OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Os textos a seguir são dirigidos principalmente ao público em geral e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes de cada assunto abordado. Eles não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores às informações aqui encontradas.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.


No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)

A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mens_sana_in_corpore_sano


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Chamada de 'baleia' por médico, carioca elimina mais de 40 kg

07h00, 05 de Maio de 2013
Arquivo pessoal/Nayane Vaillan
Nayane antes e depois de emagrecer; segundo ela, cordão no pescoço era 'tipo gargantilha'
Nayane antes e depois de emagrecer; segundo ela, cordão no pescoço era 'tipo gargantilha'
Nem remédios, nem cirurgia bariátrica: tudo que a carioca Nayane Vaillan precisou para perder quase 50 kg em menos de um ano foi um “esculacho” de um médico. Passado o trauma, hoje ela diz que vive uma vida de “rainha”, e está muito mais saudável.
O problema começou ainda na infância e se tornou um tabu para a jovem, que está com 23 anos. “Desde pequena, sempre fui gordinha”, contou. “Eu detestava que falassem do meu corpo. Até perdia a amizade”, admitiu.
Nayane não gostava de se pesar, e nem sabe com quantos quilos estava quando começou a dieta. Quando conseguiu encarar a balança, já tinha emagrecido um pouquinho – a medir pelas roupas, segundo ela – e, mesmo assim, estava com 119 kg. Hoje, ela está com 72 kg, bem mais compatíveis com seu 1,70 m.
‘Meu braço parecia uma coxa’
“Eu achava que não tinha como perder tudo. Meu braço parecia uma coxa”, reconheceu Nayane. “Todo mundo achava que eu estava grávida, até fiz os exames, porque minha barriga estava pontuda”, lembrou.
A gota d’água veio depois que ela resolveu operar de varizes que tinha na perna. Para fazer a cirurgia, Nayane precisou passar por uma bateria de exames, que indicaram que as taxas de colesterol e açúcar no sangue estavam acima do ideal, assim como a pressão arterial. A cirurgia foi feita, mas ela precisou ir se consultar com um cardiologista.
Foi esta consulta que mudou a vida de Nayane. “Ele disse: ‘você está assim porque está uma baleia. Assim você vai morrer’. Saí arrasada”, admitiu.
Na época, ela não sabia que as palavras grosseiras eram tudo que seus pais queriam que acontecesse, pelo bem da saúde de Nayane. “Eles torciam para eu encontrar um médico que me esculachasse”, contou.
Cheirando paçoca
A primeira reação de Nayane foi pesquisar na internet sobre a cirurgia bariátrica, mas os custos ficariam acima do que ela tinha disponível para gastar. O jeito foi encarar o modo tradicional, com dieta e exercícios. “Eu já sabia o caminho de tudo o que tinha que fazer, só não fazia porque era muito difícil”, disse.
A dieta começou em junho, mês de festas que trazem tentações doces à mesa. Nayane se lembra de um episódio em que pegou um pote de paçoca nas mãos, cheirou o doce, mas resistiu e jogou fora. “O cheiro valeu tanto a pena que eu ficava me perguntando ‘será que eu comi?’”, contou.
A dieta foi dando resultados. No primeiro mês, perdeu 10 kg. No quarto mês, já estava 30 kg mais magra. E o registro da melhora não veio só na balança, mas também no guarda-roupa. As calças passaram do 52 para o 40, a aliança teve que ser apertada e até os sapatos diminuíram – do 40 para o 38.
Mais importante ainda, ela resolveu os problemas de saúde ligados à obesidade. Tanto o colesterol quanto o açúcar no sangue e a pressão arterial voltaram para dentro dos limites recomendados pelos médicos.
‘Virei rainha’
O emagrecimento também melhorou a autoestima da carioca. Agora, ela está mais vaidosa, anda mais bem vestida e maquiada, e diz que algumas pessoas a param na rua para perguntar se é ela mesmo. “Parece até que eu virei rainha”, brincou.
O caso mais emblemático aconteceu com uma vizinha que não a reconheceu. Depois de vê-la com o marido – com quem Nayane já era casada antes da dieta –, a vizinha comentou que “ele era casado com uma gordinha e trocou ela por você”.
Fonte: G1

Cordão para ser usado ao redor da cintura promete perda de peso


fonte: divulgacao
Por mais que todo mundo saiba que o segredo para perder peso é unir a prática de exercícios físicos com uma alimentação equilibrada, todo dias surgem métodos diferentes que prometem resultados incríveis. É o caso de um acessório chamado Malory Band. Segundo o jornal Daily Mail, o cordão criado para ser usado ao redor da cintura por uma empresa britânica é uma adaptação de um acessório usado pelos antigos egípcios para controlar o peso.

Segundo a empresa, o acessório não é algo milagroso e apenas serviria como um alerta para avisar quando a pessoa já comeu o suficiente. Partindo deste princípio, automaticamente as pessoas seriam incentivadas a comer menos e além de perderem peso, manteriam uma vida mais saudável.

“O acessório não é uma poção mágica, ele simplesmente motiva o usuário a se alimentar de forma mais saudável, comer menos, manter a postura e serve como indicador constante para que a pessoa perceba quando engordou o emagreceu. A corda dispensa a necessidade de contagem de calorias e o relacionamento doentio com a balança", disse um porta-voz da empresa à publicação.

Segundo a empresa que desenvolveu ao acessório, o produto não estica, apodrece ou retém água, então não precisa ser retirada durante o banho. Conforme o usuário perde peso, basta trocar o botão de casa para que a circunferência do cordão diminua para acompanhar sua nova silhueta.

Cordão para ser usado ao redor da cintura promete perda de peso 27 de Abril de 2013 às 08:00 send emailreport error fonte: divulgacao Malory Band Por mais que todo mundo saiba que o segredo para perder peso é unir a prática de exercícios físicos com uma alimentação equilibrada, todo dias surgem métodos diferentes que prometem resultados incríveis. É o caso de um acessório chamado Malory Band. Segundo o jornal Daily Mail, o cordão criado para ser usado ao redor da cintura por uma empresa britânica é uma adaptação de um acessório usado pelos antigos egípcios para controlar o peso. Segundo a empresa, o acessório não é algo milagroso e apenas serviria como um alerta para avisar quando a pessoa já comeu o suficiente. Partindo deste princípio, automaticamente as pessoas seriam incentivadas a comer menos e além de perderem peso, manteriam uma vida mais saudável. “O acessório não é uma poção mágica, ele simplesmente motiva o usuário a se alimentar de forma mais saudável, comer menos, manter a postura e serve como indicador constante para que a pessoa perceba quando engordou o emagreceu. A corda dispensa a necessidade de contagem de calorias e o relacionamento doentio com a balança", disse um porta-voz da empresa à publicação. Segundo a empresa que desenvolveu ao acessório, o produto não estica, apodrece ou retém água, então não precisa ser retirada durante o banho. Conforme o usuário perde peso, basta trocar o botão de casa para que a circunferência do cordão diminua para acompanhar sua nova silhueta.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Gracy Barbosa inspira maquiadora que perdeu 58kg em cinco meses

Cinthia Silva, que também cuida de Valesca Popozuda, emagreceu depois de conviver com a mulher de Belo.

Luciana Tecidio do EGO, no Rio
Gracyanne Barbosa e Cinthia Silva (Foto: Roberto Teixeira / EGO)Gracyanne Barbosa e Cinthia Silva
Cinthia Silva, 36 anos, perdeu as contas de quantas vezes tentava encontrar no shopping um modelito que coubesse em seu corpo de 138kg. A maquiadora de famosas como Gracyanne Barbosa, Valesca Popozuda, Mulher Melancia e Shayenne Cesário vestia manequim 56 e só encontrava roupas através de encomenda especial a sacoleiras. “Ia aos shoppings e saía de lá só com os sapatos e os acessórios. Não encontrava roupa que desse em mim. Pior era entrar numa loja, pedir um tamanho e a vendedora me encarar e perguntar com deboche: ‘Para você?’”, lembra Cinthia.
Mas há quatro anos seu tormento na compra de roupas e o excesso de peso foram para o espaço. Em cinco meses ela perdeu 58kg. A responsável em mandar embora toda a sua gordura foi Gracyanne Barbosa. Quando começou a maquiar a mulher do cantor Belo, Cinthia passou a acompanhar a cliente também em suas viagens. Durante as refeições nos hotéis, ao ver a comida light e controlada que a modelo consumia, a profissional resolveu imitar Gracyanne, com preguiça de escolher outro prato. “Era mais prático, sabe. E acabei me acostumando a comer coisas saudáveis. Quando vi que estava perdendo peso, resolvi levar a sério”.

Cinthia procurou um endocrinologista, uma nutricionista e se matriculou em uma academia. Hoje malha de segunda à segunda, faz spinning e corre na areia da praia do Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, onde tem um apartamento e mora com o único filho de 13 anos. “Antigamente não comia verdura nem legume. Como era cabeleireira e maquiadora de um salão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por causa da falta de tempo comia muito mal. Só comia massa!”
Com a perda de peso, ela deu uma recauchutada no corpo e fez uma abdominoplastia para retirar o excesso de pele que sobrou na barriga. O próximo passo é mexer nos seios e mandar embora mais oito quilos. “Quero colocar 400ml de silicone!”, avisa ela que, mesmo mais bonita, está solteira. "Homem não gosta de mulher independente".
Cinthia Silva e Gracyanne Barbosa (Foto: Acervo pessoal)Cinthia Silva antes da dieta, nos cuidados com Gracyanne Barbosa (Foto: Acervo pessoal)
Cinthia Silva (Foto: Acervo pessoal) 
Ela chegou a pesar 138kg (Foto: Acervo pessoal)
 

Tudo junto vira sopa! Petê Camargo publicou em Fãs da Petê!!


Tudo junto vira sopa!
1 pedaço de alho porró, dentes de alho, pimenta ( opcional) e seus temperos de preferência. 1 colher de sopa de azeite para refogar essas delícias. Acrescente, 1 pedaço de abóbora japonesa, 2 abobrinhas italianas pequenas, 1 chuchu, quiabo, folhas de espinafre, 1 peito de frango + 1 carcaça( eu tenho congelada),1tomate, 1 cenoura, 1 colher de molho shoyu Light, ramo de salsinha( retira no final) sal com moderação, e água fervente. Panela de pressão em caso de pressa e normal em dias de mais tempo. Pedaços ou batida, você decide! 
1 pedaço de alho porró,
dentes de alho,
pimenta ( opcional)
e seus temperos de preferência.
1 colher de sopa de azeite para refogar essas delícias.
Acrescente,
1 pedaço de abóbora japonesa,
2 abobrinhas italianas pequenas,
1 chuchu, quiabo,
folhas de espinafre,
1 peito de frango + 1 carcaça( eu tenho congelada),
1tomate, 1 cenoura,
1 colher de molho shoyu Light,
ramo de salsinha( retira no final)
 sal com moderação,
 e água fervente.
Panela de pressão em caso de pressa
e normal em dias de mais tempo.
Pedaços ou batida, você decide.






Receita do doce de abóbora possível!


1: pedaços de abóbora vão ao fogo em panela em fogo médio,
pingando água fervente mas deixando dar aquela leve pegadinha no fundo para dar cor ao doce.
2: acrescentar 2 cravos e um pedaço de canela continuando no mesmo processo. 
3: com a abóbora já desfiada pelo próprio cozimento, acrescentamos para cada quilo de abóbora, 
4 colheres de sopa de adoçante uso culinário à base de Sucralose. 
Nesse momento, o doce vai adquirir mais água, espere reduzir para desligar o fogo. 
Pronto!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Reeducação alimentar transformou a vida e o corpo de ex-obesa

Juliana entrou em forma com ajuda do pilates e boa alimentação (Foto: Divulgação)
Juliana Verde, publicitária de 37 anos, sofreu com obesidade, bulimia durante 8 anos e preconceito por conta de sua forma física. Foi depois de comer uma macarronada que Juliana teve sua primeira crise de bulimia. “Eu vi que não precisava ter comido aquele prato e não tive dúvidas. Pus o dedo na garganta para vomitar. Além disso, ainda ingeri todos os tipos de anfetaminas que você pode imaginar. Fiquei dependente e histérica”, contou.
Leia também:
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Quando era criança, a baiana era apelidada de "rolha de poço" e "Miss Butano" (companhia de gás), na adolescência tinha dificuldade para encontrar um namorado e, como consequência, se arriscava em dietas malucas de emagrecimento. A primeira dieta foi aos 9 anos sob pressão de sua mãe. "Chegou até a se ajoelhar, perguntando o que precisava fazer para eu parar de comer daquele jeito. E o pior: meu sonho era ser bailarina e no meu primeiro espetáculo de balé minha mãe nem foi assistir”, disse.
Na adolescência tinha dificuldade para encontrar um namorado (Foto: Divulgação)Aos 13 anos começou a fazer dieta com nutricionista e perdeu 12 kg. Se manteve magra até os 18 anos, quando se mudou para São Paulo.
Quando era criança, a baiana era apelidada de "rolha de poço" e "Miss Butano" (Foto: Divulgação)Aos 28 anos, quando foi morar nos Estados Unidos, Juliana disse que foi sua "desgraça". "Cheguei aos 84 kg e nem tenho fotos dessa época”, disse. Aos 29 anos, quando voltou para a Bahia, tentou entrar na linha, mas errou na mão. “Eu exagerava na academia e comia 1100 kcal, o que era pouco para tanto exercício. Oscilei de 58 quilos (30 anos) a 53 quilos (aos 34). Aos 35 voltei para os 58 kg. Passei por problemas no trabalho, fiquei bem triste e decidi me dedicar a mim mesma e a ajudar as pessoas, que como eu, sofreram danos emocionais por conta de gordura e baixa autoestima, por isso resolvi criar o meu blog”. Seu blog é o feliz100idade.com.
Aos 28 anos, quando foi morar nos Estados Unidos, Juliana disse que foi sua "desgraça" (Foto: Divulgação)Depois disso as coisas começaram a melhorar. “Comecei a fazer pilates há pouco tempo com personal trainer, na Academia Leven, e encontrei nessa modalidade o real prazer em me exercitar e sem sacrifício". Hoje sua dieta diária soma 1500 ou 1600 calorias e os exercícios são feitos três vezes por semana.
Quando começou a fazer pilates as coisas mudaram (Foto: Divulgação)
Hoje sua dieta diária soma 1500 ou 1600 calorias e os exercícios (Foto: Divulgação)
Ela não se priva de comer nem de beber o que quer, mas se controla para não abusar. “Garanto que nunca me senti tão bem. Hoje, no auge da minha boa forma, descobri que o amor da sua vida não vai estar com você pelo corpo e que, enquanto não sou suficientemente boa para mim mesma, não adianta nada. Meu marido me ama com cinco quilos a mais ou a menos, com minhas inseguranças e me admira pela pessoa que sou, não pela forma”, finalizou.

http://br.mulher.yahoo.com/blogs/notas-mulher/reeduca%C3%A7%C3%A3o-alimentar-transformou-vida-e-o-corpo-ex-191910361.html

sábado, 15 de junho de 2013

O que comer nas festas juninas?

Estamos no mês de junho e com ele vem a famosa festa junina. Neste mês, há muito tempo, comemora-se o dia de Santo Antônio, São João e São Pedro. Os conhecidos “santos casamenteiros”.o-que-comer-nas-festas-juninas-1-413
Esta época é de muita alegria, devido a festas, danças, brincadeiras, confraternizações e muitas comidas típicas: arroz doce, canjica, bolo de milho, cocada, pé de moleque, doce de abóbora, pipoca, batata doce, quentão, vinho quente, estas e outras delícias que só de pensar já nos fazem perder a cabeça! O que fazer para comer todas estas coisas e não sair fora do peso?
A resposta certa para esta pergunta é a seguinte: comer na quantidade adequada. Você pode experimentar de tudo, mas não extrapole na quantidade. Alguns alimentos típicos desta época, apesar de possuírem valor calórico elevado, contêm nutrientes e propriedades funcionais ao nosso organismo, como por exemplo:
Vinho quente: O vinho é originado através da fermentação da uva fresca. Esta bebida apesar de possuir teor alcoólico possui propriedades funcionais para o nosso organismo, segundo estudos. Se consumido com moderação pode proteger o coração contra doenças cardiovasculares, já que possui uma substância chamada flavonóide que tem ação antioxidante, que também combate os radicais livres e proporciona o rejuvenescimento das células. Outra propriedade presente no vinho é o reverastrol, que faz com que aumente as taxas de HDL (colesterol bom) no sangue. Um copo pequeno fornece aproximadamente 190kcal.
Milho: Seja como pipoca, canjica, bolo, o importante é não deixar de experimentar um pouquinho deste cereal. Possui alto valor nutritivo, contendo vitamina C, A, folato, ferro e fibras, em sua composição nutricional. É um alimento de fácil digestão. Uma espiga de milho fornece aproximadamente 108 kcal.
Batata doce: Possuidora de um sabor adocicado irresistível, este carboidrato é fonte de beta caroteno, que ajuda a evitar alguns tipos de câncer. Uma batata doce assada fornece aproximadamente 106 kcal.
Pinhão: Este delicioso petisco é fonte de proteína, tendo também em sua composição nutricional cálcio, magnésio e fibras. Cerca de 5 unidades de pinhão cozido fornecem aproximadamente 51 kcal.
Depois de conhecer um pouco mais sobre estes alimentos, aproveite para não deixar de consumir um pouco de cada neste mês especial.
O segredo para que você não adquira alguns quilinhos nestas festas é o seguinte: não exagere na quantidade. Consuma sempre uma quantidade pequena. Quando for em uma festa junina aproveite não só para comer, mas curta também o clima de alegria, as brincadeiras, a famosa quadrilha e confraternize-se com seus amigos.
Vista a sua roupa de caipira, coloque o seu chapéu de palha e bom arraial para todos!

Comer à Noite Faz Mal? Dúvidas e Respostas

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Especialistas alertam: Hipotiroidismo não causa obesidade nem remédio para a doença dá doping

publicado em 14 de fevereiro de 2011 às 21:13
por Conceição Lemes
Hoje, ao anunciar a sua aposentadoria, Ronaldo, do Corinthians, responsabilizou o hipotiroidismo para o ganho acentuado de peso nos últimos anos:
– Há quatro anos, no Milan, eu descobri que sofria de um distúrbio que se chama hipotiroidismo. É um distúrbio que desacelera o seu metabolismo, e que para controlar esse distúrbio eu teria que tomar alguns hormônios que não são permitidos no futebol porque seria doping. Muitos aqui agora talvez estejam arrependidos de terem feito chacota do meu peso, mas eu não guardo mágoa de ninguém.
Coloque a mão sob a ponta do queixo. Deslize os dedos até a parte inferior do pescoço. Aí fica a tiroide, glândula produtora dos vitais hormônios tiroidianos. O hipotiroidismo significa que eles estão sendo fabricados abaixo do nível considerado normal.
“Estranho o Ronaldo dizer que não tratou o hipotiroidismo, porque seria doping”, afirma o endocrinologista Gilberto Vieira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O tratamento é com levotiroxina, o hormônio tiroidiano sintético. O paciente toma o suficiente para atingir níveis normais no sangue. Nunca ouvi falar em doping por esse remédio.”
“O remédio não dá doping de jeito nenhum”, avisa o endocrinologista João Hamilton Romaldini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da PUC de Campinas. “A levotiroxina não é detectada na urina nem produz qualquer efeito colateral se for bem quantificada.”
“O Ronaldo usou uma má justificativa para o excesso de peso”, alerta Romaldini. “O hipotiroidismo é sonho dourado de diagnóstico de dez em cada dez gordinhos. No entanto, não causa obesidade.”
Devido à hipofunção tiroidiana, substâncias chamadas glicosaminoglicanos se acumulam nos tecidos, retendo líquido. A pessoa incha. Ao mesmo tempo, diminui a filtração dos rins. O resultado é 3 a 6 quilos a mais na doença avançada, embora nem 40% dos hipotiroideos tenham aumento de peso importante. Não há ganho de gordura. Em três meses de tratamento, o peso volta ao normal.
“Além disso, boa parte dos casos de hipotiroidismo é subclínico, ou seja, os sintomas são muito discretos”, acrescenta Vieira. “Logo, não precisaria tomar remédio prontamente, mas ser bem acompanhada. O tratamento em geral é para toda a vida, mas com a dosagem certa o metabolismo volta ao normal.”
“Ronaldo prestou um desserviço aos obesos e aos hipotiroideos”, lamenta Romaldini. “Aos obesos, ao levá-los a acreditar equivocadamente que hipotiroidismo causa obesidade. Aos hipotiroideos, que o remédio daria doping. Por causa dele, talvez alguns parem o tratamento. Pelo amor de Deus, não façam isso, sem conversar com o seu médico. O Ronaldo não sabe o que disse.”
DONA TIROIDE, PEQUENA PODEROSA
E já que o Ronaldo levantou a bola,vamos aproveitar para falar da tiroide e do hipotiroidismo. Afinal, quem não faz, toma, concordam?
Com formato de borboleta e pesando cerca de 20 gramas, a tiroide é uma das nossas principais glândulas. Ela fabrica os poderosos hormônios tiroidianos — substâncias que, via sangue, agem no corpo inteiro, no desenvolvimento e manutenção de todos os órgãos e funções. Por exemplo, ajudam o corpo a usar energia e reter calor; fazem cérebro, coração, músculos e outros órgãos trabalhar devidamente.
“A tiroide trabalha em conjunto com a hipófise (glândula situada no cérebro), num processo de feedback”, ensina Vieira.
Simplificadamente, funciona do seguinte modo: a hipófise fabrica o hormônio TSH (hormônio estimulante da tiroide), que é lançado na corrente sanguínea, de onde vai diretamente para a tiroide, levando-a a produzir hormônios tiroidianos; esses, por sua vez, agem em seguida na hipófise, controlando a quantidade de secreção de TSH, que, de novo, estimula a tiróide a fabricar seus hormônios.
E, assim, continuadamente. Se, por qualquer razão, os hormônios tiroidianos caem ou sobem um pouquinho na circulação, o organismo se defende. No ato, a hipófise  aumenta ou diminui a produção de TSH. Por isso, sempre que se quer saber como está funcionando a tiroide, tem que se “consultar” primeiro a hipófise, local mais sensível à ação dos hormônios tiroidianos. A dosagem do TSH no sangue fornece a informação.
“É como se a hipófise fosse o motorista; a tiroide, o motor do carro; os hormônios tiroidianos, a velocidade; e o TSH, o acelerador”, compara Vieira.
No hipotiroidismo, especificamente, a velocidade se reduz. O motorista pisa, então, no acelerador na tentativa de fazer com que o carro ande mais e atinja a velocidade de cruzeiro. A princípio, ele consegue, ainda que à custa de esforço maior do motor.
“Nessa fase, apenas o TSH sobe; a tiroide mantém a produção praticamente normal e a pessoa não sente nada”, explica Vieira. Mas, com a evolução da doença, não há acelerador que dê jeito. A atividade da tiroide cai, o nível dos hormônios tiroidianos baixa muito no sangue e o metabolismo do organismo todo diminui. É o hipotiroidismo.
TIROIDITE, CAUSA FREQUENTE
Má-formação da glândula, radioterapia ou cirurgia no pescoço e uso de certos medicamentos, como amiodarona (para angina e arritmia cardíaca), lítio (antipsicótico), fenilbutazona (antiinflamatório) e sertalina (antidepressivo), podem ser a causa.
Mas, em 90% dos casos, é a tiroidite de Hashimoto, doença auto-imune que acomete mais o sexo feminino — principalmente após os 40 anos:  o sistema imunológico não reconhece a tiroide como parte do corpo e a ataca, inflamando-a ou destruindo-a progressivamente.
“A tiroidite resulta da interação entre predisposição genética e fatores ambientais”, informa Romaldini.
Ou seja, é preciso nascer com o gene responsável pela tiroidite e se expor aos fatores desencadeantes, que a ciência tenta desvendar. Provavelmente fatores hormonais influenciam, já que, com freqüência, ela começa na gravidez, após o parto ou na menopausa. Iodo demais também torna a tiroide suscetível a doença auto-imune nas pessoas predispostas.
Existente principalmente em peixes e frutos de mar, o iodo é a matéria-prima básica para a tiróide fabricar hormônios. Na carência do nutriente, ela não trabalha direito. Em situação extrema, o adulto tem bócio e a criança, deficiência mental. Não é à toa que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda universalmente adicioná-lo ao sal de cozinha, pois o iodo é raro na natureza. A dose indicada é 20 a 60 miligramas de iodo por quilo de sal.
No Brasil, de 1998 a 2003, se colocaram de 40 a 100 mg/kg. Trabalho realizado na época com 2.160 crianças de várias regiões constatou, por meio de exame na urina, que 69% estavam ingerindo acima de 300 microgramas de iodo/dia, quando o recomendado pela OMS é de 100 a 300 microgramas/dia. Foi um sinal vermelho, mas hoje já está no verde. Nenhuma criança tinha alteração da função da tiróide.
TUDO EM MARCHA LENTA
Independentemente da causa, a redução dos hormônios tiroidianos no sangue leva aos poucos o organismo inteiro a “andar” em marcha lenta.
Eis o que pode provocar na pessoa afetada:
* Cansaço, desânimo, com fraqueza.
* Lerdeza para reagir às situações do cotidiano.
* Raciocínio moroso, concentração difícil e memória ruim.
* Sonolência durante o dia.
* Dores nas juntas.
* Sensação de frio quando as outras pessoas sentem calor.
* Pálpebras e rosto inchados ao amanhecer.
* Cabelos ressecados, quebradiços, que caem mais do que o habitual.
* Unhas quebradiças.
* Pele muito ressecada e grossa.
* Prisão de ventre.
* Irritação.
* Pele amarelada ou alaranjada.
* Alteração na menstruação, principalmente com aumento do
sangramento.
* Surgimento ou agravamento da depressão.
* Aumento da taxa de colesterol.
* Diminuição do apetite.
* Ganho de peso (por retenção hídrica e não por aumento de gordura) ou dificuldade de perdê-lo.
* Voz rouca.
* Aumento do tamanho da língua.
CLÁSSICO OU SUBCLÍNICO?
“Hoje, raramente atendemos hipotiroideo com tudo isso junto”, salienta Romaldini. É o hipotiroidismo clássico, ou manifesto. Usualmente, o diagnóstico é feito numa fase mais precoce, e o paciente apresenta apenas alguns dos sintomas acima, que, aliás, são comuns a diversas condições, como anemia, depressão, stress e menopausa.
Já o hipotiroidismo subclínico é, em geral, um achado laboratorial. As sociedades de ginecologia e endocrinologia preconizam o TSH para mulheres após os 40 anos, os médicos solicitam-no e o resultado dá entre 4,5 a 10 miliunidades/litro. Ou a pessoa refere cansaço que não consegue explicar direito, o médico pede o teste e o resultado vem também nesse intervalo.
O TSH, vale relembrar, é o exame para saber como a tiroide está funcionando. O normal é ter de 0,3 a 4,5 miliunidades de TSH por litro de sangue. Acima de 10, considera-se hipotiroidismo. De 4,5 a 10 miliunidades é a faixa do hipotiroidismo subclínico.
Justamente a que, neste momento, intriga médicos aqui e no exterior, que se  perguntam: será essa ligeira elevação já a doença? Será que ela piora a qualidade de vida? Será que esse cansaço vago decorre de stress ou já é um sintoma da disfunção mínima da tiroide? Pesquisas em andamento vão dar resposta a essas questões nos  próximos anos.
TSH, EXAME-CHAVE
O diagnóstico de hipotiroidismo é feito através de dosagens hormonais. Na maioria das vezes basta o TSH. Para facilitar a vida, pode-se dosar no mesmo dia o T4 livre.
Mas o TSH é o exame-chave. Seu nível aumenta ou diminui 100 vezes a cada mínima mudança do hormônio T4, portanto é o primeiro a detectar qualquer alteração de função da tiróide.
“Nos resultados normais, pode-se parar por aí”, assegura Vieira. Nos alterados, devem ser feitos mais dois testes:
1) T4 livre, particularmente útil no diagnóstico do hipotiroidismo subclínico. O T4 livre normal combinado a TSH pouco elevado indica disfunção mínima da tiroide.
2) Anticorpos antitiroide, para identificar a causa.
Resultado positivo é forte indício de tiroidite de Hashimoto, o que significa sete vezes mais risco de o hipotiroidismo progredir. Logo, esse exame pesa bastante na decisão de tratar.
ACIMA DE 10, MEDICAR
É consenso entre os especialistas: pessoas com TSH acima de 10 devem ser tratadas. Objetivo: aliviar e/ou evitar sintomas do hipotiroidismo, e principalmente prevenir suas consequências cardiovasculares e psiquiátricas.
“O hipotiroidismo está associado a aumento de colesterol, favorecendo aterosclerose e infarto do miocárdio”, justifica Romaldini. “Também pode alterar o humor, contribuindo para a depressão.”
A terapia consiste em tomar diariamente, e para o restante da vida, comprimidos de levotiroxina (há várias marcas comercializadas no Brasil). É hormônio T4 sintético. Não cura o hipotiroidismo, apenas substitui o que a tiróide doente não está produzindo em quantidade suficiente. A melhora dos sintomas é lenta, podendo levar meses se eles forem intensos.
OBSERVAR VERSUS TRATAR
Já o tratamento do hipotiroidismo subclínico é controverso. Alguns médicos tratam toda pessoa com 4,5 de TSH. Já a conduta do Ambulatório de Tiroide da Unifesp é não tratar paciente com TSH entre 4,5 e10, salvo se tiver queixa importante ou fator de risco associado. E, a cada seis meses, o paciente passa por nova avaliação. Se alterar o TSH ou o quadro clínico, inicia-se o tratamento.
Ou seja, deve-se acompanhar e agir na hora certa em cada caso. “O motivo não é econômico”, frisa Gilberto Vieira. “É para evitar a medicalização desnecessária.”
Na verdade, são várias as razões contra o tratamento indiscriminado de pessoas com TSH pouco elevado:
1) O tratamento precoce não previne a destruição da tiróide, pois não age na causa. A doença propriamente dita continua evoluindo. É uma terapia substitutiva, tal como a insulina para diabéticos.
2) Parte dos pacientes tem elevação circunstancial do nível de TSH, normalizando naturalmente depois.
3) A doença tem evolução lenta. Dos pacientes com hipotiroidismo subclínico, 2% a 5% por ano progredirão para o hipotiroidismo manifesto. A alguns isso acontecerá no ano seguinte. A outros, 10, 15 ou 20 anos depois. Logo, tem gente que tomará remédio por tempo prolongado sem precisar.
4) Avaliação das principais pesquisas feitas no mundo sobre hipotiroidismo subclínico concluiu recentemente que não há evidências científicas suficientes para recomendar o seu tratamento de rotina.
5) O tratamento pode causar hipertiroidismo. E hipertiroidismo provoca fibrilação atrial (batimentos anormais do ritmo cardíaco), o que ocasiona infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, além de levar à osteoporose.
“É quase impossível manter os hormônios tiroidianos em níveis adequados no sangue quando o TSH está em 4, 5 ou 6”, alerta Romaldini. “Por isso, em pacientes com 4 a 8 de TSH, é preferível acompanhar em vez de tratar, a menos que ele tenha fator de risco associado, como aumento do colesterol total e da fração LDL (o ‘mau’ colesterol), angina, doença do pânico ou depressão que não melhora com antidepressivos, diminuição de memória e de concentração.”
A propósito, muitíssima atenção: “A grávida hipotiroidea, mesmo subclínica, precisa ser sempre tratada”, avisa Vieira. A tiroide do feto só começa a funcionar entre a 12ª a 15ª semana de gestação, fase em que depende exclusivamente dos hormônios tiroidianos passados pela mãe. Aí, o hipotiroidismo materno pode afetar o cérebro do bebê, comprometendo o seu desenvolvimento neuropsicomotor.
PARTICIPE DA DECISÃO
Provavelmente a esta altura, você deve estar se perguntando: afinal, quem está sujeito a ter hipotiroidismo?
Certamente têm mais risco as pessoas com história familiar de doença tiroidiana, quem tem mais de 60 anos e as mulheres. “Se sentir cansaço, desânimo ou depressão que não consegue explicar direito, consulte o seu médico”, orienta Romaldini. “Pode ser que não seja stress ou excesso de trabalho, mas hipotiroidismo.”
Se porventura o TSH der pouco alterado, lembre-se de que cada caso é rigorosamente um caso. Participe da decisão de iniciar ou não a medicação de imediato. O tratamento é para a vida toda.
“Tem muita gente sendo rotulada de hipotiroidea desnecessária e equivocadamente”, adverte Vieira. “Está havendo excesso de diagnóstico e de tratamento. Por trás, está a pressão dos laboratórios farmacêuticos para vender mais hormônio tiroidiano sintético.”
Cuidado, portanto. Qualquer opção exige acompanhamento periódico, pois a tiróide muda. O hipotirodismo, além de doença do momento, é um dos negócios da hora.
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PS1 do Viomundo:  A informação  de que hipotiroidismo não causa obesidade consta do livro Saúde — A Hora é agora, do qual, eu Conceição Lemes, sou coautora. O professor Milton de Arruda Martins, titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP, e o doutor Mario Ferreira Júnior, responsável pelo Centro de Promoção da Saúde do Hospital das Clínicas de São Paulo,  são os outros coautores. Entrevistei  70 profissionais de saúde entrevistados, principalmente do HC-FMUSP, para fazer este livro.
PS2 do Viomundo: O doutor Gilberto Vieira, da Unifesp, é corinthiano. Roxo.
PS3 do Viomundo: Infelizmente,  médicos  desatualizados contribuem para a disseminação da ideia errada  de que o hipotiroidismo causa obesidade. Os dois médicos entrevistados — os doutores Gilberto Vieira e João Hamilton Romaldini são  referência nacional na área. E tudo o que eles disseram sobre hipotirodismo é conhecimento baseado nas mais recentes evidências científicas.
PS4 do Viomundo: Os médicos entrevistados não disseram que Ronaldo mentiu sobre o diagnóstico nem que ele não tem hipotiroidismo. Apenas que, do ponto científico/médico, as declarações dele sobre hipotiroidismo-obesidade e remédio para hipotiroidismo-doping estão equivocadas.
PS5 do Viomundo: A título de hipótese, o caso de Ronaldo seria hipotiroidismo subclínico, leve. Se ele tivesse TSH acima de 10, estaria obrigatoriamente se tratando, para baixar esses níveis a títulos normais. Do contrário, não aguentaria jogar.  E se jogasse, correria o risco de infarto. Nenhum médico permitiria isso.

Psicólogos ajudam pacientes a emagrecer com balão imaginário no estômago

Tatiana Pronin
Do UOL, em São Paulo
  • Arquivo pessoal
    A psicóloga Vânia Calazans simula sessão de hipnose; a paciente imagina que está num centro cirúrgico para inserção de um balão intragástrico A psicóloga Vânia Calazans simula sessão de hipnose; a paciente imagina que está num centro cirúrgico para inserção de um balão intragástrico
Colocar um balão no estômago para comer menos é uma ideia que provavelmente já passou pela cabeça de quem já tentou de tudo para emagrecer e não teve sucesso. Mas todo mundo sabe que o procedimento, apesar de menos invasivo que a cirurgia de redução de estômago, tem seus riscos e só é indicado para pacientes graves. Então, que tal colocar um balão imaginário, numa sessão de hipnose?
Se para você hipnose é coisa de charlatão que faz show no circo, saiba que a ferramenta tem sido adotada, há bastante tempo, por profissionais de saúde para tratar problemas como dor, ansiedade e depressão. E lutar contra a compulsão por comida está no escopo de alguns especialistas.
Um dos profissionais que abraçou a estratégia é o psicólogo Benomy Silberfarb, de Porto Alegre, autor do livro "Hipnoterapia Cognitiva" (Ed. Vetor). Aplicado por ele desde 1998, o chamado "Balão Intragástrico Imaginário" foi adaptado de um método desenvolvido por especialistas espanhóis.
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que só é hipnotizado quem quer, e a pessoa fica consciente o tempo todo. O transe é mais um estado de relaxamento profundo, em que é mais fácil visualizar o que o terapeuta propõe. "Se a pessoa quiser levantar no meio da sessão e ir embora, ela vai", explica o psicólogo.
Em segundo, o trabalho não consiste somente em colocar o balão imaginário e pronto. No método desenvolvido pelo psicólogo, a hipnose é apenas um coadjuvante da terapia cognitivo-comportamental clássica, que em resumo consiste em fazer a pessoa entender o que a leva a comer demais e propor instrumentos para modificar o padrão. Em paralelo, o paciente deve ter uma proposta alimentar bem definida e praticar alguma atividade física.
"Não é mágica", enfatiza a psicóloga Vânia Calazans, que aplica a técnica de Silberfarb em seu consultório, em São Paulo. O trabalho completo envolve pelo menos doze sessões e só nas consultas finais é que o balão é "colocado", desde que o terapeuta avalie que vai funcionar para aquele caso. Antes disso, porém, o paciente já aprende a identificar gatilhos e mudar seu comportamento diante da comida e, segundo a psicóloga, já começa a emagrecer.

Vídeo de curso mostra como é uma sessão para 'colocar' o balão 

Cirurgia imaginária
Embora seja apenas parte do processo, a "colocação" do balão é bem peculiar. Para ajudar o paciente a vivenciar o "procedimento", Silbefarb utiliza um software que simula sons de um centro cirúrgico, com monitor cardíaco e tudo. O braço de quem está sob hipnose é tocado no momento da "aplicação da anestesia" e a pessoa ouve até o "cirurgião" encher o balão, depois que ele é colocado no estômago por meio de uma pequena "incisão" na barriga.
"Peraí": mas o balão intragástrico, na vida real, não é colocado por endoscopia? Sim, mas no universo da hipnose, as coisas não precisam ser tão realistas. Afinal, o paciente hipnotizado precisa falar durante o processo (para dar feedback ao terapeuta). E, convenhamos, ninguém gosta de imaginar um cano entrando pela garganta.
Nas sessões seguintes, o paciente aprende a se auto-hipnotizar e é orientado a "fazer a manutenção" em casa. Algo simples - uma espécie de mantra que a pessoa entoa algumas vezes antes de dormir, uma ou mais vezes por semana. Terminada a fase das consultas semanais, o ideal é que o paciente vá ao consultório uma vez por mês até se sentir independente. O preço de cada sessão varia entre terapeutas, mas equivale a uma consulta com psicólogo.
Vale dizer que nem todo mundo é suscetível à hipnose. "Cerca de 98% dos pacientes são, e isso é algo hereditário", diz Silberfarb. Em 1% dos casos, a pessoa simplesmente não quer ser hipnotizada, muitas vezes por não aceitar a ideia de não ser quem está no controle - algo que tem a ver com a personalidade. A parcela restante é de indivíduos com transtornos psicológicos graves ou com deficit de atenção alto.
Aversão ou âncora
Uma das etapas do trabalho consiste em fazer o paciente desenvolver autocontrole diante das tentações alimentares. E cada um tem seu ponto fraco: algumas pessoas não resistem a um pedaço de bolo, por exemplo, enquanto outras não abrem mão da cervejada no fim de semana.

"Recurso auxiliar"

A resolução nº 013, publicada em 2000 pelo Conselho Federal de Psicologia, regulamenta o uso da hipnose como "recurso auxiliar do trabalho do psicólogo".

O documento estabelece, no entanto, que a hipnose não pode ser usada pelo psicólogo como "instrumento de mera demonstração fútil ou de caráter sensacionalista", nem criar situações constrangedoras às pessoas que estão se submetendo ao processo
Com a hipnose, os terapeutas conseguem simular situações de exposição ao alimento e aversão. Se o paciente tem nojo de cabelo na comida, por exemplo, pode imaginar, durante o transe, um monte de fios espalhados naquele prato de macarronada que o faz sair da dieta todo domingo.
Calazans deixa claro que ninguém vai passar a ter náuseas toda vez que se deparar com o prato predileto. Apenas vai ter mais força de vontade para dizer "não, obrigado". E aí um padrão positivo se concretiza: a pessoa percebe que é capaz, sim, de recusar a iguaria sem sofrer. "Conforme isso se repete, vira um hábito", garante a psicóloga.
Outra estratégia utilizada no processo é o que a especialista chama de instalação de âncoras. Ou seja: a pessoa adota algum comportamento para desfazer o gatilho da compulsão. Se ela abre a gaveta e pega um chocolate sempre que está estressada, "aprende", com ajuda da hipnose, a trocar a atitude por um gesto, como fazer uma figa, por exemplo. Pode parecer coisa de maluco, mas Calazans esclarece que, à medida que a pessoa ganha autoconfiança, vai perdendo a necessidade de usar essas muletas.
Cada caso, uma saída
Mesmo sabendo que não viria a ter ânsia diante dos doces, sua maior paixão, a advogada Luciana Jantalia não quis fazer esse tipo de associação durante a hipnose. Nem por isso ficou sem alternativa: ela se condicionou, nas sessões, a trocar o pedaço de bolo por uma fruta ou um copo de água. E, para ela, deu certo. "Estou desde outubro do ano passado sem comer doce", comemora.
Depois da "colocação" do balão, a advogada também percebeu que podia se satisfazer com quantidades menores. Resultado? Ela perdeu 17 kg nos últimos oito meses e recuperou a autoestima (ela já evitava aparecer em fotos, por causa do peso).
Jantalia confessa que tinha "um pé atrás" em relação à hipnose, mas hoje acredita que a técnica pode ser útil em diversos aspectos da vida. Tanto que agora está utilizando o mesmo tipo de terapia com foco na profissão.
Vitória Pereira também admite que tinha uma noção estereotipada sobre a hipnose. Mas ela já tinha testado diversas soluções malucas, como a dieta da sopa e a do limão, e só continuava a engordar. Então decidiu matar a curiosidade, depois de ler sobre o balão imaginário na internet. Depois de começar a terapia, viu que o transe nada mais é que "um relaxamento gostoso".
  • Ilustração mostra como é o balão intragástrico de verdade
Após vencer a compulsão pelos doces e diminuir as porções, com ajuda do balão imaginário, ela emagreceu 14 kg. "Foram mais ou menos 3 kg por mês", conta. Está há dois meses fazendo a "manutenção", com uma sessão por semana de auto-hipnose. Assim como Jantalia, ela diz que "a comida deixou de ser o mais importante".
Resta saber se os efeitos serão duradouros. Os psicólogos juram que os pacientes com os quais ainda mantêm contato não voltaram a engordar. Dois especialistas em obesidade procurados pelo UOL preferiram não se manifestar sobre a técnica, por não conhecê-la, e comentaram que as pessoas que querem emagrecer devem buscar estratégias comprovadas por estudos científicos.

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/06/08/psicologos-ajudam-pacientes-a-emagrecer-com-balao-imaginario-no-estomago.htm

Nana Caymmi canta Se todos fossem iguais a você - 1999




Conheça as 10 modelos plus size mais famosas do momento

A indústria da moda está mudando e o padrão de beleza da modelo magra também está passando por transformações. O universo fashion está abraçando as mulheres mais gordinhas e lançando muitas modelos plus size. O Huffington Post reuniu as dez modelos que fazem um grande impacto no mundo da moda nos dias de hoje. Veja:
Jennie Runk
Jennie Runk (Foto: Divulgação)
Runk é muito nova no cenário da moda, mas já está estampando as revistas. Em abril ela posou para a H&M para uma linha de maiôs e se tornou a primeira modelo plus-size da empresa a ostentar a sua roupa.
Durante o ensaio de fotos, ela afirmou que toda a atenção à campanha foi uma surpresa. "Sinto-me obrigada a mostrar para as meninas que estão passando pela mesma coisa que eu que é aceitável ser diferente. Elas vão crescer fora deste constrangimento. É preciso apenas se concentrar em ser a melhor versão possível de si mesmo e parar de se preocupar sobre suas coxas. Não há nada de errado com elas", disse.
Saffi Karina
Saffi Karina (Foto: Divulgação)
Em abril, foi anunciado que a modelo britânica Karina estaria estava começando um workshop de modelo plus-size. Curve Project London dá aulas de cabelo e maquiagem, sessões de fotos, aulas de passarela, dicas de fundição e experiência de trabalho com estilistas. Isso tudo para meninas mais gordinhas. Karina é uma ex-modelo "regular", que decidiu mudar para plus-size.
Crystal Renn
Crystal Renn (Foto: Getty Images)
Apesar de exibir silhueta enxuta atualmente, a modelo foi uma das primeiras a se posicionar sobre as dificuldades em manter o corpo nas medidas exigidas pela indústria da moda. Crystal desenvolveu desordens alimentares e decidiu cuidar da saúde. Foi então que conseguiu seguir com a carreira, agora como modelo plus size.
Ela disse que as marcas deveriam fazer as amostras em tamanho maior do que as normalmente criadas no manequim 0, que corresponde ao 34 aqui no Brasil.
Justine LeGault
Justine LeGault (Foto: Divulgação)
A Elle Quebec lançou LeGault na capa de sua edição de maio de 2013. A modelo canadense expressou sua alegria com a decisão da revista em seu Facebook.
"Eu só tenho um feedback positivo sobre a minha capa. Parece que as pessoas não estão mais tão chocado ao ver as curvas nas mídias. Esta é uma ótima notícia", disse.
Robyn Lawley
Robyn Lawley (Foto: Divulgação)
Ela é a supermodelo das modelos plus-size. Ela já estampou inúmeras capas de revistas, incluindo Vogue Itália, Marie Claire e Elle França. Além disso, ela é a primeira modelo plus-size para estrelar uma campanha de uma marca famosa.  Em setembro de 2012, Lawley foi estrela de uma série de anúncios da Ralph Lauren.
"Há tantas modelos plus-size em Nova York indo tão bem no momento", disse. "Isso só vai ficar melhor", acrescentou.
Tara Lynn
Tara Lynn (Foto: Divulgação)
Você sabe que está fazendo algo certo quando uma grande revista te coloca na capa especificamente para destacar positivamente suas curvas. Em fevereiro de 2012, a capa da Elle França declarou Lynn como "o corpo", ou seja, ela representou um ideal para todas as mulheres. A. Beleza arrebatadora de Lynn é motivo de comemoração.
Ashley Graham
Ashley Graham (Foto: Getty Images)
Graham reagiu às críticas após um anúncio seu ser banido na Fox e ABC. Ela disse que a ideia de proibir o anúncio era "triste" e passou a denunciar as empresas.
"As meninas da Victoria's Secret podem se exibir em torno de suas calcinhas durante todo o dia. Mas quando há uma mulher um pouco maior, isso acaba imediatamente", disse.
Tess Munster
Tess Munster (Foto: Divulgação)
Entre a infinidade de blogs de moda que se aglomeram na web, é bom ver um que ganhou popularidade para a demonstração de moda plus-size. Munster, o cérebro por trás do blog The Plus Size Life, posou para o site usando trajes de banho. Munster prova que você não tem que ser muito magro para usar roupas da moda.
Candice Huffine
Candice Huffine (Foto: Divulgação)
Huffine mostra que meninas plus size também podem ser sexy. Em maio de 2012, ela estampou a S Moda completamente nua. Dentro da revista, Huffine deu uma entrevista em que mostrou uma visão sobre como os modelos plus-size estão influenciando a percepção do corpo feminino das pessoas:
"O editorial abriu os olhos da indústria e provou que somos belas modelos e sexy . Agora as pessoas querem ver mais", disse.
Velvet d'Amour
Velvet d'Amour (Foto: Getty Images)
A modelo ganhou fama em 2006 como modelo plus-size, durante o desfile de Jean Paul Gaultier em Paris. Ela também é defensora da transformação da indústria da moda. Atualmente dirige sua própria revista, VOL UP 2, que permite que os leitores vejam "corpos reais".