: 14,85 bilhões.
Só no Brasil há 172 milhões de cabeças de gado bovino – uma para cada cabeça humana. Nosso rebanho bovino só é menor que o da Índia, onde é proibido matar vacas. Na média, um brasileiro come perto de 40 quilos de carne bovina por ano – ou seja, uma família de cinco pessoas devora uma vaca em 12 meses. Somos o quarto país do mundo onde mais se come carne bovina (veja quadro na página 44). Um brasileiro médio come também 32 quilos de frango e 11 quilos de porco todo ano.

Todos os tipos de vegetarianos
Vegetarianos não são todos iguais. Conheça as diferenças.

Ovolactovegetarianos
Não comem carne de nenhum tipo, mas consomem ovos, leite e derivados. Em geral, quando alguém diz que é “vegetariano”, é essa dieta que ele segue.

Lactovegetarianos
Provavelmente o mais numeroso dos grupos, já que essa dieta é predominante no sul da Índia – por razões religiosas. Nada de carne, mas leite e derivados estão liberados. O ovo é terminantemente proibido, por conter a “vibração da vida”.

Vegans
Não consomem nada de origem animal: carne, ovos, leite, mel. Roupas de couro, lã e seda também estão proibidas.

Semivegetarianos
Aquelas pessoas que afirmam ser vegetarianas, mas abrem exceções para peixes ou aves. São vistos com desdém pelos outros grupos. A principal razão para essa dieta, que recusa só a carne vermelha, é o cuidado com a saúde.

Macrobióticos
Dieta tradicional japonesa, que pode ser vegan, ovolactovegetariana ou incluir peixe. Há várias restrições – a dieta acompanha as estações do ano, o cardápio tem que incluir uma árvore toda, da semente ao fruto. Como foi elaborada no Japão, a macrobiótica não contempla a realidade brasileira (as estações do ano, por exemplo, são diferentes aqui). Isso pode levar a deficiências alimentares.

Crudivorismo
Só comem vegetais crus. É preciso cuidado com essa dieta, porque ela exclui os grãos, que são as melhores fontes de proteína e ferro dos vegetarianos. Há risco de desnutrição.

Frugivorismo
Os frugivoristas não só rejeitam carne, como evitam machucar ou matar vegetais. Por isso, comem apenas aquilo que as plantas “querem” que seja comido: frutas e castanhas. Consideram o consumo de folhas, caules e raízes uma violência. A dieta não é das mais saudáveis, já que é pobre em proteínas e em minerais.

Carne faz mal?
Quem come mais carne – especialmente carne vermelha – tem índices maiores de câncer e de enfarte, as duas principais causas de morte do planeta. É o que dizem as estatísticas. Carne faz mal, então? Não é tão simples.
Nos últimos 30 anos, as autoridades dos Estados Unidos vêm aconselhando os americanos a diminuir a ingestão de carne vermelha e manteiga por causa de suspeitas de que a gordura saturada presente em grande quantidade nesses alimentos aumenta a taxa de colesterol e, com isso, causa ataques cardíacos. O conselho virou norma no mundo todo – a Organização Mundial da Saúde e vários governos adotaram a política de reduzir a gordura saturada. Tudo muito bom, só que tem algumas peças que, mesmo após três décadas de pesquisas, continuam não se encaixando no quebra-cabeças.
Uma delas é a Europa mediterrânea. Lá, desde que terminaram os rigores da Segunda Guerra, o consumo de carne vermelha tem aumentado. Pois bem: a taxa de doenças cardíacas diminuiu no mesmo período. E a França? O país da pâtisserie, fã ardoroso das carnes vermelhas de todo tipo, onde qualquer almoço começa refogando o que quer que seja em manteiga derretida, tem uma das mais baixas taxas de mortes por ataque cardíaco do mundo.
No ano passado, Gary Taubes, correspondente da revista americana Science e um dos principais escritores de ciência do mundo, escreveu um longo artigo no qual classificava o medo da gordura saturada como “dogma”. Taubes afirma que, mesmo com tanta pesquisa, não há prova de que gordura saturada e enfartes estão ligados. E vai além: diz que a propaganda do governo só serviu para fazer com que os americanos comessem mais – ao evitar a gordura, eles acabavam ingerindo mais carboidratos, mais açúcar, para manter a quantidade diária de calorias (o corpo tende a reclamar quando as calorias são insuficientes para saciá-lo – isso se chama fome). Resultado: o índice de obesidade passou de 14% para 22% no país. E obesidade, sabidamente, é um sério fator de risco para doenças cardíacas.
A maior parte do mundo médico ainda acredita na malignidade da carne vermelha e da manteiga. (“Não tenho dúvidas da relação entre gordura saturada e doenças cardiovasculares”, afirma o nutricionista argentino Cecílio Morón, oficial da agência da ONU que cuida de alimentação, a FAO. Denise Coutinho, que coordena a política de nutrição do governo brasileiro, repetiu quase as mesmas palavras.) Mas o artigo de Taubes serviu para mostrar que nutrição não é baseada numa relação simples de causa e conseqüência, tipo “mais carne, mais ataques cardíacos”.
Mas, afinal, o que sobra da discussão? Dietas de países gelados como a Escócia e a Finlândia, onde o único vegetal consumido em quantidade é o tabaco, estão equivocadas. Os altos índices de ataques cardíacos por lá são prova incontestável. Mas os franceses, e os mediterrâneos em geral, devem estar fazendo alguma coisa certa. Sua dieta é variada e rica em vegetais frescos, azeite de oliva (tido como redutor de colesterol), vinho e carne de todos os tipos. Ao contrário dos americanos, esses povos comem com calma, em ambientes descontraídos. O que os está salvando dos ataques cardíacos? Os legumes, o azeite, o vinho, a conversa mole depois do almoço, a brisa marinha? Ninguém sabe ao certo. Provavelmente é uma conjunção de todos esses fatores.
O raciocínio vale em parte para o câncer também. Os comedores de carne morrem mais de câncer de intestino, boca, faringe, estômago, seio e próstata. Ainda assim, o elo entre carne e câncer é meio frouxo. Tudo indica que, se é que a carne aumenta mesmo a incidência de câncer, sua influência é bem pequena – um fator entre muitos.
Agora, de uma coisa ninguém tem dúvidas: vegetais fazem bem. Uma dieta rica em frutas, legumes e verduras claramente reduz as chances de ter câncer no esôfago, na boca, no estômago, no intestino, no reto, no pulmão, na próstata e na laringe, além de afastar os ataques cardíacos. Frutas e legumes amarelos têm caroteno, que previne câncer no estômago; a soja possui isoflavona, que diminui a incidência de câncer de mama e osteoporose; o alho tem alicina, que fortalece o sistema imunológico; e por aí vai – essa lista poderia ocupar o resto da revista. Em resumo: não está bem claro se a carne faz mal. Muito bem, pelo jeito, não faz. Mas, para ser saudável, o importante é ter uma dieta rica e variada de vegetais. Seja ela vegetariana ou não.

Dá para viver sem carne?
Dá. O vegetarianismo exige cuidados e conhecimentos de nutrição, mas com certeza pode-se ter uma dieta saudável sem carne. Aliás, o fato de exigir cuidados a faz mais saudável. Um vegetariano tende a prestar mais atenção no que come e nos efeitos disso sobre seu corpo. E isso, em si, já é um hábito salutar. Muitos nutricionistas afirmam que as crianças não devem, de maneira nenhuma, ficar sem proteína animal, sob risco de terem o desenvolvimento cerebral prejudicado. Essa regra deve ser seguida a não ser que os pais saibam muito bem o que estão fazendo, conheçam as propriedades de cada alimento e – não menos importante – que a criança queira.
Os ovolactovegetarianos não têm problemas com proteínas porque os derivados de animais são tão protéicos quanto a carne. O perigo é que leite e ovos são pobres em minerais, especialmente ferro, que é fundamental para a saúde – ele é usado para construir a hemoglobina, uma molécula cuja função é carregar o oxigênio do pulmão para as células. Sem ferro, portanto, as células podem morrer. Isso é a anemia.
Ou seja, ovolactovegetarianos não podem basear sua dieta no leite, nos ovos e nos queijos, sob risco de ficarem sem nutrientes valiosos. É preciso comer muitos e variados vegetais, em especial soja, feijão, brócolis, couve, espinafre – todos ricos em ferro. A quantidade é fundamental, porque o ferro dos vegetais é menos absorvido pelo corpo que o de origem animal. Uma boa dica é acompanhar as refeições com suco de laranja, já que a vitamina C ajuda na absorção do ferro. Outra fonte de ferro é a casca de grãos como o arroz e o trigo. Por isso, eles devem ser sempre integrais. Denise Coutinho, responsável pela política nutricional do governo federal, adiantou à Super que está em estudo uma medida para tornar a fortificação com ferro obrigatória nas farinhas de trigo e de milho. A medida, que visa combater a desnutrição, vai acabar ajudando a vida dos vegetarianos.
Já para os vegans, a palavrinha mágica é “soja”. Se você não gosta desse grão ou é alérgico a ele, virar vegan vai ser bem mais penoso. A questão é a seguinte: suprir suas necessidades protéicas com carne é fácil. “Afinal, você é feito de carne”, diz Pedro de Felício, especialista em produtos de origem animal da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um bife tem a mesma composição que os músculos do seu corpo. As proteínas das quais ele é feito são, também, iguais às suas, feitas com os mesmos aminoácidos. Portanto, contêm tudo o que você precisa.
Proteínas vegetais são mais simples. Elas não contêm todos os componentes necessários. A soja, entre os vegetais, é o que tem as proteínas mais completas. Há outras fontes de proteína, como o feijão, mas, se você não come soja, vai precisar de grandes quantidades e de muita variedade de vegetais para juntar todos os aminoácidos de que precisa. “Desde que sigam essa regra, os vegans tendem a ter uma dieta até mais equilibrada que os ovolactovegetarianos, já que não ocupam lugar no estômago com ovos e leite, que são pobres em vários nutrientes”, diz o nutricionista vegan George Guimarães.
Uma questão para os vegans é a vitamina B12, que o corpo não produz e não existe em vegetais. A B12 é fabricada por bactérias e pode ser encontrada nos animais (que comem bactérias ao ciscar ou pastar). Mas suprir as necessidades de B12 é fácil: qualquer biscoito ou cereal com a palavra “fortificado” no rótulo contém a vitamina. Ela também é vendida em cápsulas.

Samos vegetarianos por natureza?
Não. “O homem tem dentes pequenos e sistema digestivo curto, características de onívoros”, afirma o antropólogo físico Walter Neves, da Universidade de São Paulo, maior especialista brasileiro em homens pré-históricos. Ou seja, nosso organismo está preparado para comer de tudo, inclusive carne. Somos como o chimpanzé, que, além de plantas, cata insetos, lagartos e roedores. E diferentes do gorila, que só come plantas e, para isso, tem dentes molares imensos e uma barriga enorme (se você também tem uma, por favor não tome isso como uma comparação). Os dentes grandes servem para criar mais área de mastigação e, assim, triturar melhor as folhas e tirar delas os escassos nutrientes. A barriga abriga o intestino e o estômago, que são bem maiores para dar mais tempo ao organismo de absorver o que interessa.
Walter afirma que, num passado longínquo, nos alimentávamos como chimpanzés. Mas há 2,5 milhões de anos nossa dieta mudou. Começamos a fabricar instrumentos de pedra e as novas armas permitiram que incluíssemos no cardápio a carne de grandes mamíferos. Assim, nossa ingestão de proteína animal aumentou demais. “Sem isso, não teríamos desenvolvido um cérebro grande”, diz Walter. O aumento súbito de proteína na dieta permitiu que nosso corpo investisse mais recursos no sistema nervoso. Hoje, de 30% a 40% de tudo o que comemos vira combustível para fazer o cérebro funcionar. Sem o aumento na ingestão de carne, isso jamais seria possível.
Mas, na mesma época, surgiu um gênero de humanídeos estritamente vegetarianos. Conhecidos como Paranthropus, eles tinham grandes molares, eram barrigudos e não comiam animais de nenhuma espécie, nem insetos. Esses humanos vegetarianos conviviam com os humanos caçadores – há um lago no Quênia onde foram encontradas ossadas das duas espécies, com aproximadamente a mesma idade, a poucos quilômetros de distância.
O Paranthropus se extinguiu há 1,2 milhão de anos, provavelmente porque sua dieta mais restritiva o atrapalhou na competição com nossos ancestrais generalistas. Nossos primos vegetarianos deviam ser muito menos espertos que seus contemporâneos Homo, como atesta o tamanho de seu cérebro. “Eles investiram os recursos do organismo em dentes, os Homo investiram no cérebro”, diz Walter.
Quer dizer que precisamos comer carne para raciocinar? Não. Há 2,5 milhões de anos era assim porque não sabíamos plantar e nossa dieta quase não incluía plantas protéicas. Os únicos vegetais que comíamos eram frutas, folhas e raízes. Hoje, é possível ter uma dieta rica em proteínas sem carne.

Vaca, a onipresente
Há quem diga que o problema de comer carne é moral: não teríamos o direito de matar para comer. Mas, se você acha que basta parar de comer carne para acabar com a matança, está enganado. Há muito mais produtos no mercado que incluem animais mortos do que imagina a nossa vã filosofia.
Para começar, boa parte da indústria de vestuário depende de animais. O couro, você sabe, é a pele de bichos abatidos. Para separar o fio de seda, é preciso ferver o bicho-da-seda. Além disoo, filmes fotográficos e de cinema são recobertos por uma gelatina, retirada da canela da vaca. Ou seja, um vegan radical só tira fotos digitais. Dos pés bovinos saem também substâncias usadas na espuma dos extintores de incêndio. O sangue bovino rende um fixador para tinturas e a gordura acaba em pneus, plásticos, detergentes, velas e no PVC. Cremes de barbear, xampus, cosméticos e dinamite derivam da glicerina, substância que contém gordura bovina. A quantidade de medicamentos feitos com pedaços de gado, do pâncreas ao cordão umbilical, passando pelos testículos, é imensa.
Há um pouco das vacas também em vários produtos da indústria alimentícia – e não estamos falando só de bife à parmegiana. A gelatina deve a consistência ao colágeno arrancado da pele e dos ossos. Aliás, quase toda comida elástica contém colágeno – da maria-mole ao chiclete. Os queijos curados são feitos com uma enzima do estômago do bezerro. Além dos bovinos, vários outros animais são usados pela indústria de comida. Vegans devem ficar de olho nos rótulos e evitar dois corantes: coxonilha e carmin. O primeiro, usado para tingir de azul, é feito de besouros moídos. O segundo, que pinta de vermelho, é feito de lesmas amassadas.

O planeta precisa de carne?
Na verdade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo. É que os rebanhos consomem boa parte dos recursos da Terra. Uma vaca, num único gole, bebe até 2 litros de água. Num dia, consome até 100 litros. Para produzir 1 quilo de carne, gastam-se 43 000 litros de água. Um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água.
Sem falar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos – graças ao clima é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado. Outra questão é que a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.
E não se trata só de comida. A pecuária esgota o planeta de outras formas. “Para começar, ocupa um quarto da área terrestre e não pára de se expandir”, diz o ativista vegetariano Jeremy Rifkin. A pressão para a derrubada das florestas, inclusive a amazônica, vem em grande parte da necessidade de pasto. Entre os danos ambientais causados pelo gado, está também o aquecimento global. Os gases da flatulência de bois e ovelhas – não, isso não é uma piada – estão entre os principais causadores do efeito estufa.

Como vimem - e morrem - os animais
Boi
No Brasil, os bois são criados soltos. Provavelmente, essa forma de criação é menos terrível que a de países frios do Cone Sul e da Europa, onde os invernos matam o pasto e fazem com que os animais fiquem fechados em áreas apertadas, comendo só ração. Isso não quer dizer que seja o melhor dos mundos. Os animais muitas vezes passam fome, vivem cheios de parasitas e apanham copiosamente. “O manejo no Brasil é muito bruto”, diz o etólogo Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), de Jaboticabal, especialista no assunto.
Não existe aqui no Brasil a produção de vitela – carne muito branca e macia de bezerros mantidos em jaulas superapertadas para evitar que se movimentem. Para acentuar a brancura da carne, os criadores não permitem que o bezerro coma grama ou grãos, só leite – a dieta tem que ser pobre em ferro e em outros nutrientes, forçando uma anemia no animal. Com isso, torna-se necessário o consumo de antibióticos, para diminuir o risco de infecções do animal desnutrido. “A vitela deveria ser proibida no mundo inteiro”, afirma o agrônomo e etólogo Luiz Carlos Pinheiro Machado Filho, especialista em técnicas de manejo da Universidade Federal de Santa Catarina.
Para matar um boi, primeiro se dá um disparo na testa com uma pistola de ar comprimido. O tiro deixa o animal desacordado por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira e outro funcionário corta sua garganta. “O animal tem que ser sangrado vivo, para que o sangue seja bombeado para fora do corpo, evitando a proliferação de microorganismos”, diz Ari Ajzenstein, fiscal do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que zela para que as regras de higiene e de bons tratos no abate sejam cumpridas.
Em 1997, a ativista de direitos dos animais americana Gail Eisnitz escreveu o bombástico livro Slaughterhouse (“Matadouro”, inédito no Brasil), no qual acusava os matadouros de sangrar muitos animais ainda conscientes. “Não vou dizer que isso não acontece no Brasil, mas não é freqüente”, afirma Mateus Paranhos.
O abate a marretadas está proibido no país, o que não quer dizer que não aconteça – já que quase 50% dos abates são clandestinos e, portanto, sem fiscalização. O problema da marretada é que não é fácil acertar o boi com o primeiro golpe. Muitas vezes, são necessários dezenas para desacordá-lo.

Galinhas
Essas quase sempre levam uma vida miserável. Vivem espremidas numa gaiola do tamanho delas. As luzes ficam acesas até 18 horas por dia – assim elas não dormem e comem mais (isso acontece principalmente com as que produzem ovos). Seus bicos são cortados para que não matem umas às outras e para evitar que elas escolham que parte da ração querem comer – caso contrário, ciscariam apenas os grãos de seu agrado e deixariam de lado alimentos que servem para que engordem rápido.
A morte é rápida. As galinhas ficam presas numa esteira rolante que passa sob um eletrodo. O choque desacorda a ave e, em seguida, uma lâmina corta seu pescoço. O esquema é industrial. Hoje, nos Estados Unidos, são abatidas, em um dia, tantas aves quanto a indústria levava um ano para matar em 1930. Nas granjas de ovos, pintinhos machos são sacrificados numa espécie de liquidificador gigante. Parece horrível, mas é a mais indolor das mortes descritas aqui.
Porcos
Outros azarados. Não têm espaço nem para deitar confortavelmente. “São confinados do nascimento ao abate”, diz Pinheiro Filho. As gestantes são forçadas a parir atadas a uma fivela, apertadas na baia. O abate é parecido com o de bovinos, com a diferença que o atordoamento é feito com um choque elétrico na cabeça e que o animal é jogado num tanque de água fervendo após o sangramento, para facilitar a retirada da pele. Gail Eisnitz afirma, em seu livro, que muitos porcos caem na água fervendo ainda vivos, mas isso provavelmente é incomum.

Patos e gansos
Os mais infelizes dos nossos alimentos provavelmente são os gansos e patos da França. O foie gras, um patê tradicional e sofisticado, é feito com o fígado inflamado das aves. Os produtores colocam um funil na boca delas e as entopem de comida por meses, fazendo com que o fígado trabalhe dobrado. Isso provoca uma inflamação e faz com que o órgão fique imenso, cheio de gordura. Ou seja, o patê, na prática, é uma doença. Há movimentos pedindo o banimento do produto. Não se produz foie gras no Brasil.
E o que fazer a respeito
Há uma verdade inescapável: ao comermos carne, somos indiretamente responsáveis pela morte de seres que têm pai, mãe, sofrem, sentem medo. “Os vertebrados sentem dor”, diz Rita Paixão, fisiologista e bioeticista da Universidade Federal Fluminense. Isso é um fato e, se você pretende continuar comendo carne, é bom se acostumar com ele. Mas podemos ao menos minimizar o sofrimento, escolhendo comidas que impliquem em menos crueldade. O mercado oferece alternativas.
Uma delas são os ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, em companhia de galos, sob o sol – um desinfetante natural –, comendo o que querem com seus bicos inteiros. A maior granja brasileira de ovos caipiras é a Yamaguishi, que distribui “ovos da galinha feliz” pela região de Campinas e em São Paulo. “Os ovos que nós produzimos... quer dizer, que nossas galinhas produzem”, diz Marcelo Minutti, gerente da granja, “são mais saborosos e não contêm substâncias químicas.”
Frangos caipiras, criados em condições semelhantes, também já são encontrados nos supermercados. Sua carne é mais dura, mas é mais saborosa e a chance de conter substâncias perigosas, como hormônios e antibióticos, é mínima. A rede Carrefour, graças a uma política da sede francesa, é uma das que oferece o produto. Ele faz parte da linha “garantia de origem”, só de produtos feitos com essa preocupação.
Os bois certificados com “garantia de origem” são bem alimentados e criados por pessoas treinadas por especialistas em comportamento animal para entender como ele pensa e manejá-lo sem violência. “Agora vamos produzir porcos com origem garantida, criados soltos”, diz o veterinário Adolfo Petry, responsável, no Carrefour, pelos produtos animais garantidos com o selo. Produtos assim custam entre 50% e 100% a mais que os convencionais. Apesar do interesse crescente do consumidor em diminuir a crueldade (numa pesquisa feita pela Super na internet, 85% das 2408 pessoas disseram que deixariam de comer alimentos se soubessem que eles causam sofrimento para animais), a procura por esses produtos ainda é muito pequena.

A vaca e a humanidade
A criação de gado foi uma das maiores forças ditando os rumos da humanidade. Essa é a opinião do escritor Jeremy Rifkin, ativista polêmico, vegetariano convicto e pesquisador competente – um dos maiores críticos da biotecnologia e, por tabela, um dos maiores inimigos do establishment científico. Rifkin, em seu Beyond Beef (“Além da carne”, sem versão em português), mostra que devemos muitas coisas importantes ao hábito de criar vacas para matar. Veja algumas delas:

Deus
Algumas das primeiras pinturas nas cavernas representavam vacas. Devemos à carne nossas primeiras manifestações artísticas e, possivelmente, a origem das nossas religiões – essas pinturas são o primeiro registro de uma humanidade preocupada com o mundo espiritual, acertando as contas com os animais que matava.

Diabo
As tribos nômades de cavaleiros que habitavam a Eurásia há 6 000 anos juntavam gado selvagem e o criavam nos pastos naturais. Esses pastores cultuavam um deus-touro, chamado Mithra, símbolo da força, da masculinidade, do poder. A necessidade de pastos novos a cada vez que acabava o antigo fazia deles expansionistas por natureza e, no início da era cristã, eles já tinham se espalhado da Índia a Portugal. Com isso, o culto a Mithra tornou-se muito popular no Império Romano. Para contê-lo, a Igreja adotou sua data sagrada, o dia de Mithra – 25 de dezembro. Estava estabelecido o Natal. Depois, no Concílio de Toledo, em 447, a Igreja publicou a primeira descrição oficial do diabo, a encarnação do mal: um ser imenso e escuro, com chifres na cabeça. Como Mithra.

Grandes navegações
Na Idade Média, a carne raramente era fresca e, por isso, havia muita demanda de temperos para disfarçar o sabor. Ao mesmo tempo, tinham se esgotado os pastos da Europa – não havia mais para onde levar os rebanhos crescentes. Resultado: os europeus caíram no mar em busca de um caminho para as especiarias indianas e de espaço para soltar os bois. Acharam mais espaço do que imaginavam: a América. Hoje, Estados Unidos, Brasil, Uruguai e Argentina têm alguns dos maiores rebanhos do mundo.

Conquista do Oeste
Em 1870, boa parte dos Estados Unidos tinha se transformado em pasto. Mas havia um obstáculo para a expansão. Os campos do oeste americano estavam tomados por hordas de búfalos, que serviam de caça para as tribos indígenas. O governo americano não queria os búfalos, difíceis de manejar, e temia os índios. Adotou, então, uma solução simples: matar os búfalos e, assim, deixar os índios sem comida. É assim que Rifkin resume a heróica “conquista do Oeste”.
Naquela década, matar búfalo foi o que mais se fez na região. Havia “excursões turísticas” nas quais um trem emparelhava com manadas e os passageiros começavam a atirar. As carcaças eram abandonadas ao longo da ferrovia. Cowboys como Buffalo Bill se tornaram lendários por matar até 40 búfalos numa caçada. Em dez anos, as manadas, que eram tão grandes que levavam horas para passar, sumiram. Em 1881, a tradicional Dança do Sol da tribo kiowa foi adiada por dois meses porque os índios não conseguiam encontrar um só búfalo para o sacrifício ritual. Finalmente, acharam um animal solitário e o mataram. No ano seguinte, não encontraram nenhum.

Indústria moderna
No final do século XIX surgiu uma novidade na indústria da carne: a esteira rolante. Em vez de depender de um açougueiro habilidoso, o matadouro podia usar vários funcionários pouco especializados, cada um fazendo um pouco do trabalho, enquanto a carcaça se movia sozinha. Uma “linha de desmontagem”. Um dia, um mecânico que vivia em Detroit foi visitar essa linha. Anos depois, esse mecânico admitiria que a indústria do abate foi uma forte inspiração para a sua própria fábrica, batizada em 1903 com seu sobrenome. O nome desse mecânico? Henry Ford.
Agora é com você. O que vai ser? Brócolis ou cheeseburger?

Para saber mais

Na livraria:
Beyond Beef, Jeremy Rifkin, Plume, Estados Unidos, 1993
Slaughterhouse, Gail A. Eisnitz, Prometheus, Estados Unidos, 1997
País Fast Food, Eric Schlosser, Ática, São Paulo, 2002
O Homem que Comeu de Tudo, Jeffrey Steingarten, Companhia das Letras, São Paulo, 2000

Nutricionista ensina a combater obesidade infantil com receitas gostosas

Nutricionista ensina a combater obesidade infantil com receitas gostosas

Sobrepeso atinge 15% das crianças do país segundo Abeso.
Em ambulatório na Zona Sul de SP, índice chega a 80%.
Do G1, em São Paulo

Pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde mostra que 80% das crianças e adolescentes atendidos no Ambulatório Médico de Especialidades Jardim dos Prados, na Zona Sul de São Paulo, são obesas ou estão acima do peso. O número é cinco vezes maior do que a média nacional. Para combater esse mal, que em 90% dos casos se deve à má alimentação e ao sedentarismo, a nutricionista Patrícia Peixoto Vieira diz que é possível conciliar sabor e saúde em pratos leves para a criançada. (Veja algumas receitas abaixo).

Os registros de casos de obesidade infantil da pesquisa são ainda mais alarmantes quando comparados com os números nacionais. Segundo a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), pelo menos uma média de 15% das crianças atualmente têm obesidade. Em adultos, o índice é de 9% em homens e 13% em mulheres, o que torna o dado referente às crianças ainda mais alarmantes.

"Quando uma criança é obesa nos primeiros anos de vida, ela tem uma chance razoável de ser um adulto magro. Mas quando essa obesidade se perpetua e ela entra na adolescência com sobrepeso a chance é da ordem de 80%”, afirma o presidente da Abeso, Marcio Mancini.

O levantamento no Ambulatório Jardim dos Prados mostrou também que, das 80 crianças e adolescentes com até 19 anos atendidas no local, somente 20% tinham o peso acima da média por causa de algum distúrbio endócrino ou metabólico, o que levou os especialistas do local a concluírem que a maior causa da obesidade infantil no lugar são a má alimentação e sedentarismo. 

Conscientização
Para conscientizar os pais sobre a importância de educar os filhos com hábitos saudáveis, a Secretaria de Saúde organizou uma série de palestras no Shopping Interlagos e dedicou o mês de setembro à conscientização dos perigos da obesidade infantil.

Após aprender a fazer sanduíche de ricota com cenoura, espetinho de legumes com molho de iogurte e pizza light, a auxiliar de escrita fiscal Tânia Melo, de 29 anos, pretende mudar o cardápio em casa. “Na minha casa é difícil ver uma mesa colorida. Meus hábitos são ruins. Minha vida é muito corrida. Deixo meu filho às 7h30 no colégio e vou para o trabalho. Pego ele às 19h. A praticidade de colocar uma refeição congelada no microondas é grande”, conta. Segundo ela, o filho de 7 anos está com 45 kg, quando deveria estar com 35kg. Depois de ver a palestra, ela afirmou que é possível ser saudável com praticidade.


Receitas
A nutricionista Patrícia Peixoto indica quatro receitas que os pais podem incluir no cardápio familiar para melhorar a qualidade das refeições (Veja também receita no vídeo).

Batatas assadas com legumes e iogurte
Ingredientes:
Sal a gosto
3 colheres (sopa) de leite semi-desnatado
1 colher (sopa) de azeite
4 batatas grandes
1 xícara (chá) de iogurte natural desnatado
2 colheres (sopa) de tomilho picado
1 pitada de noz-moscada
1 xícara (chá) de cenoura, brócolis e vagem cozidos e picados

Modo de Preparo:
Lave bem as batatas, seque-as com papel toalha e fure-as com um garfo. Coloque-as em um refratário e leve ao forno de microondas em potência alta, por 20 minutos, ou até ficarem macias. Retire do forno e deixe esfriar. A seguir, coloque as batatas sobre uma superfície lisa e faça um corte horizontal, retirando a tampa. Retire parte da polpa e misture com os legumes, 1 colher (sopa) de tomilho e o sal. Recheie as batatas e coloque-as de volta no forno por mais 2 minutos ou até aquecer. Enquanto isso, misture o iogurte, o leite, a noz-moscada, o sal, o azeite e o tomilho. Leve para gelar um pouco, despeje sobre as batatas depois de prontas e sirva.

Rendimento: 4 porções


Espetinho Colorido

Ingredientes:
2 pepinos japoneses sem casca
8 cubos de queijo minas frescal
8 azeitonas pretas sem caroço
3 tomates bem vermelhos e firmes sem sementes
Suco de 1 limão
1 copo de iogurte natural
Sal e azeite a gosto
8 folhas de coração de alface romana
4 palitos de bambu


Modo de Preparo:
Junte o iogurte natural com o azeite, o suco de limão e o sal. Misture o molho muito bem, com o auxílio de um batedor e reserve. Comece a montar o espetinho, fincando uma azeitona preta no palito de bambu. Coloque uma folha de coração de alface romana e um cubo de tomate de 2 cm. Alterne com pedaço de queijo minas e um pedaço de pepino de 2cm. Vá intercalando esses ingredientes e finalize com uma azeitona. Em um prato, ajeite os espetos de salada com o molho de iogurte e sirva.

Rendimento: 4 porções



Sanduíche Nutritivo

Ingredientes:
300g de ricota
4 colheres (sopa) de requeijão
1 cenoura média ralada
½ xícara (chá) de passas brancas
Salsinha e cebolinha picadas a gosto
1 colher (café) de azeite de oliva
Pão de forma (de preferência integral)

Modo de Preparo:
Esfarele a ricota com um garfo. Misture o requeijão, a cenoura, as passas e o tempero verde. Coloque o azeite e misture bem até formar uma pasta homogênea. Se desejar, utilize algumas folhas de alface para enfeitar. Monte os sanduíches e bom apetite!

Rendimento: 10 porções

Hambúrguer de Brócolis

Ingredientes:
1 maço de brócolis japonês cozido e picado (só as flores)
1 cebola pequena picada
1 clara de ovo
2 colheres (sopa) de aveia em flocos finos
3 colheres (sopa) de farinha de rosca
½ xícara (chá) de maionese sem colesterol
½ colher (chá) de sal

Para untar e polvilhar:
Margarina light
Farinha de rosca

Modo de Preparo:
Em uma tigela média, junte o brócolis, a cebola, a clara, a aveia, a farinha de rosca, a maionese, o sal e misture. Unte e polvilhe uma assadeira média com a margarina light e a farinha de rosca e reserve. Com uma colher, pegue a mistura, modele pequenos hambúrgueres e coloque na assadeira. Leve ao forno pré-aquecido em temperatura média (180ºC) por 10 minutos. Vire os hambúrgueres e deixe por mais 10 minutos até dourarem.

Rendimento: 15 porções

10 perguntas que levam ao sucesso

10 perguntas que levam ao sucesso

Você acha que ter sucesso é ganhar muito dinheiro? "Caso sua resposta seja sim, pense novamente!". É a reflexão  que sugere o premiado jornalista Geoffrey James, autor da coluna "Sales Source", no site Inc.com. Ele defende que o verdadeiro sucesso é resultado  da qualidade dos relacionamentos e das emoções vividas diariamente.
Para avaliar se o caminho seguido é o certo para você, James indica que no fim do dia cada um faça dez perguntas para si mesmo. Segundo ele, essas questões ajudarão a determinar o foco e o foco, por sua vez, irá gerar resultados.
1. Tenho certeza de que aqueles que eu amo se sentem amados?
2. Eu fiz algo hoje que contribuiu, minimamente, para um mundo melhor?
3. Tenho condicionado o meu corpo para ser mais forte e flexível?
4. Tenho revisto e afinado os meus planos para o futuro?
5. Eu atuei em privado com a mesma integridade que em público?
6. Tenho evitado as palavras e ações ruins?
7. Eu tenho feito algo de valor?
8. Ajudei alguém com menos condições?
9. Tenho preservado boas lembranças?
10. Eu me senti grato pelo fato de estar vivo?
Tais perguntas podem até parecer tiradas de um livro de autoajuda, no entanto, são elas que irão forçar a concentração naquilo que é realmente importante. "Não é possível ser bem sucedido se você não está feliz", diz James.
A mesma ideologia é defendida pelo autor do livro "A Psicologia do Sucesso", Roberto Shinyashiki. Para ele, a maioria das habilidades que levam alguém ao sucesso vem do coração. "Não adianta um time ter um ótimo técnico, uma boa estratégia, jogadores com excelente condicionamento físico se, na hora do jogo,o atleta não leva sua alma para dentro do campo", exemplifica.

 http://br.finance.yahoo.com/noticias/10-perguntas-levam-ao-sucesso-yahoofinancebr-962089747.html

Organize as contas antes de pensar na compra da casa nova

Organize as contas antes de pensar na compra da casa nova

 
Para a maioria das pessoas, comprar um imóvel é o maior investimento da vida. Quem pretende adquirir o imóvel e se livrar dos aluguéis sem ferir o orçamento precisa ter disciplina. E algumas lições de educação financeira ajudam a facilitar o caminho.
"Não podemos transformar o sonho da casa própria em pesadelo, por isso o planejamento é necessário", observa o educador financeiro Everton Lopes, autor do site Sempre com Dinheiro.  Para ele, é possível que cosumidores que nunca fizeram algum tipo de poupança consigam adquirir o primeiro imóvel, basta que se programem e se habituem a poupar.
No livro "Livre-se das Dívidas", o terapeuta financeiro Reinaldo Domingos traz o seguinte exemplo: uma casa que custa 100 mil reais financiada por 30 anos terá uma prestação média mil reais, mas se a pessoa poupasse e guardasse este mesmo valor em uma aplicação conservadora, em sete anos poderia comprar a mesma casa à vista.
O primeiro passo para organizar as contas, então, é saber exatamente quanto ganha e quanto gasta, assim, o consumidor conseguirá entender melhor sua situação financeira. Segundo Domingos, há três condições: investidora, equilibrada financeiramente ou endividada. "Qualquer que seja a situação é preciso ficar atento para saber qual forma será utilizada para a compra", acrescenta.
É justamente com esse levantamento inicial que o comprador irá visualizar seu potencial de compra e seu real limite de crédito: é possível quitar a casa à vista? Quanto você poderá reservar para a parcela ou para outras necessidades de seu novo imóvel? Há dívidas que podem ser quitadas em curto prazo para dar mais folga ao orçamento?
"Se tiver o dinheiro para comprar à vista, os cuidados devem ser para que se tenha também o dinheiro da escritura, das instalações, móveis. Enfim, tem que fazer contas", pondera Domingos. Lopes orienta que as despesas com os "papéis" ficam em torno de 3% do valor total do imóvel e complementa que é importante que todos os gastos, como o condomínio e as eventuais prestações não ultrapassem 30% da renda líquida.
Depois dessas observações básicas, é hora de analisar as possibilidades de financiamento, valor de entrada e em quanto tempo pretende quitar o imóvel, por exemplo. A realidade da maioria das aquisições tem sido, de fato, pelo financiamento e uma pequena parte pelo sistema de consórcio. Domingos lembra que financiar um imóvel significa levar um e pagar dois ou até três, devido aos juros. Considerando esse dado, o consórcio pode ser uma boa opção, já que o custo não passa de 40% a mais. Porém, o prazo está limitado a dez anos.
"Quem assume parcelas de longo prazo (20 ou 30 anos) tem que ter a consciência que esta prestação deverá vir sempre antes no orçamento, com essa atitude o sonho da casa própria estará garantido", afirma Domingos. "Vale ressaltar, ainda, que quando se financia um imóvel, o consumidor deve ter uma reserva financeira estratégica de seis a doze vezes o valor da prestação. Em caso de algum problema neste período, o pagamento será honrado normalmente", acrescenta.
Avalie também a possibilidade de utilizar o seu FGTS — lembre-se que o fundo pode ser usado para comprar um imóvel pronto ou construí-lo — ou então projete um período de economia para poupar o valor necessário para dar de entrada.
De todo modo, planejamento e um bom corretor de imóveis podem garantir a qualidade da compra. Domingos ressalta que para preservar a sustentabilide financeira durante o processo, educação financeira é imprenscindível. E Everton Lopes acrescenta duas boas dicas ao futuro comprador: "Regra nº 1: Nunca gaste mais do que você ganha e invista bem a diferença. Regra nº 2: Jamais esqueça a regra nº 1".

Fernando perdeu 12 quilos e vive feliz sem restrições à mesa

Fernando perdeu 12 quilos e vive feliz sem restrições à mesa

Com o Dieta e Saúde, ele aprendeu a emagrecer sem levar uma rotina chata

Por Minha Vida 

"Eu evitava gorduras e tentava comer menos doces. Mesmo assim, continuava engordando. Não entendia por que isso acontecia", afirma Fernando Andrade, 48 anos. Ele nunca achou que comesse mal e duvidava que uma dieta conseguisse reverter o ganho de peso, que dava sinais na barriga e limitava a escolha das roupas.

Até que, ao marcar 87 quilos na balança, decidiu interromper a escalada da obesidade. Valeu a pena: em dois meses de dieta, 12 quilos foram eliminados. A escolha da internet veio pela praticidade. "Encontrei o Dieta e Saúde e resolvi experimentar, mesmo desconfiando da proposta. Nunca imaginei que dava para emagrecer comendo de tudo", diz Fernando. "Todos os dias, eu anotava no contador de pontos o que comia".

"Dava um pouco de trabalho, mas era o único jeito que tinha de me controlar: com a ferramenta, descobri que comia muito no almoço e passava horas sem comer nada, por exemplo". Apenas a regulação dos intervalos entre as refeições já foi suficiente para trazer resultados. "Em uma semana, as calças ficaram mais largas e percebi que estava emagrecendo". "Era desse incentivo que eu precisava para adotar, de uma vez por todas, as orientações relacionadas à alimentação", conta o assinante Dieta e Saúde.
"Para emagrecer, precisa ter força de vontade e confiar nas nutricionistas. No blog, encontrei ânimo para não desistir".
Fernando diz que a adesão ao sistema de pontos foi muito fácil. "Ele não proíbe os alimentos, apenas indica a dosagem certa deles para cada dia. Fui aprendendo a selecionar melhor o que comer, equilibrar a quantidade de cada refeição e dos lanches", afirma. "Eu me acostumei fazer refeições menores e a controlar o consumo de líquidos junto da comida".

Mais mudanças
Os dias sedentários também ficaram para trás. "Com as ferramentas que o site oferece, passei a dar importância maior aos exercícios. A recomendação ganha um sentido prático, porque posso comer mais se faço atividade física, sem sofrer com o aumento de medidas".

Produzir textos novos para o blog e trocar experiências com outros assinantes aceleraram a conquista da meta. "Encontrei motivação e mais apoio para nunca desistir. À medida que ajudava outras pessoas eu estava sendo ajudado, é muito bom conversar com gente preocupada em eliminar peso e obrigada a lidar com as mesmas dificuldades minhas". 
Fernando- antes
Graças ao apoio da comunidade Dieta e Saúde, até os deslizes perdem importância. "Às vezes, é difícil manter a dieta dos pontos, as tentações são grandes. Nessa situação, o controle semanal ajuda a superar as falhas mais rapidamente.

Cada dia é um recomeço e as mensagens nos blogs reforçam isso", diz Fernando. "Na terceira semana, meu peso começou a despencar. Perdia de um a dois quilos a cada sete dias. E já comecei a contagem regressiva, sabia que dali a pouco conquistaria o meu objetivo", lembra.

"Vi que daria certo mesmo e minha meta era agora questão de tempo, comecei a contagem regressiva". As roupas começaram a entrar com mais facilidade e, após um mês de dieta, Fernando já era parado pelos amigos, surpreendidos com as mudanças na forma física dele. 
Fernando- depois
Para o verão, as expectativas são boas. "Ano passado, não aproveitei, tinha vergonha de mim. Não gostava em tirar a camisa, mesmo na praia. Desta vez, vou aproveitar, eu me sinto em paz e feliz com meu corpo. Mudei de manequim 48/50 para 44/46. Camisas que eram G não me servem mais, estão grandes e folgadas. Comprei modelos novos, tamanho P", afirma.

"Recomendo o Dieta e Saúde para quem deseja emagrecer. O site reúne dicas e o melhor apoio para quem quer chegar ao peso ideal. É uma mudança que melhora a autoestima, a disposição e a alegria de viver", finaliza Fernando.

Barreiras difíceis

Fernando relembra os três piores momentos da dieta e conta como superou cada um deles.

Isso não vai dar certo: é duro ouvir as pessoas dizendo que sua dieta é bobagem. Mas fui adiante, porque precisava de ajuda e vi que o Dieta e Saúde poderia me dar este apoio.

Dia de festa: outra dificuldade é se controlar nas comemorações. No começo foi complicado, mas fui aprendendo a selecionar o que comer no meio de tanta variedade.

Fome noturna: à noite, demoro a ir me deitar e preciso controlar a vontade de comer, maior do que a fome nessas horas. Passei a evitar bolachinhas porque dava vontade de não parar. Troquei os biscoitos por um chá e uma fruta. E passei a jantar melhor para não ficar beliscando comidas compulsivamente. 

Fernando Andrade
Idade: 48 anos
Estatura: 1,71 m
Peso inicial: 87 Kg (03/07/2009)
Peso atual: 75 Kg (está no programa de manutenção)
Eliminou: 12 Kg
Atingiu o objetivo de 75 kg em 11/09/2009

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Obrigada!!!






Hoje gostaria de agradecer a todos os membros participantes deste blog.
Sejam bem vindos!!!
Usem e abusem deste nosso espaço!!!
Estou na luta como vocês estão!
Um abraço amigo e muito obrigada!
Tety Mendonça



O ELEFANTE ACORRENTADO

Você já observou elefante no circo? Durante o espetáculo, o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona uma de suas patas a uma pequena estaca cravada no solo. A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua própria força, poderia, com facilidade, arrancá-la do solo e fugir.
Que mistério! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobri que, por sorte minha, alguém havia sido bastante sábio para encontrar a resposta: o elefante do circo não escapa porque foi preso à estaca ainda muito pequeno. Fechei os olhos e imaginei o pequeno recém-nascido preso: naquele momento, o elefantinho puxou, forçou, tentando se soltar. E, apesar de todo o esforço, não pôde sair. A estaca era muito pesada para ele. E o elefantinho tentava, tentava e nada. Até que um dia, cansado, aceitou o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

Então, aquele elefante enorme não se solta porque acredita que não pode. Para que ele consiga quebrar os grilhões é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

Isso muitas vezes acontece conosco! Vivemos acreditando em um montão de coisas “que não podemos ter”, “que não podemos ser”, “que não vamos conseguir", simplesmente porque, quando éramos crianças e inexperientes, algo não deu certo ou ouvimos tantos “nãos” que “a corrente da estaca” ficou gravada na nossa memória com tanta força que perdemos a criatividade e aceitamos o “sempre foi assim”.

Poderia dizer que o fogo para nós seria: a perda de um emprego, doença de alguém próximo sem que tivéssemos dinheiro para fazer o tratamento, ou seja, algo muito grave que nos fizesse sair da zona de conforto.

A única maneira de tentar de novo é não ter medo de enfrentar as barreiras, colocar muita coragem no coração e não ter receio de arrebentar as correntes! Não espere que o seu "circo" pegue fogo para começar a se movimentar. Vá em frente!
Autor desconhecido

Mensagem "Eu quero é ser feliz" - 

Ana Maria Braga no Mais Você!


 

Abusar de açúcar é tão nocivo quanto ingerir álcool em excesso, dizem especialistas

Abusar de açúcar é tão nocivo quanto ingerir álcool em excesso, dizem especialistas

Maçãs caramelizadas à venda em feira de Pleasanton, CalifórniaMaçãs caramelizadas à venda em feira de Pleasanton, Califórnia.
Ingerir açúcar demais é tão nocivo para a saúde quanto o abuso de álcool, afirmam três cientistas americanos, que defendem a adoção de restrições ao consumo, como as impostas às bebidas alcoólicas e ao tabaco.

Para reduzir o consumo, os cientistas propuseram adotar uma taxa para as bebidas e os alimentos que contenham açúcar agregado, em particular a frutose, segundo artigo publicado na revista científica Nature.
De acordo com Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis, o consumo abusivo de açúcar é tão nocivo que eles propõem que se proíba a venda de bebidas açucaradas a menores de 17 anos.

Doenças não transmissíveis, como cardiopatias, diabetes ou câncer, contribuem para a morte de 35 milhões de pessoas a cada ano em todo o mundo, afirmaram os especialistas, destacando o papel do açúcar no avanço destas patologias.

Os efeitos do consumo excessivo de açúcar podem ser similares aos do abuso de álcool, favorecendo a hipertensão, o diabetes e os riscos cardíacos.

Segundo o estudo, o consumo de açúcar em todo o mundo triplicou nos últimos 50 anos.

http://br.noticias.yahoo.com/abusar-a%C3%A7%C3%BAcar-%C3%A9-t%C3%A3o-nocivo-ingerir-%C3%A1lcool-excesso-203923755.html 

O perigo do açúcar “invisível”

Açucar adicionadoVocê sabe quanto açúcar tem na sua dieta? É fácil contar as colherinhas de açúcar que colocamos no café, no chá ou em sucos, mas perdemos a conta do açúcar consumido entre produtos e bebidas industrializados que contém açúcar adicionado.





Se você for como muitas pessoas, pode ser que você esteja consumindo mais açúcar do que nunca porque há muito açúcar adicionado em diversas comidas e bebidas. Considera-se que o açúcar adicionado é uma das causas do aumento da obesidade e de outros problemas de saúde.

Isso significa que você pode ou deve evitar qualquer tipo de açúcar? Não necessariamente. O açúcar ocorre naturalmente em alguns alimentos saudáveis, incluindo frutas, mas é adicionado a outros alimentos e a bebidas. Sobremesas, refrigerantes e bebidas energéticas são as maiores fontes de açúcar adicionado da dieta moderna.

Alimentos ricos em açúcar adicionado não fazem muito mais que apenas garantir algumas calorias a mais na sua dieta – e frequentemente sem muito valor nutricional. Eles podem preparar o canteiro para problemas de saúde potenciais.

Aprenda mais sobre o açúcar adicionado, incluindo seus tipos, onde ele é mais comumente encontrado e como reduzir seu consumo. Quando você souber mais sobre o açúcar adicionado, poderá se tornar um consumidor mais esperto – e talvez mais saudável também.

Por que há açúcar adicionado em tantos alimentos

Todos os açúcares, naturais ou processados, são um tipo simples de carboidrato que seu corpo usa como fonte de energia. O açúcar ocorre naturalmente em alguns alimentos não processados que são matérias-primas de uma dieta saudável – frutas, legumes, leite e alguns grãos. O açúcar, em suas diversas formas, que é adicionado a comidas e bebidas é conhecido como “açúcar adicionado”. O açúcar é adicionado a alimentos processados porque:

• Amplifica o sabor;
• Dá a itens panificados textura e cor;
• Ajuda a preservar alimentos como geleias;
• Auxilia na fermentação, ajudando o pão a crescer;
• Atua na composição da massa de pães e sorvetes;
• Equilibra a acidez de alimentos que contêm vinagre e tomates.

Por que o açúcar adicionado pode ser um problema
O açúcar adicionado é geralmente encontrado em alimentos que também contêm gorduras saturadas. Juntos, as gorduras saturadas e os açúcares adicionados aumentam em gritantes 35% o número de calorias da dieta típica. Quando você consome tantas calorias provenientes desse tipo de alimento, é sinal de que você não está consumindo alimentos saudáveis que contêm fibras, vitaminas e minerais essenciais. É provável que você também esteja consumindo calorias demais, contribuindo com o excesso de peso e a obesidade.

E o excesso de açúcar adicionado pode acarretar em problemas como:
• Deterioração dentária. Todos os tipos de açúcar promovem a deterioração dentária por permitir que as bactérias cresçam. Quanto mais frequentes e longos forem seus lanches ricos em alimentos e bebidas que contêm açúcar natural ou processado, maior a probabilidade de você ter cáries, especialmente se você não tiver uma boa higiene bucal.
• Desnutrição. Se você encher a barriga de alimentos repletos de açúcar adicionado, pode ser que seu consumo de alimentos nutritivos seja limitado, o que significa que você pode ficar com falta de nutrientes, vitaminas e minerais importantes. Os refrigerantes normais têm um papel especial nisso. É fácil de encher de bebidas açucaradas e deixar de lado o leite desnatado e até mesmo a água – o que garante a você muito açúcar e muitas calorias extras e pouco valor nutricional.
• Ganho de peso. Geralmente não existe uma única causa para se estar acima do peso ou obeso. Mas o açúcar adicionado provavelmente contribui com o problema. O açúcar adiciona calorias a comidas e bebidas, tornando-as mais densas. Quando você consome alimentos adoçados com açúcar, é mais fácil consumir mais calorias do que se você ingerisse alimentos não adoçados.
• Triglicerídeos elevados. Consumir uma quantia alta de açúcar adicionado pode elevar os níveis de triglicerídeos, o que pode aumentar seu risco de ataques cardíacos.
Como reduzir o açúcar adicionado em sua dieta
Se você quer reduzir o consumo de açúcar adicionado, siga estes passos:
• Elimine refrigerantes não dietéticos e açucarados de sua dieta (refrigerantes dietéticos constituem outro tipo de problema que não é o objetivo desse artigo discutir, mas devem também ser evitados – conversaremos sobre o porque em outro artigo futuro);
• Limite o consumo de balas, chicletes e outros doces ricos em açúcar adicionado;
• Escolha seus cereais matinais com cautela. Apesar de cereais saudáveis conterem açúcar para serem mais atraentes para as crianças, evite os cereais açucarados e não nutritivos;
• Coma frutas frescas de sobremesa ao invés de bolos, biscoitos, tortas e outros doces.

• Se escolher frutas enlatadas, certifique-se de que são conservadas em água ou suco, não em xarope;

• Faça suas crianças – e você também – beberem mais leite ou água ao invés de sucos de frutas e bebidas a base de frutas. Apesar de sucos de frutas 100% naturais terem uma concentração alta de açúcar natural, beber suco demais pode adicionar algumas calorias indesejáveis. Não é porque algo é saudável que não vai fazer você engordar, não se esqueça disso;

• Coma menos alimentos processados, como bolachas, salgadinhos, grãos adoçados ou refeições de micro-ondas;
• Maneire nos condimentos – açúcar também é adicionado a molhos de salada e ketchups;
• Esteja ciente de que sobremesas e produtos a base de laticínios, como sorvetes e iogurtes adoçados, podem conter muito açúcar adicionado;
• Evite chás e bebidas a base de café adoçadas com xaropes, açúcares e coberturas doces;
• Coma legumes, frutas, queijo magro, bolachas integrais e iogurtes desnatados ao invés de doces, salgadinhos e biscoitos no lanche.

Reconhecendo o açúcar adicionado
Se você não tem certeza de quais comidas e bebidas têm açúcar adicionado, não se desespere. Em primeiro lugar, saiba que dentre os maiores culpados pelas quantias excessivas de açúcar estão os refrigerantes e os sucos de frutas adoçados. Aqui vão algumas maneiras de identificar o açúcar adicionado:
• Cheque os ingredientes. Os ingredientes são listados em ordem decrescente de peso. Então, se você vir o açúcar listado dentre os primeiros ingredientes da lista, pode ser que o produto seja rico em açúcar adicionado. Saiba, contudo, que o açúcar adicionado atende por diversos nomes – pode não ser fácil identificá-lo mesmo na lista de ingredientes. E o açúcar natural geralmente não consta nessa lista.

• Leia o rótulo. A tabela de valores nutricionais do rótulo deve listar a quantia de açúcar presente por porção daquele produto. Contudo, ela não faz distinção entre o açúcar adicionado e o que ocorre naturalmente. Alguns pacotes – mas não todos – também avisam se o produto é dietético ou não contém açúcar adicionado. Mas esteja ciente de que alguns produtos dietéticos podem conter substitutos do açúcar e alguns desses substitutos podem causar problemas estomacais e digestivos.

Os diferentes nomes do açúcar adicionado
O açúcar atende por diversos nomes diferentes, dependendo de sua fonte e de como ele é feito. Isso por tornar a identificação do açúcar adicionado confusa, mesmo quando você lê a lista de ingredientes e os rótulos dos produtos.

Uma maneira fácil: procure produtos que terminem em “ose” – essa é a terminologia química para diversos tipos de açúcar, como a frutose. Não há vantagens nutricionais do mel, do açúcar demerara, do suco de frutas concentrado ou de qualquer outro tipo de açúcar com relação ao açúcar branco.

Aqui vai uma lista de tipos comuns de açúcar e de açúcar adicionado:
• Açúcar demerara. Açúcar branco granulado com melaço adicionado para dar cor e sabor. Comumente usado em panificadoras.
• Caldo e xarope de cana. Açúcar proveniente da cana processada. Mais processamento resultaria em açúcar de cana sólido mascavo ou branco.
• Açúcar de confeiteiro. Açúcar branco granulado que foi triturado até se transformar em um pó fino, às vezes com uma pequena quantia de amido de milho. Comumente usado em chantillys e cremes de cobertura.
• Adoçantes a base de milho e xarope de milho. Açúcares e xaropes feitos com milho e amido de milho processado.
• Dextrose. Outra denominação para a glucose.
• Frutose. Açúcar que ocorre naturalmente em frutas, legumes e mel.
• Suco de frutas concentrado. Um tipo de açúcar que ocorre quando se remove toda água da fruta para que o suco fique mais concentrado.
• Glucose. Uma forma de açúcar simples, que provê a maior fonte de energia de seu corpo. Também chamado de “açúcar sanguíneo”, por circular em nosso sangue.
• Açúcar branco granulado. Esse é o açúcar de mesa, ou sucrose pura cristalizada, feita ao se processar o açúcar mascavo de cana ou de beterraba. É comumente usado em panificadoras ou para adoçar chás e cafés.
• Xarope de milho rico em frutose. O adoçante mais comum de comidas e bebidas processadas, trata-se de uma combinação de frutose e glucose, obtida ao se processar xarope de milho. De todos os tipos de açúcar é o mais nocivo para a sua saúde.
• Mel. Um misto de glucose, sucrose e frutose, criado do néctar produzido pelas abelhas.
• Açúcar invertido. Usado como um aditivo para preservar o frescor e evitar o ressecamento, é um misto de frutose e glucose, obtido ao se processar sucrose.
• Lactose. Açúcar que ocorre naturalmente no leite.
• Maltose. Amido e malte quebrados e transformados em açúcares simples e usados comumente em cervejas, pães e comidas de bebê.
• Xarope de malte. Xarope de grãos obtido da evaporação do mosto de milho e da cevada germinada.
• Melaço. O xarope grosso e escuro que sobra depois que o açúcar de cana ou de beterraba foi processado e virou açúcar de mesa.
• Sucrose. O nome químico do açúcar branco granulado (o açúcar de mesa).
• Xarope. O açúcar pode ter várias formas de xarope, aquele líquido grosso e doce que pode ser obtido através do processamento da cana de açúcar, de grãos como arroz, ácer e outras fontes.
• Açúcar branco. O mesmo que açúcar granulado (ou açúcar de mesa).

É importante sempre manter em mente que apesar de alguns tipos de açúcar serem mais saudáveis que outros como mel e frutose, isso não significa que você não engordará ao ingeri-los ou que “não tem problema” ingerir esses tipos de açucar quando você está tentado perder peso porque eles são “saudáveis”. Esse termo engana muito!

Todo açúcar possui uma quantidade absurda de calorias e irá boicotar sua dieta ou acrescentar ainda mais centímetros à sua cintura se você não controlar seu consumo, não importa se é açúcar “saudável” ou não. A melhor forma de manter-se no controle é fazer um pouco de pesquisa na web procurando saber quantas calorias e quanto açúcar tem em alimentos que você gosta de comer com frequência, principalmente aqueles que você acha que pode comer à vontade “só porque” são saudáveis como frutas. Quando você se der conta de quantas calorias a mais você está comendo sem perceber, cuidado para não cair pra trás!

Não estou dizendo que você não deve comer frutas ou mesmo alimentos com produtos adicionados, mas sim que você deve estar no controle da situação, procurando não ingerir “sem querer” calorias demais por simplesmente não ter ideia do conteúdo de açúcar do que você está ingerindo.

A análise final
Ao limitar a quantia de açúcar adicionado na sua dieta, você pode cortar calorias sem comprometer a nutrição. Na verdade, reduzir os alimentos ricos em açúcar adicionado e gorduras saturadas, farão com que consumir os nutrientes de que você precisa sem exceder o número de calorias seja mais fácil. Então, na próxima vez em que você se sentir tentado a pedir uma bebida adoçada, pegue um copo d’água ao invés disso.

 
http://www.segredosdoemagrecimento.com.br/acucar

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Obesidade, uma doença que aprisiona

Obesidade, uma doença que aprisiona

LIBERTAR-SE de tudo que nos incomoda, só depende de NÓS!
A mudança PODE e DEVE acontecer de maneira natural, 
assim como uma pessoa que resolve mudar de casa.
Essa mudança traz alegria, motivação e novas perpectivas. 
Podem acreditar, mudar a "sua casa" vai transformar a sua vida.
Muitas vezes nos acomodamos, temos preguiça e medo de mexer com o que está quieto, 
mas essa mexida faz TODA A DIFERENÇA.
A cada grama que eliminamos aumentamos nossa auto-estima tão esquecida, 
aí nos lembramos de quem SOMOS!
Não tenham medo de MUDAR!

Pensar antes de comer...faz TODA a dirença!

Antes de cair de "boca" na primeira coisa que encontrar, 

vale à pena PENSAR para fazer a ESCOLHA CERTA e NÃO SE ARREPENDER DEPOIS.

ANTES  E  DEPOIS...Quando a balança marcou 145.0kg eu já sabia que precisava mudar, mas o medo de sair da zona de conforto, me fazia pensar 2 vezes.

Claro que como a maioria dos obesos eu também sofri piadinhas, olhares e constrangimentos que me faziam viver dentro de casa com vergonha de me mostrar.

Entalar em uma cadeira me mostrou que precisava MUDAR!Naquele momento todas as coisas que passei com a obesidade viraram um filme em minha frente. MUDEI! 

Comecei pela alimentação, afinal todo gordo que se preza, sabe muito bem o que engorda e o que emagrece. Acrescentei a essa mudança(que foi pra valer!) a prática da atividade física, comecei nadando(com maiô feito sob medida) até chegar as caminhadas , musculação e corrida. RENASCI! 

Eliminei 76.0kg em 4 anos e meio e resolvi dividir minhas experiências com TODOS que querem uma força para mudar. 

Fiz esse blog e troco minhas receitas, vivência e meu afeto com aqueles que me procuram.

Agradeço a companhia de TODOS!Esse é um resumo de minha história de Vitória contra a Obesidade.