OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Os textos a seguir são dirigidos principalmente ao público em geral e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes de cada assunto abordado. Eles não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores às informações aqui encontradas.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.


No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)

A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mens_sana_in_corpore_sano


domingo, 7 de setembro de 2014

O que acontece enquanto você dorme

Nunca dormimos tão mal - e tão pouco. Os brasileiros estão dormindo 1h30 a menos, em média, do que na década de 1990, e 63% têm problemas de sono. Agora, pesquisas de última geração começam a desvendar o que acontece durante a noite - e revelam qual é a verdadeira chave para dormir bem.

por Anna Carolina Rodrigues
Foto: Dulla | Design: Ricardo Davino | Adaptação: Laura Rittmeister e Abraão Marcos Corazza
 
Ken Parks, de 23 anos, era casado e tinha uma filhinha de 5 meses. Morava com a esposa e a criança em Toronto, no Canadá. Até que um dia perdeu o emprego. Os sogros, com quem ele se dava extremamente bem, se ofereceram para ajudá-lo financeiramente. Então Ken pegou seu carro e foi até a casa deles. Quando chegou, matou a sogra a facadas e tentou enforcar o sogro. Seria apenas mais um caso de crime em família, exceto por um detalhe: Ken estava dormindo, tendo uma crise grave de sonambulismo, quando fez tudo aquilo. Durante o julgamento, ele foi submetido a exames de eletroencefalograma, que apontaram grandes distorções em suas ondas cerebrais, típicas de sonâmbulos. Acabou absolvido - e, desde então, mais 68 casos do chamado `homicídio sonâmbulo¿ foram registrados no mundo.

São casos extremos de distúrbio do sono. Mas dormir mal não tem nada de extremo. Na verdade, é a coisa mais comum do mundo - e está piorando. Hoje, os brasileiros dormem em média 1h30 a menos do que há 20 anos, segundo uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono de São Paulo com 1.024 pessoas. São apenas 6h30 por noite, bem menos do que os entrevistados desejariam dormir (em média, 8h10). E 63% têm algum problema de sono.

Mas a ciência finalmente começou a decifrar os segredos desse mundo misterioso no qual ficamos mergulhados por quase um terço da vida. Novos estudos estão revelando por que estamos dormindo tão mal, como resolver isso e o que realmente acontece no corpo durante a noite.

Por que a gente dorme?

Dormir é uma delícia - mas, do ponto de vista da evolução, é um comportamento difícil de explicar. Para o homem das cavernas, dormir podia significar nunca mais acordar, pois a chance de ser atacado por um predador era grande. E, mesmo hoje, em que esse risco é muito menor, o sono continua sendo meio paradoxal, porque nos faz desperdiçar um terço do nosso tempo de vida consciente.

O sono é uma das áreas mais jovens da ciência. Até a metade do século 20, os cientistas acreditavam que o cérebro se desligasse totalmente durante a noite, com o único objetivo de descansar. Hoje, sabemos que não é bem isso. Dormimos por três motivos: para economizar energia, para fazer manutenção do corpo e para consolidar a memória.

O primeiro é fácil de entender. Enquanto você dorme, seu corpo consome menos energia - pelo simples fato de você estar imóvel e relaxado. Se não dormíssemos, teríamos de consumir um número muito maior de calorias para sobreviver, o que seria extremamente difícil para os homens primitivos. Num mundo onde o alimento era escasso, dormir era fundamental para não morrer de fome - mesmo que isso aumentasse o risco de ser atacado por animais selvagens durante a noite.

A segunda função do sono tem a ver com os processos reparadores que seu corpo executa enquanto você dorme. Na década de 1980, cientistas da Universidade de Chicago comprovaram isso realizando um teste com ratos. Após duas semanas impedidos de dormir, os bichos simplesmente morreram. Eles tinham desenvolvido manchas e feridas que não saravam e, independente da quantidade de comida que ingerissem, só perdiam peso. Até que, de uma hora para a outra, apagavam e não acordavam mais. Morte. O mesmo estudo foi repetido no ano 2000, e a conclusão foi a mesma: não dormir mata. Mas os pesquisadores nunca tinham conseguido entender o porquê disso.

A possível explicação só veio no ano passado, em um estudo da Universidade de Surrey, no Reino Unido. Os cientistas mantiveram pessoas acordadas por 29 horas e perceberam uma alteração: o nível de células brancas no sangue delas aumentou bastante, atingindo a mesma quantidade registrada em pessoas feridas. As células brancas são o elemento central do sistema imunológico. Quando você fica sem dormir, ele dispara - o que, em tese, poderia comprometer a habilidade do organismo de combater infecções.

Não é só. "O organismo libera hormônios como cortisol e adrenalina, respostas típicas de situações de estresse", diz a médica Luciana Palombini, do Instituto do Sono. E isso desencadeia uma série de processos já nas primeiras 24 horas. Primeiro, a pressão sanguínea aumenta. Logo depois, o metabolismo se desregula, e a pessoa sente uma vontade incontrolável de comer carboidratos (um estudo da Universidade Northwestern, nos EUA, constatou que quem dorme tarde e/ou mal tende a ingerir quase 250 calorias a mais por dia). Em seguida, se a pessoa continuar acordada, começam as alucinações. Sim, alucinações.

Veja o caso do estudante americano Randy Gardner. Em 1965, ele aceitou participar de uma experiência na Universidade Stanford - na qual ficou 264 horas (exatos 11 dias) sem dormir. É a maior experiência de privação do sono já registrada cientificamente; e teve efeitos terríveis sobre o pobre Randy. A partir do terceiro dia, ele começou a perder a capacidade de raciocínio, a ficar paranoico e enxergar coisas que não existiam. Ao final da experiência, Randy dormiu 14 horas seguidas. Segundo apontaram testes na época, não ficou com nenhuma sequela do experimento.

Mas não dormir, ou dormir mal, pode estar na raiz de doenças neurológicas gravíssimas. Num estudo recém-publicado, pesquisadores da Universidade de Rochester, em Nova York, mostram que o cérebro aproveita o sono para fazer uma limpeza - descartando células mortas e moléculas da proteína beta-amiloide, cujo acúmulo impede as conexões entre neurônios e provoca Alzheimer, doença incurável que leva à perda de memória. O que nos leva à terceira função do sono: gravar - e destruir - as suas memórias.


Sono, sonhos e memória

O seu cérebro não fica `desligado¿ enquanto você dorme. Longe disso. O sono é neurologicamente agitado, com quatro etapas que se sucedem e se repetem durante a noite (veja no infográfico da página 49). A mais interessante é justamente a quarta, identificada pela sigla REM - "movimento rápido dos olhos", em inglês. É o momento em que a pessoa mais descansa, e também é a fase em que ela sonha -movendo os olhos rapidamente, como se estivesse vendo coisas.

Quando uma memória se forma na sua mente, o cérebro constrói uma relação semipermanente entre os neurônios envolvidos com aquilo. Por exemplo. Vamos supor que você vá a um churrasco. Está fazendo um sol insuportável, o churrasqueiro deixa queimar a carne, você fica com fome. Mas nem tudo foi ruim - você conheceu uma nova pessoa, Maria, que se tornou sua amiga. Essas experiências todas ativam uma enorme quantidade de neurônios no seu cérebro - os que registram a sensação de calor, os responsáveis por processar cheiros (no caso, de carne queimada) e vários grupos que analisam todas as características da Maria, como sua altura, formato do rosto, voz, cor dos olhos, etc.

E o cérebro fortalece as ligações entre essa rede de neurônios. É como se eles ficassem "amigos". Passam a se comunicar mais facilmente entre si. Aí, quando você se lembrar de algum detalhe do churrasco ou da Maria, aquele mesmíssimo conjunto de neurônios será acionado - e todos os detalhes daquele dia voltarão à sua mente. É assim que a memória humana funciona.

Mas ela também age enquanto você dorme. Sabe quando você vivencia algo durante o dia, e aquela memória reaparece - muitas vezes exagerada ou distorcida - durante os sonhos? Acontece com todo mundo. Um estudo feito pelo psicólogo inglês Mark Blagrove constatou que os acontecimentos costumam aparecer nos sonhos pelo menos três vezes: na primeira, na quinta e na sétima noite de sono após vivenciados. Mas por quê? E por que as memórias surgem distorcidas, às vezes apimentadas com fantasia e coisas que jamais aconteceram? Existe uma teoria para explicar isso.

É a hipótese da homeostase sináptica (SHY, em inglês), criada por dois psiquiatras da Universidade de Wisconsin. Apesar do nome complicado, o conceito é simples: durante o sono, o cérebro desfaz algumas das conexões entre neurônios, ou seja, ele apaga memórias. O corpo libera ácido gama-aminobutírico, uma substância que enfraquece as relações entre os neurônios e deleta algumas das memórias adquiridas durante o dia. Objetivo: liberar `espaço¿, capacidade cerebral, para que você continue sendo capaz de aprender coisas novas.

Essa tese foi reforçada por uma pesquisa do National Institutes of Health (laboratório do governo americano), que este ano descobriu algo intrigante. Durante o sono, os neurônios do hipocampo, região cerebral que coordena a formação de memórias, disparam "ao contrário". Ou seja, eles emitem sinais elétricos na direção oposta de quando a pessoa está acordada. Para os cientistas, isso é um indício de que há memórias sendo apagadas.

Para determinar quais lembranças são menos importantes e podem ser deletadas, o cérebro vê se elas têm ligação com outras informações já armazenadas na sua mente. É por isso que, se você e a Maria tiverem algum conhecido em comum, a chance de que você se lembre dela é maior. Senão, o cérebro irá apagá-la. "Esse processo funcionaria como um desfragmentador de disco no computador, arrumando as nossas memórias", explica a neurologista Dalva Poyares, da Unifesp.

Esse apagamento supostamente acontece na terceira fase do sono, que antecede os sonhos. Ou seja: quando os sonhos começam, é possível que o cérebro ainda esteja sob influência da destruição de memórias, ou haja resíduos incompletos delas - e isso explique o teor de fantasia nos sonhos. Mas não existem estudos comprovando a relação. Já a conexão entre sono, memória e aprendizado é fartamente conhecida. Diversas experiências demonstraram que nossa capacidade de aprender é maior de manhã, logo após acordar, do que de noite. Dormir ajuda a aprender. Mas não é só isso. Também é possível aprender... dormindo. Nos anos 70 e 80, essa promessa era muito usada por charlatães, que tentavam vender cursos de inglês "durante o sono". A pessoa escutava uma fita com lições do idioma enquanto dormia e supostamente acordava sabendo falar inglês. Não funcionava, claro. Mas um estudo feito pela Universidade Northwestern constatou que é, sim, possível manipular - e reforçar - o aprendizado de uma pessoa enquanto ela dorme.

Na experiência, 50 voluntários foram expostos a uma longa sequência de imagens. Cada imagem vinha acompanhada de um som específico (como o barulho de uma explosão, por exemplo). Feito isso, os voluntários foram dormir. Só que metade deles recebeu um estímulo durante a noite. Quando eles atingiram a terceira fase do sono, os cientistas tocaram os sons que tinham sido associados às imagens. No dia seguinte, todo mundo acordou e os voluntários fizeram um teste de memorização. Quem tinha sido exposto aos sons conseguiu se lembrar de mais imagens, e em ordem mais correta. "Estímulos externos durante o sono podem ter influência (sobre o aprendizado)", diz o psicólogo Ken Paller, líder do estudo. "A nossa pesquisa mostra que a memória é reforçada, com a reativação de informações durante à noite", explica o psicólogo Paul J. Reber, coautor da experiência. Ou seja: não é possível aprender algo do zero enquanto se dorme. Mas é possível reforçar, dormindo, a memorização de algo que se aprendeu acordado.

Vale lembrar que a experiência da Northwestern envolve informações triviais (uma sequência de imagens). Não há comprovação, ao menos por enquanto, de que esse efeito se estenda a aprendizados mais complexos, como idiomas ou as disciplinas da faculdade. Não vale a pena dormir ouvindo uma fita com a voz dos seus professores. Melhor garantir uma boa noite de sono. Só que isso está ficando cada vez mais difícil.
 
Medieval versus moderno

Um estudo da Universidade de Virgínia estudou a rotina das pessoas no século 15, e descobriu que as pessoas costumavam dormir em duas etapas. Primeiro, elas dormiam do entardecer até a meia-noite. Aí acordavam, ficavam despertas por uma ou duas horas e depois voltavam a dormir até o dia clarear. Isso foi comprovado na prática pelo psiquiatra americano Thomas Wehr, do National Institute of Medical Health. Nos anos 90, ele confinou um grupo de voluntários em alojamentos sem luz elétrica. Eles eram obrigados a realizar atividades durante o dia, com o sol, e descansar durante a noite, por causa da ausência de luz. Após algumas semanas nessa rotina, algo curioso aconteceu: os voluntários passaram a apresentar o mesmo tipo de sono segmentado da Idade Média. E estavam sempre super-relaxados - descobriu-se que, no intervalo entre esses dois sonos, o corpo liberava prolactina, o mesmo hormônio que causa a sensação de relaxamento após o orgasmo.

Hoje em dia, dormimos de outra forma, em apenas um bloco. Isso é um subproduto da revolução industrial, que elevou a jornada de trabalho a 16 horas por dia - e limitou quando, e quanto, as pessoas poderiam dormir. Até hoje, dormir durante o dia é visto com preconceito. "Precisamos descansar. Descanso faz parte da vida. Ele ajuda nossa produtividade, melhora nosso humor e nos deixa mais criativos", diz a psicóloga americana Sara Mednick, autora de estudos que mostram o efeito positivo da soneca. "As pessoas tomam café para ficarem acordadas e quando chega a noite tomam um remédio para dormir. Será que esse é mesmo o melhor jeito de encarar uma semana de trabalho?", questiona.

Por isso, cada vez mais gente toma remédios para dormir. No Brasil, os três medicamentos tarja-preta mais vendidos (Rivotril, Lexotan e Frontal) são ansiolíticos, que acalmam e ajudam a dormir - e juntos vendem quase 15 milhões de caixas por ano. O problema é que eles, como todos os remédios que induzem sonolência, podem causar dependência física. A indústria farmacêutica ainda não conseguiu desenvolver uma droga para dormir que seja totalmente eficaz e tenha risco zero. Mas continua tentando. Sua nova esperança é o suvorexant, um remédio que inibe a hipocretina, um neurotransmissor responsável pela vigília. Ou seja: em vez de induzir o sono, como os medicamentos atuais, simplesmente anula a substância que deixa a pessoa acordada. "Estamos entusiasmados, pois a expectativa é que esse remédio não seja viciante", diz Belen Esparis, médica do hospital Mount Sinai, em Nova York, e uma das principais especialistas do mundo em sono. Mas o suvorexant foi barrado pela FDA (órgão do governo americano que aprova a comercialização de remédios), que pediu mais testes.

Uma solução mais segura, e possivelmente muito eficaz, é um aparelho chamado Somneo. Ele nasceu de pesquisas da Darpa (divisão de projetos avançados do Pentágono), que queria encontrar um jeito de fazer soldados ficarem até cem horas acordados sem sofrer. Não deu certo, mas levou à criação do aparelho, que usa várias técnicas para melhorar a qualidade do sono. Trata-se de uma máscara que cobre o rosto, as orelhas e parte da cabeça e aquece levemente a região dos olhos - o que, estudos comprovaram, faz a pessoa adormecer mais rápido e passar mais rapidamente à fase de sono profundo. A máscara também permite ao usuário programar exatamente a quantidade de tempo que deseja passar dormindo. Ela tem sensores de eletroencefalografia, que monitoram a transição entre as fases do sono e determinam qual o melhor momento para despertar a pessoa - liberando uma luz que aumenta de maneira gradual. A ideia é que essa máscara seja distribuída aos militares em guerras. Mas, como muitas das tecnologias inventadas para uso militar, ela provavelmente acabará tendo uma versão comercial.

Uma possibilidade ainda mais ousada é manipular diretamente as ondas cerebrais, ajudando a pessoa a se manter dormindo ou pular para estágios mais profundos do sono. A técnica se chama ETCC (estimulação transcraniana por corrente contínua), e consiste em aplicar uma corrente elétrica bem fraca, por meio de eletrodos, em certas áreas do cérebro. Cientistas da Universidade de Lübeck, na Alemanha, usaram a ETCC para fazer com que voluntários passassem mais rapidamente pelas duas primeiras fases do sono e ficassem mais tempo na terceira, mais profunda e relaxante. Uma experiência similar, desta vez na Universidade de Wisconsin-Madison, mostrou que é possível desencadear diretamente o sono profundo emitindo campos magnéticos sobre o cérebro. Segundo os pesquisadores, isso significa que seria possível ter os mesmos benefícios fisiológicos de oito horas de sono em apenas seis. Isso seria o equivalente a um mês `de vida¿, acordado, a mais por ano. Algo extremamente tentador para muita gente. E os voluntários não apresentaram efeitos colaterais. Mas as máquinas necessárias ainda são grandes, caras e seu uso constante pode ter conse-quências imprevisíveis a longo prazo. Não devem chegar ao seu quarto tão cedo. Mas existe uma solução para dormir melhor. E não é remédio nem máquina.

A chave do bom sono

Você já deve ter ouvido as recomendações mais manjadas. Faça exercícios. Tenha uma alimentação balanceada. Tente evitar o estresse. Não tome café de noite. Maneire no álcool. Tudo isso é verdade - e é essencial para dormir bem. Mas a epidemia de insônia no mundo tem outra raiz.

O sono é coordenado por um hormônio chamado melatonina. Ela é produzida pela glândula pineal, bem no meio do cérebro, e é a chave do "relógio interno" que nos faz dormir e acordar em ciclos de 24 horas. A melatonina também está presente em outros animais, em plantas e até em micróbios. Ela é um mecanismo que a natureza criou para adaptar os seres vivos ao ritmo do Sol. Conforme começa a escurecer, o organismo começa a liberar mais melatonina - e você sente cada vez mais sonolência, até apagar. De manhã, com tudo claro, o nível de melatonina cai, e você acorda.

Essa é a ordem natural das coisas. O problema é que o mundo moderno, e em especial a tecnologia, está bagunçando essa ordem. Depois que anoitece, continuamos a ver televisão e usar celular, computador, tablets, etc. A humanidade vive rodeada por telas que emitem luz. E isso desregula o ritmo do organismo. "Como o cérebro não sabe qual a diferença entre luz artificial e a do Sol, ele pensa que ainda é de dia", diz Simone Petera, especialista em medicina do sono. Com isso, o corpo reduz a produção de melatonina, e a pessoa não consegue dormir bem.


Existe gente que toma melatonina em comprimidos para tentar dormir melhor. Ela não tem registro oficial na Anvisa, mas não é proibida - pode ser encontrada em lojas de suplementos nutricionais. Mas não é recomendada. "A melatonina não é uma pílula para dormir muito boa, pois o organismo já a produz naturalmente", diz Belen Esparis. Se for tomada em doses erradas, pode atrapalhar o sono. Isso sem contar possíveis efeitos colaterais de longo prazo, como alterações no ciclo menstrual. O melhor a fazer é controlar a iluminação durante a noite - e com isso aumentar naturalmente o nível de melatonina no corpo.

As telas de TV e de gadgets emitem luz com temperatura (tonalidade) de 5.500 graus Kelvin, a mesma que o Sol emite ao meio-dia. Ou seja: são especialmente ruins para o sono. Mas uma experiência feita pela Universidade de Basileia, na Suíça, constatou que a luz avermelhada, típica do pôr do sol, é muito menos danosa. E você pode regular suas telas para que elas tenham esse tom. Na televisão, basta selecionar o modo "Cinema". Nos celulares e tablets Android, instalar um aplicativo chamado Twilight. E no PC e Mac, um programa chamado F.lux. São todos grátis, ou seja, não custa experimentar (no iPhone e no iPad, só é possível instalar o aplicativo F.lux por meio de jailbreak - destravamento do sistema -, pois a Apple não autoriza o uso do programa). E nunca use lâmpadas de luz fria no quarto. Fazer esses ajustes deixa o ambiente mais agradável e dá resultado: o estudo de Basileia mostrou que as pessoas expostas à luz "quente" durante a noite produzem até 40% mais melatonina do que quem recebe luz fria.

Mas à noite o ideal é deixar as telas de lado e ler algo que não emita luz, como um livro ou revista. E, se mesmo assim o sono não vier, não se culpar por isso. Dormir meio mal, de vez em quando, é a coisa mais normal do mundo.


Tempo de crescer
Na adolescência, o hormônio do sono é liberado mais tarde. É por isso que a pessoa tem dificuldade em dormir e acordar cedo.

Discórdia na cama
60% dos homens com mais de 40 anos roncam (geralmente porque estão acima do peso). E isso atrapalha bastante o sono das mulheres - que são as maiores vítimas de insônia.

Hora do galo
Conforme envelhecem, os idosos tendem a acordar cada vez mais cedo. E isso tem uma explicação biológica.

O que acontece no corpo durante a noite

Boca
A produção de saliva diminui e a boca fica mais seca, ambiente propício para a proliferação das bactérias bucais. É por isso que acordamos com mau hálito.

Pele
Quando dormimos pouco, o corpo libera mais cortisol, um dos hormônios do estresse. Em excesso, ele inibe a produção de colágeno, proteína responsável por deixar a pele bonita.

Cérebro
Faz uma limpeza - descartando células mortas e moléculas da proteína beta-amiloide, cujo acúmulo impede as conexões entre neurônios e provoca Alzheimer, doença neurológica que leva à perda de memória.

Músculos
Há liberação de hormônio do crescimento que, dentre outras funções, ajuda a reparar as fibras musculares. Por isso, dormir é fundamental para se recuperar de uma lesão ou após fazer musculação.

Fonte: Belen Esparis, diretora do Centro de Desordens do Sono no Mount Sinai Medical Center (Nova York)

Para saber mais

Dreamland: Adventures in the strange science of sleep
David K. Randall, W. W. Norton & Company, 2012.

Take a Nap! Change Your Life
Sara Mednick, Workman Publishing Company, 2006.

The Slumbering Masses: Sleep, Medicine and Modern American Life
Mathew J. Wolf Meyer, University of Minnesota Press, 2012.

Links patrocinados

Quiz de Inglês GrátisDescubra qual seu Nível, na Hora, respondendo um simulado. Acesse Já!englishtown.com/Teste_Nivel
50 Técnicas MemorizaçãoMemorize tudo 3 vezes mais rápido para Provas, Concursos e Faculdadeswww.cursosneurosoftware.com.br
O Segredo do Segredo“Como Ele Realmente Funciona?” A Resposta Poderá lhe Chocar!


quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Sugestões para lanchinhos

- Maçã;
- Gelatina;
- Iogurte integrais;
- Pêra;
- Laranja;
- Banana;
- Mamão papaya cortado em cubinhos geladinho;
- Salada de frutas;
- Banana com aveia;
- Suco de laranja;
- Banana;
- Uva;
- Torrada;
- Requeijão;
- Queijo branco;
- Peito de peru;
- Limonada;
- Pêssego;
- Manga;
- Pão de forma integral;
- Abacaxi;
- Melancia;
- Polenguinho;
- Cookies integrais.


 http://www.meuemagrecimento.com/

Nosso blog voltou !

Caros leitores,
criei este blog objetivando ajudar-me na minha reeducação alimentar,
ainda estou lutando, depois de uma fase bem difícil de doenças e outros percalços.
a VIDA É UM ETERNO ATO DE RECOMEÇAR , então vamos lá!
Resolvi compartilhar, com vocês,  as reportagens que compilei em buscas na internet.
Abração, fiquem com Deus.
Marta Mendonça.









terça-feira, 2 de setembro de 2014

55 lições que aprendi ao emagrecer 55 quilos


08 outubro 2013
antes e depois


1. Remédio e fórmulas mágicas não emagrecem ninguém.
2. Os “5 quilinhos” são os novos “2 quilinhos”.
3. Para emagrecer é preciso mudar hábitos. O sedentarismo é o primeiro deles.
4. Andar até a tevê para mudar de canal já ajuda a manter o corpo em atividade – incorpore pequenos movimentos na sua rotina.
5. Também não custa nada usar a escada se você trabalha no primeiro andar ou saltar no ponto de ônibus anterior ao seu.
6. Você não vai virar a Gabriela Pugliesi ou a Carol Buffara do dia para a noite. Estabeleça objetivos realistas para não se frustrar.
7. Qualquer exercício é melhor do que nenhum exercício.
8. Fazer 45 minutos de esteira é chato mesmo. Mas você acaba acostumando.
9. Falta de tempo não é desculpa para se não se exercitar.
10. O exercício deixa de ser uma obrigação quando você encontra uma atividade que goste.
11. Meia na canela, tênis colorido e calça metalizada estão na moda nas academias.
12. Aulas de spinning não são para principiantes.
13. Não ache que você é o Hulk no primeiro dia de musculação. O risco de passar o dia seguinte todo dolorido é grande.
14. Escada turbina a bunda.
15. Abdominal não ajuda a perder barriga.
16. Invista em uma seleção musical que te ajude a curtir o tempo na academia.
17. A probabilidade de você malhar de manhã é muito maior do que depois do trabalho. Os convites para encontrar os amigos costumam ser mais tentadores do que a proposta de passar uma hora na bicicleta.
18. Procure se aproximar de quem compartilha dos seus objetivos.
19. Evite situações gastronômicas arriscadas no início da dieta.
20. Se for inevitável acompanhar os amigos no chope, coma algo light antes. Caso contrário, você vai cair de boca no primeiro bolinho de bacalhau que chegar à mesa.
21. Mas se alguém pedir batata-frita, finja que o telefone tocou e vai lá fora atender. Espere até acabar.
22. Se alguém te oferecer ou insistir para comer um salgadinho ou docinho, não precisa dizer que está em dieta. Diga apenas: “estou satisfeita, obrigada!”. É chique!
23. Quando você recusar, vai se sentir mais forte. A força de vontade funciona como um músculo. Exercite-a.
24. Fica muito mais fácil atacar um pacote de biscoito de chocolate quando suas comidinhas da dieta acabaram. Esteja sempre precavido.
25. Para queimar um pacote de biscoito de chocolate é preciso jogar frescobol durante 1h30.
26. Tenha sempre gelatina pronta na geladeira e um pacote de Polenguinho na bolsa.
27. Carregue suas refeições e lanchinhos na quantidade certa. Assim, você não corre o risco de comer a mais.
28. Não tenha por perto guloseimas ou qualquer coisa que possa te fazer cair em tentação.
29. Cheirar comida é falta de educação, mas emagrece. Estudos comprovam que 70% do sabor dos alimentos são captados através do olfato.
30. Quanto mais salada no prato, menos espaço vai sobrar para o restante.
31. Antes de pegar o vidro de azeite, lembre-se: cada colher do ingrediente tem 100 calorias.
32. Como ninguém aguenta comer salada todo dia, use toda a sua criatividade na cozinha.
33. Não pule as refeições. É fundamental comer na hora correta, mesmo sem fome, para não ficar faminta depois e querer atacar a geladeira.
34. Nunca vá ao mercado com fome. Você fica vulnerável a comprar mais do que precisa.
35. Olhar a tabela com as informações nutricionais dos alimentos faz bem à saúde. Muitos produtos parecem inofensivos, mas na verdade são altamente calóricos.
36. Não se baseie apenas por calorias: gordura e sódio, por exemplo, também fazem parte do pacote.
37. As comidas diet têm mais gordura.
38. Monte seu prato. Quando você leva as travessas para a mesa, fica mais fácil cometer o pecado da gula.
39. Elimine a palavra “repetir” do seu vocabulário.
40. Engane-se. Pratos, talheres e copos menores me ajudaram a comer menos.
41. Refeições feitas na frente da TV ou do computador fazem com que você não registre aquilo que comeu.
42. Procure montar pratos coloridos, que te façam “comer com os olhos”, cheio de folhas e de legumes permitidos.
43. Coma devagar e mastigue bem os alimentos. Além de fazer bem, é muito elegante.
44. Comer escondido não vai diminuir o número de calorias do que foi ingerido.
45. Você não vai morrer se trocar a pizza do fim de semana por um grelhado com salada.
46. No entanto, caso cometa algum deslize, não deixe que isso te desanime. Mantenha o foco!
47. A ingestão de água tem papel fundamental na dieta.
48. Suco de laranja é saudável sim, mas cada copo tem 220 calorias. Prefira a fruta ao natural.
49. Estabeleça metas a curto prazo. É mais fácil de acreditar que você consegue perder 2 quilos em uma semana do que 10 em um mês.
50. Tenha uma balança em casa. Acompanhar o ponteiro da balança descendo é das melhores sensações da vida.
51. Use e abuse de aplicativos. Pesquisadores garantem que quem faz uso desses programinhas on-line tem mais chance de emagrecer.
52. Pode acreditar: o prazer de entrar numa loja e escolher a roupa é muito maior do que o de comer. Porque gordo não escolhe roupa. A roupa é que escolhe o gordo.
53. Você deixa de ser aquela “moça gorda” para virar a “moça da calça verde”.
54. Existem roupas íntimas que não são beges.
55. Ganhar peso é fácil, perder é difícil, e manter é pior ainda.
 
 

Mulher perde 27 quilos e doa parte de fígado para criança com câncer

Edição do dia 31/08/2014
31/08/2014 21h34 - Atualizado em 31/08/2014 22h14

Tatiana descobriu que era a única doadora compatível com uma criança de 4 anos que poderia morrer a qualquer momento. Os dois não se conheciam.

João tem 4 anos e tudo que aprendeu até hoje foi em casa, com a avó.
Fantástico: Onde você quer ir?
João: Pra escola.
Dona Maria sempre fez o papel de mãe. Para ela, o menino é mais que um filho. “Ah, minha vida. Minha vida é este aqui, ó”, diz ela ao mostrar o neto.
Uma das primeiras palavras que João aprendeu a pronunciar foi: “Forte”, ele conta.
Forte, o menino precisou ser forte muito cedo. “É um guerreiro, por tudo que passou e ainda está vivo até agora.”, define a avó.
João tinha 2 anos quando a família descobriu a doença: um tumor no fígado.
“Eu caí dura na cadeira, eu acordei com um senhor me dando um copo d’água. Eu penso que se acontecer alguma coisa com ele eu não vou aguentar”, lembra Dona Maria.
A mãe do menino, Juliana Aparecida dos Santos, que vivia longe, voltou para ajudar a cuidar do filho. “Ele veio, eu acho que, na minha vida para me ensinar as coisas”, ela diz.
Fantástico acompanha luta desde abril
Começava ali uma rotina de hospitais, exames e quimioterapia. Uma luta que o Fantástico acompanha desde abril.
“Ele pesava 14 quilos quando descobriram a doença dele. Ele foi para 7 quilos. Perdeu metade”, conta a avó.
“A localização, o local do fígado, o cirurgião não consegue tirar completamente.”, explica Juliana Dacorégio, oncologista.
A única chance de salvar a vida de João era um transplante de fígado.
“Ele pode morrer de uma hora para outra. Ele pode estar brincando ali e morrer. É urgente”, diz a avó.
Em busca de uma doadora
A primeira alternativa foi procurar um doador entre os parentes. A única pessoa da família compatível para doar o fígado era uma tia de João, mas ela descobriu que estava grávida e não pôde fazer a cirurgia. A esperança de encontrar um doador estava quase perdida. Desesperada, a avó do menino foi a uma igreja pedir oração para o neto. Foi lá que Tatiana e João se encontraram pela primeira vez.
Tatiana sentiu compaixão: “Vontade de pegar no colo, de dizer para ele que tudo iria ficar bem. Aquele sentimento de misericórdia, de se colocar no lugar do outro. De imaginar esta correria de hospital, de agulhas, dores, períodos longos fora de casa. E pensei: ‘se eu puder fazer alguma coisa, eu vou fazer. Se eu puder de alguma forma tentar mudar o curso da história da vida dele eu vou tentar fazer’”, conta ela.
Naquele momento, ela tomou uma decisão que também mudaria a sua vida: doar parte do próprio fígado. “Foi amor”, ela define.
Amor por alguém que ela não conhecia, que estava encontrando pela primeira vez.
Doadora teria que perder um terço do próprio peso

O destino colaborou: Tatiana fez os exames e, por uma incrível coincidência, descobriu que era compatível. Só tinha um problema: “Na minha condição de obesidade que eu estava, eu não posso doar nem sangue, porque não é saudável”, diz. 
Na época, ela pesava 103 quilos. Os médicos disseram que Tatiana teria que perder um terço do próprio peso. E mais: ela teria que emagrecer com saúde.
“Eu sempre lutei contra o peso. Até na minha adolescência, juventude, eu e minha irmã a gente sempre fazia umas dietas meio malucas, meio doidas. Uma semana tinha sucesso, depois já não tinha mais. Dessa vez tem algo diferente, um propósito que me move. Nesta situação do João e ainda mais com o tempo muito menor, eu não posso abrir mão. Não posso me dar ao direito de comer um bombonzinho hoje, porque eu vou ter que recuperar isso amanhã e amanhã talvez não vá dar mais tempo”, explica Tatiana.
Com uma força de vontade fantástica, Tatiana conseguiu perder 17 quilos em 4 meses.
O marido e o filho também entraram na linha. “Mudando a alimentação, cortando refrigerantes, pão, já foram também cinco quilos.”, ele diz.
Pedro, o único filho de Tatiana, tem a mesma idade de João. Assim como a mãe, ele também quis ajudar. “Eu queria ficar igual ele, cortado”, conta sobre a época em que João Vitor teve que cortar o cabelo.
“No dia que a gente raspou, ele queria que eu varresse o cabelo, colocasse em uma caixinha, porque ele ia passar cola na cabeça do João para colar o cabelo”, conta Tatiana.
Vizinhos e amigos iniciam corrente de solidariedade

Quando a Tatiana decidiu doar o fígado, a notícia logo se espalhou pela cidade. Vizinhos, amigos, e até gente que nem conhecia a família dela resolveu ajudar. Começava aí uma grande corrente de solidariedade.
O professor Lene, por exemplo, abriu as portas de uma academia. “Eu fiquei bem comovido pela história também e não custa nada ajudar”,
Tatiana também ganhou uma orientação nutricional e ajustou a dieta. “Me tornei fã dela e acho que, se todo profissional doasse 5% do conhecimento que Deus permitiu a ele adquirir, a gente viveria em um mundo muito melhor”, avalia o profissional de educação física especializado em nutrição Carlos Santiago.
“Quando você tem um pequeno gesto para fazer o bem para alguém, isso é contagiante”, afirma Tatiana. 
A Katy, professora de dança, foi outra pessoa que quando conheceu a história da Tatiana resolveu ajudar. “Se eu sou mãe e não posso ajudar meu filho, imagine encontrar uma pessoa tão abençoada quanto ela que pode ajudar meu filho”, diz a professora de dança Kathy Nogueira.
Muita aeróbica, musculação. Tanta solidariedade acelerou o resultado na balança. “O esforço que eu tenho feito tem sido muito intenso: na academia, duas horas e, em casa, mais uma”, ela conta.
A motivação de Tatiana para tanto esforço é enorme: “Não posso desistir, não posso parar”, diz Tatiana.
“Ele depende do meu esforço, do meu cansaço, da minha superação, da minha força. Eu não posso desistir. Ele depende hoje de mim.”, revela.
Medicação para o tumor afeta imunidade de João

O tempo corre contra Tatiana e João Vitor. Enquanto espera pelo transplante, ele não pode parar a quimioterapia. O problema é que a medicação para o tumor afeta a imunidade, reduz as defesas naturais do corpo e, muitas vezes, ele fica frágil. O menino sofre com febre alta e infecções constantes.
“Gera a maior aflição para a gente, porque a gente está na corrida para ficar tudo bem. E a cada internação, nos deixa esse ponto de interrogação. A gente fica: será que está tudo bem? Será que a gente pode continuar?’”, diz Tatiana.
João piora e isso atinge Tatiana em cheio. “Às vezes, é um pouco difícil. Tem dia que ele está bem, de repente, de uma hora para outra, ele começa a amarelar os olhinhos, sentir dor na barriga. Aí é muito difícil”, ela diz.
Além do peso, ela precisa superar a ansiedade. O Fantástico acompanhou cinco meses desse esforço gigante.
João segue o tratamento em Florianópolis. Mas é acompanhado por outra equipe de médicos que quer reavaliar o menino.
 
João foi pela décima vez para São Paulo, fazer exames acompanhado pela avó. “A expectativa de chegar lá e ir para o transplante. Estou confiante de chegar lá agora e ir para o transplante”, diz a avó do menino.
Mas Tatiana está pronta para doar o fígado? Ela conseguiu perder peso de novo. E vai animada para mais uma avaliação médica.
“Perder peso significa ter menos riscos de complicações no pós-operatório.”, explica João Seda, cirurgião pediátrico.
23 quilos perdidos

A Tatiana está fazendo exercício físico e cuidando da alimentação desde dezembro. Já perdeu 23 quilos. É o suficiente ou falta alguma coisa ainda? “Falta, mas falta bem menos do que a gente imaginou. Imaginei ainda mais uns 8 ou 10 quilos, mas agora faltam 3 ou 4 quilos”, ela conta
Justamente agora que Tatiana está a um passo de atingir o peso ideal chega a notícia: “Agravou a situação dele ontem. Eu nem sei dizer o que é. Ele está muito amarelo”, relata a avó.
O tumor cresceu e o fígado não consegue mais eliminar a bile. Por isso, João está tão amarelo. Depois de 23 dias em São Paulo, já não há mais o que fazer lá.
“Neste momento, a gente já está preparando a família para o pior”, diz a médica. “Eu não perco a esperança do milagre dele, de acontecer tudo. A minha fé ali continua. Não vou desistir”, avisa a avó.
Médicos não dão esperanças

Desde que voltou de São Paulo, João passou mais tempo no hospital do que na casa dele. Os médicos decidiram fazer um tipo de quimioterapia mais agressiva, mais forte, na tentativa de reduzir o tamanho do tumor. Pela primeira vez, o menino precisou usar morfina porque começou a sentir dores muito fortes.
“Ele chegou a ficar três dias na cama porque a gente achava que ele não levantava mais. Bem dizer morto”, conta a avó.
“Os médicos não deram mais esperança nenhuma para a gente. E, cada vez, desanimando mais. Ele já estava se entregando também”, lembra a mãe do menino.
Reação de João surpreende médicos

Mas, na quarta semana de tratamento intensivo, João finalmente reage e surpreende até os médicos. “Nem a médica acreditou, tanto que ela repetiu os exames no dia seguinte e mostra que o tumor do João diminuiu significativamente”, conta Tatiana.
“O tumor diminuiu mais ou menos em 30%. Então, agora, nós temos uma esperança de as coisas possam dar certo no final.”, conta a médica.
“Ele está sendo um guerreiro porque ele cai e levanta. Daí ele me dá força para levantar também”, diz a avó. 
27 quilos perdidos

João também dá força para Tatiana que enfrenta mais uma vez a balança: “76,1 quilos. Ela merece gente, chegou no peso, atingiu”, comemora a avó.
A Tatiana conheceu o João em janeiro deste ano, na época ela tinha 103 quilos. Ao longo destes oito meses, a Tatiana perdeu nada mais nada menos que 27 quilos.
Depois de um ano e sete meses de quimioterapia, João também está pronto, é agora ou nunca: “Meu coração de vó diz que ele vai vencer. Nós vamos chegar no final agora”, afirma a avó.
Tensão e dúvida antes da cirurgia

Minutos antes da cirurgia, a tensão era enorme. Os médicos ainda não sabiam se seria possível fazer o transplante.
“Existe uma complicação no caso do João. As veias do abdômen dele que nutrem o fígado, a veia aporta, estava entupida”, explica Paulo Chapchap, cirurgião de transplante de fígado.
A solução para irrigar o novo fígado foi puxar uma veia que sai do rim. Um procedimento arriscado e, segundo os médicos, inédito em crianças no Brasil.
Foram quase 11 horas de cirurgia. Três dias depois, chega o momento do reencontro tão esperado.
Recuperação de um novo filho

“Para minha surpresa, quando eu entrei no quarto, ele estava melhor do que eu. Eu não conseguia me abaixar para dar um beijinho nele, porque eu estava muito dolorida ali naquele momento. Mas a vontade era de pegar no colo. Eu dei um pedacinho do meu fígado. E ganhei um filho inteiro. Porque o João, para mim hoje, representa um filho. Porque filho é um pedacinho da gente do lado de fora”.
João está bem. O caminho da recuperação ainda vai ser longo. Mas, como diz a Dona Maria, ele é um grande guerreiro

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/08/mulher-perde-27-quilos-e-doa-parte-de-figado-para-crianca-com-cancer.html

domingo, 31 de agosto de 2014

80 formas como o açúcar pode arruinar a sua saúde


Parece apetitoso? Pense duas vezes antes e consumir. (Foto: Thinkstock)Parece apetitoso? Pense duas vezes antes e consumir. (Foto: Thinkstock)
O açúcar já é considerado vilão por muitos motivos:  seu alto consumo pode provocar cáries dentárias, engordar, aumentar o surgimento de espinhas na adolescência, influenciar em quadros de diabetes... Enfim, apesar de ser um tempero muito gostoso para alimentos e bebidas, seu consumo em excesso pode ser prejudicial para a saúde de diversas maneiras e em para  pessoas em diferentes idades.

Leia também:
9 benefícios da água para a pele
Alimentos para uma gravidez mais saudável
Peixes oleosos: poderosos para uma dieta equilibrada
Dieta baseada em vegetais e com baixo teor de gordura pode ajudar pacientes com câncer de mama

Além desses efeitos negativos, existem muitos outros que poucas pessoas conhecem. Para desmascarar todo o mal que o açúcar pode fazer, a especialista em alimentação e nutrição Nancy Appleton, baseando-se em inúmeros trabalhos científicos, elaborou uma lista com inúmeros itens que  revelam como o açúcar pode ser prejudicial à saúde.

Confira 80 desses itens da lista e veja como algo tão doce pode trazer resultados tão amargos para o corpo:


  • Crianças que bebem refrigerantes (que contém altas taxas de açúcar), em geral, ingerem menos leite.
  • O açúcar pode deprimir o sistema imunológico.
  • Pode desequilibrar a relação entre os minerais no organismo.
  • Pode causar hiperatividade, ansiedade, dificuldade de concentração e distúrbios de humor em crianças.
  • Pode produzir um aumento significativo dos triglicerídeos.
  • Reduz as defesas orgânias contra infecções bacterianas.
  • Causa perda da elasticidade e função dos tecidos – quanto mais açúcar você come, mais elasticidade e função você perde.
  • Reduz lipoproteínas de alta densidade (HDL).
  • Pode levar à deficiência de cromo.
  • Pode estar associado ao câncer de ovários.
  • Pode elevar rapidamente os níveis de glicose.
  • Causa deficiência de cobre.
  • Interfere na absorção de cálcio e magnésio
  • Pode tornar os olhos mais vulneráveis à degeneração macular relacionada à idade.
  • Pode produzir acidez no trato digestivo.
  • Pode causar um rápido aumento nos níeis de adrenalina em crianças.
  • Pode causar envelhecimento precoce.
  • Pode causar deterioração dos dentes.
  • Pode levar à obesidade.
  • Aumenta o risco de doença de Crohn e colites ulcerativas.
  • Pode causar úlceras gástricas ou duodenais.
  • Pode causar artrite.
  • Pode causar distúrbios de aprendizado em crianças
  • Contribui para a proliferação da Candida albicans – fungo responsável pela candidíase vaginal, entre outras infecções.
  • Pode ausar cálculos biliais.
  • Pode causar doenças do coração.
  • Pode causar hemorroidas.
  • Pode causar varizes.
  • Pode levar a doenças periodontais.
  • Pode contribuir para a osteoporose.
  • Pode causar diminuição da sensibilidade à insulina.
  • Pode diminuir a quantidade de Vitamina E no sangue.
  • Pode reduzir o nível de hormônio do crescimento.
  • Pod eaumentar o colesterol.
  • Aumenta a AGEs.
  • Pode interferir na absorção de proteínas.
  • Causa alergia alimentar.
  • Pode contribuir para o eczema em crianças.
  • Pode causar doenças cardiovasculares.
  • Pode prejudicar a estrutura do DNA.
  • Pode alterar a estrutura das proteínas.
  • Pode causar rugas pela alteração da estrutura do colágeno.
  • Pode causar catarata.
  • Pode causar aterosclerose.
  • Pode aumentar as lipoproteínas de baixa densidade (LDL).
  • Reduz a capacidade de funcionamento das enzimas.
  • Seu consumo está associado ao desenvolvimento da doenças de Parkinson.
  • Pode aumentar a quantidade de gordura no fígado.
  • Pode aumentar o tamanho e produzir alterações patológicas nos rins.
  • Pode danificar o pâncreas.
  • Pode aumentar a retenção de líquidos no organismo.
  • Causa constipação.
  • Pode tornar os tendões mais frágeis.
  • Pode causar dores de cabeça, inclusive enxaqueca.
  • Desempenha papel no câncer de pâncreas nem mulheres.
  • Aumenta o risco de câncer no estômago.
  • Pode aumentar o risco de desenvolver gota.
  • Pode contribuir para a doença de Alzheimer.
  • Pode causar adesividade plaquetária, o que contribui para a formação de coágulos sanguíneos.
  • Pode causar desequilíbrio hormonal; alguns hormônios tornam-se hipoativos e outros se tornam hiperativos.
  • Pode levar à formação de cálculos renais.
  • Pode produzir radicais livres e estresse oxidativo.
  • Pode levar ao câncer do trato biliar.
  • Aumenta a concentração de ácidos biliares nas fezes e de enzimas bacterianas no cólon, o que pode produzir compostos cancerígenos a câncer de cólon.
  • É uma substância que causa dependência.
  • Pode ser tóxico, como o álcool.
  • Pode agravar a SPM (Síndrome Pré-Menstrual).
  • Pode diminuir a estabilidade emocional.
  • Pode piorar os sintomas de crianças com déficit de atenção.
  • Pode induzir à morte celular.
  • Pode aumentar a quantidade de alimento que você ingere.
  • Pode levar ao câncer de próstata.
  • Desidrata os recém-nascidos.
  • Pode aumentar os níveis de homocisteína na corrente sanguínea.
  • Aumenta o risco de câncer d emama.
  • Pode causar câncer de reto.
  • Pode causar câncer de rim.
  • Pode causar câncer de fígado.
  • Pode aumentar o ácido úrico no sangue.
  • É um fator de risco para câncer do intestino delgado.

Depois de conferir alguns itens dessa lista, você com certeza não deve mais sentir tanta vontade assim de consumir esse alimento. Contudo, o sabor doce é quase indispensável à dieta de qualquer pessoa. Se você faz questão de adoçar sua receita, opte por outras alternativas como mel (natural e nutritivo), melado de cana ou adoçantes naturais (como o stevita). Contudo, mesmo essas opções devem ser acrescentadas comedidamente, em pequenas quantidades.

**Veja a lista completa aqui. 

"Dieta das cavernas" para melhorar o sistema imunológico, o condicionamento físico e, principalmente, a longevidade esportiva.

Conheça a dieta milagrosa dos craques do basquete

Yahoo Esporte Interativo
LeBron
Diferença de físico de LeBron é muito visível
Jogadores de basquete estão sempre no auge de seu físico. O jogo, muito intenso, faz com que qualquer falha física custe muito caro. Por isso alguns craques estão apelando para a "dieta das cavernas" para melhorar o sistema imunológico, o condicionamento físico e, principalmente, a longevidade esportiva.

A dieta é simples e efetiva: consiste em comer como os homens das cavernas comiam 40 mil anos atrás. Com isso, produtos industrializados e cereais são eliminados e o corpo reage melhor à digestão. De acordo com os autores da dieta, o corpo humano não se adaptou a esse tipo de alimento. Assim sendo, a dieta paleolítica defende a ingestão apenas de carnes magras, frutas, raízes e vegetais.

"Eu comia muito carboidrato e açúcar porque pensava que precisava de energia, mas no fim da temporada percebia que dependia de anti-inflamatórios. Aprendi a comer de maneira mais saudável e melhorei, e perdi dez quilos em três semanas", afirma Ray Allen, da NBA, um dos pioneiros.

Entre os craques que utilizam a dieta, estão LeBron James e Carmelo Anthony. Os dois apareceram em fotos recentes com o corpo bem mais seco e passaram a chamar atenção para a dieta. Com a Copa do Mundo em andamento, poucos atletas conseguem entrar na dieta, mas a tendência é que aos poucos ela vire ainda mais moda -- já que famosos como Megan Fox e Matthew McConaughey são adeptos da velha nova forma de alimentação.

Veja fotos da nova Barbie Humana


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Trocas saudáveis reduzem a gordura da dieta

Escolher pão francês e compota de frutas pode cortar a gordura pela metade

Por Roberta Lemgruber - atualizado em 08/08/2014

Ela é praticamente sinônimo de "vilã" da dieta. Porém, a gordura, diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, também assume importantes funções no nosso organismo, sendo responsável pela produção de vários hormônios, proteção térmica do corpo, proteção celular e funcionando como veículo para absorção de algumas vitaminas. Por ser fundamental, ela deve fazer parte de 30% das calorias consumidas em um dia. 

No entanto, além de conter nove calorias por grama, não é qualquer uma que faz bem a nossa saúde e silhueta. "As chamadas gorduras boas, ou insaturadas, protegem o coração, pois não alteram o nosso colesterol. Elas são encontradas nos óleos vegetais, azeite, peixes, castanhas e abacate. Já as gorduras ruins, as saturadas, aumentam o perfil de colesterol e estão presentes, principalmente, em alimentos de origem animal como carnes e leite e seus derivados", explica a nutricionista do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen), Amanda Epifânio Pereira.

Há também a gordura denominada "trans", gordura vegetal que passa por um processo de hidrogenação natural ou industrial e que pode levar a problemas de saúde. "O excesso do consumo desse tipo de lipídio pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, entre outras condições", alerta Roseli Rossi, nutricionista especializada em Nutrição Clínica Funcional.

A nossa alimentação deve propor o equilíbrio entre essas gorduras e outros nutrientes. De acordo com a nutricionista Amanda Epifânio, o problema é que passamos a consumir muito mais gordura do que as recomendações diárias, em especial, por causa da industrialização de alimentos. "Nesses produtos, encontramos frequentemente quantidades absurdas de gorduras, quase sempre saturadas ou trans", alerta a especialista. E exemplifica: em um pacote de biscoito recheado há 30g de gordura, quase a metade da recomendação de um dia inteiro (cerca de 70 g para uma dieta de 2.000 calorias). Se, no mesmo dia, for consumido um bife de picanha, mortadela no café da manhã e leite integral, as quantidades de gorduras são facilmente ultrapassadas.

Aprenda agora a fazer trocas saudáveis na cozinha que te ajudam a não extrapolar no consumo de gordura e manter a saúde em dia e o corpo em forma: 

pães de ovos versus pão francês ou de forma

Nada melhor do que um pãozinho para começar bem o dia e incrementar o desjejum. Mas, apesar de ser um item indispensável, vale ficar de olho na quantidade e no tipo de gordura do seu pão preferido! Alguns pães podem conter mais gorduras que outros, como os pães de ovos, que apresentam o dobro da quantidade de gordura de um pão tradicional, francês ou de forma. Em 50 g de pão francês (uma unidade), encontramos 1,5 g de gorduras, enquanto em 30 g de um pão de ovo, feito à base de manteiga, farinha branca, ovos e açúcar, estão presentes 4 g de gordura. No entanto, a nutricionista Amanda Epifânio ressalta que a maior diferença entre os pães está na quantidade de fibras. "O que vai tornar um pão mais saudável é a presença de fibras, pois quanto mais fibras ele tiver, maior a capacidade do alimento de causar saciedade", expõe.

Para a nutricionista Roseli Siqueira, no quesito fibras e gordura, os pães integrais ganham em disparado! "Geralmente, eles possuem menor teor de gordura, 1 g por porção e ainda são ricos em fibras, com média de 3 g. Dessa forma, a versão integral favorece a saúde por ajudar no controle de peso, do colesterol, do diabetes e da pressão alta. E mesmo contendo certa quantidade de gorduras, essas são insaturadas, ou seja, gorduras "do bem"", afirma.
queijo cottage - foto Getty Images

Queijos mais gordos versus queijos mais magros

Os queijos, além de muito saborosos, apresentam em comum outra característica, são todos muito calóricos e, sozinhos, podem comprometer a busca para o peso ideal. Em geral, os queijos amarelos como muçarela, prato, parmesão, cheddar, são os mais gordos. "Além disso, geralmente, esses queijos possuem maior teor de gorduras saturadas, que alteram os níveis de colesterol para cima, podem elevar a pressão arterial e, até mesmo, levar ao surgimento de tumores", declara a nutricionista funcional Roseli Siqueira. Normalmente, esses queijos possuem em média 5 g de gordura saturada por porção (30 g).

Como ninguém é de ferro, vale optar pelas versões mais "magras". "O queijo cottage é o mais magro e pode ser utilizado como recheios de pães ou como base cremosa para massas ou gratinados. Outra ótima opção é a ricota, que pode servir de recheio de legumes ou massas como panquecas ou lasanha", diz a nutricionista do Citen Amanda Epifânio.

Os queijos brancos possuem menor teor de gorduras uma vez que são feitos à base de leite desnatado ou semidesnatado. Eles possuem em média 2 g de gordura saturada. Mas a nutricionista Roseli Siqueira alerta: deve-se tomar cuidado com o teor de sódio, pois eles possuem em torno de 200 mg por porção, o mesmo teor dos queijos mais gordos.
lombo - foto Getty Images

Carnes mais gordurosas versus cortes mais magros

Parece que o prato do brasileiro não fica completo se não tiver um pedaço de carne vermelha. Churrasco de final de semana então é a reunião mais tradicional que existe, quem duvida? No entanto, é necessária atenção não só com a quantidade, mas com o tipo de carne que está sendo consumida. "As carnes mais gordas (picanha, fraldinha, contrafilé, carne seca) possuem maior teor de gorduras saturadas e também colesterol. Em média, uma porção de 100 g possui 10 g de gorduras saturadas e 100 mg de colesterol", ensina a nutricionista Roseli Siqueira.

Segundo as recomendações de ingestão diária, o teor de gordura saturada não deve ultrapassar 10% do valor calórico diário de uma dieta. Então, se um indivíduo consome em torno de 2000 calorias/dia, não pode consumir mais do que 20 g de gorduras saturadas por dia. Já sobre o colesterol, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda até 300 mg/dia. Um pedaço de carne de 100 g já representa 33% do recomendado.

Roseli ressalta que carnes com cortes mais magros (músculo, alcatra, lagarto, acém) já reduzem boa parte do teor de gorduras saturadas. "Em média, possuem quase 50% menos. Uma porção de 100 g de músculo, por exemplo, possui 4 g de gordura saturadas. Até a tão polêmica carne suína ganha desses cortes mais gordos das carnes vermelhas. O lombo de porco possui em torno de 5 g de gorduras saturadas, são 50% a menos de gordura do que um pedaço de picanha!", conclui.

Outra dica é a de que os cortes mais duros são mais magros, porém exigem maior trabalho durante a preparação. "100 g de acém contém cerca de 150 calorias. Esse corte de carne pode ser preparado assado só com sal grosso e dentes de alho, substituindo a fraldinha que contém 220 calorias para a mesma porção. Já o bife acebolado também fica mais magro quando optamos pela alcatra, 124 calorias em 100g. Se optarmos pelo contrafilé a preparação pula para 206 calorias. Também tem o lagarto desfiado, que pode ser utilizado em escondidinhos ou sanduíches, substituindo a carne seca. Com essa troca a economia é de mais de 200 calorias. Todas essas substituições também ajudam a economizar na gordura", enumera a nutricionista Amanda Epifânio.
azeite - foto Getty Images

Manteiga, margarina versus óleo de canola, azeite extra-virgem

Muito usadas para preparo de alimentos na frigideira, quase não há diferença calórica entre essas gorduras. Nesse caso, a principal diferença é nutricional. "A manteiga é rica em gordura saturada que pode aumentar o colesterol, enquanto a margarina pode conter gordura trans-hidrogenada, causando efeitos ainda piores à saúde", explica a nutricionista Amanda Epifânio.

Já os óleos de soja, canola, milho e girassol são excelentes fontes de gordura poli-insaturada. De acordo com a nutricionista Roseli Siqueira, esses óleos fazem bem à saúde, protegem o coração, controlam a pressão arterial, ajudam nas transmissões nervosas. E ganham ainda mais porque não possuem colesterol, pois são gorduras de fontes vegetais.

"O mesmo ocorre com azeite de oliva, mas é fundamental lembrar que em 100 ml de óleo há cerca de 900 calorias, logo, o consumo em excesso pode causar ganho de peso e, se isso ocorrer, mesmo com gordura saudável, os danos à saúde são inevitáveis", expõe a nutricionista Amanda Epifânio.
pêssego em calda - foto Getty Images

Doces cremosos com creme de leite ou folhados versus doces caseiros (compotas de frutas)

Um docinho após o almoço sempre cai bem, e nem precisa ser em grande quantidade, uma colher de doce de leite já supre a demanda e parece que "completa" a refeição. No entanto, segundo a nutricionista Amanda Epifânio, doces cremosos contêm a combinação perfeita para o paladar de muitos, que é a junção de açúcar com a gordura, e assim, passam a serem opções muito mais gordurosas, quando comparadas com preparações que levam apenas o açúcar, como é o caso da compota. Vale pensar nas trocas, até mesmo, por causa da quantidade calórica: enquanto em 100g de doce de leite há cerca de 300 calorias, a mesma porção de compota de fruta contém 50 calorias.

"Os doces à base de folhados e creme de leite são ricos em gorduras saturadas e hidrogenadas, extremamente prejudiciais à saúde e ainda são pobres em nutrientes e vitaminas", diz a nutricionista Roseli Siqueira. Os folhados possuem, em 100 g, em torno de 380 calorias, 7 g de gorduras saturadas e 35 mg de colesterol. Já um doce de fruta em compota possui 200 calorias, nada de gorduras e nada de colesterol! E a dica da especialista é: fazer as compotas sem açúcar, com sucralose ou stevia, pois aí o valor calórico até diminui.
peito de peru - foto Getty Images

Frios como salame, mortadela versus peito de peru, presunto magro

Os embutidos já fazem parte de nossas refeições, seja servido com um pãozinho ou como aperitivos acompanhados de bebidas alcoólicas. De acordo com a nutricionista da clínica Equilíbrio Nutricional, Roseli Siqueira, esses frios mais "gordos", como salame e a mortadela, são cheios de calorias provenientes das gorduras saturadas e só tendem a prejudicar a saúde, não acrescentando nenhum nutriente ao organismo. "Em 100 g, encontramos em torno de 350 calorias, 25 g de gorduras e 85 mg de colesterol", afirma.

A troca pelo presunto, com 10 g de gordura em porções de 100 g, e pelo peito de peru, com somente 3 g de gordura na mesma porção, é válida. Porém, a nutricionista Amanda Epifânio alerta que os embutidos mais magros costumam conter mais sódio e, por isso, seu consumo também deve ser eventual.
leite - foto Getty Images

Laticínios integrais versus laticínios desnatados

A tecnologia industrial conseguiu resultados incríveis com os laticínios como leite e iogurte. Segundo a nutricionista Amanda Epifânio, a retirada de gordura é eficiente e preservou-se o sabor, principalmente, em iogurtes. "No caso do leite desnatado, ele contém metade das calorias da versão integral e o mesmo acontece com os iogurtes. Cerca de 100 g de iogurte natural integral contêm 100 calorias, já a versão desnatada apenas 40", relata a especialista do Citen.

E como fica a gordura nesses alimentos? "Os derivados integrais, por conterem toda gordura do leite, são mais ricos em gorduras saturadas, 100 ml de leite integral possui 2 g de gorduras saturadas e 17 mg de colesterol. Já nas versões desnatadas, a mesma porção possui 0,3 g de gorduras e, em média, 3 mg de colesterol", ensina a nutricionista Roseli Siqueira.
bolacha água e sal - foto Getty Images

Bolacha recheada ou amanteigada versus biscoito maisena ou cream craker

Segundo a nutricionista Roseli Siqueira, essas bolachas recheadas são feitas à base de açúcares, gorduras hidrogenadas, óleo, o que as tornam grandes vilãs da saúde. Até mesmo porque quase ninguém consegue consumir uma ou duas unidades.

Um fato interessante é que todas as bolachas, quando igualadas em porções, apresentam quantidades calóricas semelhantes. Por exemplo, você sabia que 100 g de bolachas recheadas apresentam 476 calorias, amanteigadas 466 calorias, maisena 436 calorias e cream craker 410 calorias? "A maior diferença entre as bolachas é mesmo a quantidade de gordura. As bolachas recheadas e amanteigadas apresentam o dobro de gordura (20g), quando comparadas as craker e maisena (10g)", expõe a nutricionista Amanda Epifânio.

Bolo recheado versus bolo simples de laranja ou fubá

Chantili, cremes diversos à base de creme de leite, suspiros e o nacionalíssimo brigadeiro são alguns dos ingredientes usados em bolos recheados. Será que ao optar por um bolo simples estaremos fazendo uma boa troca? "As massas dos bolos são as mesmas e sempre muito calóricas e gordurosas. 100 g de bolo simples contêm cerca de 310 calorias, com 13 g de gorduras. Quando acrescidos recheios e coberturas às massas, as calorias podem simplesmente dobrar e a gordura aumentar", alerta a nutricionista Amanda. Nesse caso, vale apostar na versão sem recheio e, até mesmo, integral que contém mais fibras. "Além de consumir eventualmente", pondera a especialista. 


As 4 leis do amor



O amor é um presente maravilhoso de Deus. É a base de todo relacionamento saudável, mas nós temos a tendência de usar a palavra "amor" para tudo que está ao nosso redor. Acho que só nas últimas 24 horas, eu já devo ter tido: "Eu amo esse chocolate, eu amo meus amigos, eu amo minha esposa, eu amo aquele filme, eu amo aquela música, eu amo meus sapatos, eu amo o que aquela pessoa escreve", e por aí vai...

Com todo esse "amor" flutuando por aí, eu acho que é fácil perder a noção do que é realmente o amor, não é verdade? Uma das passagens mais famosas da Bíblia (que você provavelmente já ouviu em muitos casamentos), é toda sobre o amor. Eu acredito que essa parte poética da Bíblia que está em 1 Coríntios 13, descreve algumas "Leis do Amor", que podem nos ajudar em nossos casamentos, amizades, em nossa fé e em cada relacionamento importante na vida:

"O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13:4-7)

1) AMOR É UMA AÇÃO, NÃO UM SENTIMENTO


Quando as pessoas falam que estão apaixonadas por alguém, na verdade, o que elas querem dizer é: "Eu admiro demais aquela pessoa, ela é linda por fora e por dentro e sinto algo tão bom quando estou perto dela, que tenho certeza de que serei muito feliz com ela." Todos esses sentimentos de euforia podem ser uma parte muito boa no processo, mas o amor não é definido por nossos sentimentos, e sim por nossas escolhas e compromissos.


2) AMOR REQUER COMPROMISSO


Não existe amor verdadeiro, sem um compromisso verdadeiro. Por isso, quando nos comprometemos com alguém (especialmente no casamento), devemos continuar neste propósito, independentemente das circunstâncias que sempre estão mudando na vida. Mesmo quando não temos força para continuar amando, a graça de Deus torna isso possível. Por isso busque a Deus, de preferência junto com seu companheiro(a). Isso irá fortalecer os laços entre vocês. 


3) AMOR DESPERTA O MELHOR EM NÓS


Amor não é um jogo, e por isso não existe ganhador ou perdedor. Isso significa que devemos colocar as necessidades de quem amamos, acima das nossas próprias necessidades. E isso deve acontecer mesmo quando a outra pessoa não está merecendo. Deus nos ama mesmo quando falhamos com Ele e, em seguida, Ele nos chama para amar uns aos outros com o mesmo tipo de compromisso. Ao demonstrarmos um amor sincero, nos tornamos pessoas melhores e despertamos o melhor na outra pessoa.


4) AMOR CURA QUANDO A VIDA MACHUCA


Bondade, carinho, compaixão, proteção e palavras de amor, têm o poder de curar mesmo nas circunstâncias mais difíceis da vida. O verdadeiro amor enfrenta a dor quando todo mundo resolve fugir. Quando você ama alguém, você tem a chance de curar as feridas dela, enquanto muitos só aumentam a dor. Por isso seja aquele que enxuga as lágrimas e não que as provocam.

Guarde estas "leis" na sua mente toda vez que você ouvir ou dizer essas palavras bonitas: "Eu te amo!" 




domingo, 10 de agosto de 2014

Saiba como preparar sopas que ajudam a emagrecer

Veja quais ingredientes priorizar, quais evitar, as melhores combinações e os cuidados ao preparar uma sopa saudável e magra

Por Especialistas

O inverno é o momento ideal para se aquecer comendo aquela saborosa sopa. Este prato, além de delicioso, também pode te ajudar na perda de peso. Confira as dicas de especialistas sobre quais as melhores combinações, quais ingredientes utilizar e evitar e os cuidados necessários para preparar uma sopa magra. Aproveite e veja ótimas receitas de sopas aliadas da dieta.
Saiba quais as melhores combionações ao fazer uma sopa - Foto: Getty Images

Combinações

É essencial que uma sopa saudável e que ajude a perda de peso seja uma refeição completa. "Por isso, ela deve ter uma fonte de carboidratos, como arroz, macarrão e batata, uma fonte de leguminosas, como feijão, ervilha e soja, uma proteína, pode ser vegetal ou animal, e vegetais coloridos, como brócolis, chuchu, beterraba, couve, entre outros", orienta a nutricionista Vivian Ragasso, do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte.

Para que a receita não ganhe muitas calorias, não inclua dois carboidratos na mesma sopa, como mandioquinha e batata ou batata e croutons.

Evite fazer sopas com apenas um ingrediente, como a de mandioquinha. Isto porque ela terá menos nutrientes do que as versões com mais alimentos, além disso, aquelas que levam somente carboidratos de alto índice glicêmico, como a batata, mandioquinha, cara, inhame, mandioca, fubá, macarrão e arroz branco, podem causar picos de glicose e consequentemente de insulina, favorecendo os ataques de fome.

Para algumas pessoas o vegetais crucíferos, como repolho, brócolis e couve-flor, e certas leguminosas, como feijão e lentilha, estimulam a fermentação excessiva e favorecem os gases. "Mas isso depende de como cada organismo reage a estes alimentos", observa Ragasso.

Uma dica para evitar que o feijão cause gases é deixar este alimento de molho de um dia para o outro e descartar a água. Depois, comece a preparar o feijão normalmente e descarte a água quando chegar na metade do processo e coloque uma nova água. "Assim, você libera os fitatos do feijão que são as substâncias que favorecem os gases", explica Ragasso.


Confira os melhores vegetais para colocar na sopa - Foto: Getty Images

Melhores vegetais para sopa

Existem uma série de vegetais que são benéficos para a sopa. "Procure incluir uma variedade deles, pois um alimento sempre vai oferecer uma coisa que o outro não pode, essa variedade vai te ajudar a emagrecer de forma saudável", explica o nutrólogo André Veinert da Clínica Healthme - Gerenciamento de Perda de Peso.

Alguns legumes são interessantes porque agregam poucas calorias e ainda ajudam a deixar a sopa mais consistente. "Chuchu, brócolis, palmito, aspargos, pepino, tomate e cebola são alguns dos ingredientes que não alteram muito a quantidade calórica e ainda são ricos em nutrientes bons para a saúde", destaca Ragasso.

As folhas escuras como couve e espinafre também são ótimas alternativas, pois são ricas em fibras, por isso, proporcionam maior saciedade. "Tente colocar na sopa também alguns ingredientes naturalmente diuréticos como talo de salsão, repolho e broto de feijão, esses alimentos vão ajudar a evitar o inchaço", conta Ragasso.

É preciso ficar atento ao uso dos tubérculos ou raízes. Isto porque alguns possuem o índice glicêmico elevado. "O índice glicêmico elevado está relacionado com a velocidade de absorção da glicose, quando ele é elevado ocorrem picos de insulina, aqueles com baixo índice glicêmico evitam os picos glicêmicos e proporcionam mais saciedade. Por isso, prefira batata doce ou cenoura ao invés da batata comum ou da mandioquinha", orienta Veinert.

É importante que a sopa tenha ao menos uma leguminosa, como feijão, ervilha e soja. Sendo que um dos melhores grãos para ser incluído é a quinoa, rica em proteínas e que ainda possui boas quantidades de ômega 3 e vitaminas do complexo B.

Saiba quais as melhores proteínas para colocar na sopa - Foto: Getty Images

Melhores proteínas

Para que sua sopa seja uma refeição completa é importante que ela tenha proteínas. Uma boa fonte vegetal do macronutriente é a quinoa. "Mas se quiser incluir uma proteína de fonte animal, o peito de frango é uma boa alternativa, pois não tem muita gordura e por ter boas quantidades de proteína irá proporcionar saciedade", explica Veinert.
A aveia é uma boa opção de carboidrato - Foto: Getty Images

Outros alimentos para incluir

Além dos vegetais citados, alguns outros alimentos funcionais podem ser incluídos na sopa para torná-la ainda mais magra. "Para engrossar a sopa, vale incluir um pouco de aveia, então ela ficaria como a fonte de carboidratos. Este alimento é bom por ser rico em fibras", conta Ragasso.

Para substituir o creme de leite nas preparações, vale utilizar creme de ricota ou iogurte light. Este alimentos são ricos em cálcio e estudos recentes apontam que este nutriente impede um pouco a agregação de gorduras e estimula a sua queima.

Caso você já tenha utilizado uma fonte de carboidrato na preparação da sopa, mas esteja com vontade de incluir croutons para finalizar a preparação, existe outra alternativa igualmente crocante. "Inclua castanhas cortadas, elas são ótimas fontes de gorduras boas, mas não ultrapasse de duas unidades", conta Ragasso.

Saiba quais temperos não incluir na sua sopa - Foto: Getty Images

Evite temperos prontos e muito sal

Evite incluir temperos prontos na sua sopa como os caldos de carne e legumes. "Eles têm monoglutamato de sódio que é um realçador de sabor, ele inibe o sensor de fome e saciedade, estimulando a fome e fazendo a pessoa comer por gula. Além disso, ele inibe a absorção de cálcio e de um monte de nutrientes bacanas que a sopa tem", conta Ragasso. Esses temperos ainda contam com muito sódio, que em excesso favorece o inchaço e com o tempo aumenta o risco de hipertensão. 

O sal também possui muito sódio, por isso, restrinja seu uso ao máximo. Evite colocar creme de leite, requeijão e farinha na sopa. Ao colocá-la no prato evite finalizá-la com pedaços de queijos amarelos e queijo ralado, ambos possuem grandes quantidades de gorduras saturadas. Também não abuse do azeite, pois ele é muito calórico. Um fio de azeite basta.

Alho é um tempero saudável que pode ser incluído na sopa - Foto: Getty Images

Temperos

Como os temperos prontos não são boas alternativas, é importante investir nos naturais. "A pimenta é uma ótima alternativa porque é termogênica, ou seja, estimula o gasto calórico", conta Ragasso. Contudo, é importante que a pimenta seja ardida, pois são elas que possuem a capsaicina, composto que contribui para o aumento da termogênese.

Vale investir também no alho que tem ações antiviral, antioxidante, anti-inflamatório, protege o coração, melhora a glicemia e controla a pressão arterial. Invista também no manjericão, alecrim, manjerona e salsa, esta última tem ação diurética. O gengibre também é uma ótima alternativa, por possuir gengirol, substância que aumenta o gasto calórico em torno de 10%.
Caso tenha dificuldade em tirar o sal, procure ao menos menores quantidades e as versões light.

Veja os cuidado ao preparar e consumir a sopa - Foto: Getty Images

Cuidados ao preparar e consumir

Além dos cuidados já mencionados, como evitar o uso de temperos prontos e sal, ao preparar a sopa é importante observar mais alguns pontos. Caso vá incluir a beterraba, procure cozinhá-la antes. Na preparação da receita, o óleo mais indicado é o de canola.

Quando a sopa estiver pronta, evite batê-la no liquidificador. "Fazer uma sopa que te permita mastigar é bom porque aumenta a sua sensação de saciedade", explica Veinert.

Por fim, de nada adianta para a dieta fazer uma sopa saudável e magra e ingerir grandes quantidades dela. O quanto comer da sopa varia de acordo com o peso, altura e sexo da pessoa. "Porém, normalmente recomendo 300 ml para a mulher e entre 400 e 450 ml para o homem", diz Ragasso.

Receitas

Confira saborosas receitas de sopas magras elaboradas pela culinarista Malu Lobo do site Pé da Cozinha. 
-Creme de abóbora funcional
-Caldo verde vegetariano e light
-Sopa de couve-flor
-Sopa de feijão branco
-Sopa Detox