OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:

Os textos a seguir são dirigidos principalmente ao público em geral e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes de cada assunto abordado. Eles não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores às informações aqui encontradas.

Mens sana in corpore sano ("uma mente sã num corpo são") é uma famosa citação latina, derivada da Sátira X do poeta romano Juvenal.


No contexto, a frase é parte da resposta do autor à questão sobre o que as pessoas deveriam desejar na vida (tradução livre):

Deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são.
Peça uma alma corajosa que careça do temor da morte,
que ponha a longevidade em último lugar entre as bênçãos da natureza,
que suporte qualquer tipo de labores,
desconheça a ira, nada cobice e creia mais
nos labores selvagens de Hércules do que
nas satisfações, nos banquetes e camas de plumas de um rei oriental.
Revelarei aquilo que podes dar a ti próprio;
Certamente, o único caminho de uma vida tranquila passa pela virtude.
orandum est ut sit mens sana in corpore sano.
fortem posce animum mortis terrore carentem,
qui spatium uitae extremum inter munera ponat
naturae, qui ferre queat quoscumque labores,
nesciat irasci, cupiat nihil et potiores
Herculis aerumnas credat saeuosque labores
et uenere et cenis et pluma Sardanapalli.
monstro quod ipse tibi possis dare; semita certe
tranquillae per uirtutem patet unica uitae.
(10.356-64)

A conotação satírica da frase, no sentido de que seria bom ter também uma mente sã num corpo são, é uma interpretação mais recente daquilo que Juvenal pretendeu exprimir. A intenção original do autor foi lembrar àqueles dentre os cidadãos romanos que faziam orações tolas que tudo que se deveria pedir numa oração era saúde física e espiritual. Com o tempo, a frase passou a ter uma gama de sentidos. Pode ser entendida como uma afirmação de que somente um corpo são pode produzir ou sustentar uma mente sã. Seu uso mais generalizado expressa o conceito de um equilíbrio saudável no modo de vida de uma pessoa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Mens_sana_in_corpore_sano


domingo, 16 de novembro de 2014

Obesidade e autoestima: reeducação alimentar e prática esportiva como mudança de atitude.

Obesidade e autoestima: reeducação alimentar e prática esportiva como mudança de atitude.
A obesidade é considerada hoje uma doença crônica, uma epidemia, sendo já considerada pela OMS como a doença do século XXI, que provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas outras doenças e causa a morte precoce. “Sabemos que os transtornos emocionais são inimigos na luta contra o excesso de peso. Muita gente acaba descontando todos os problemas na comida, o que leva ao aumento de peso, ansiedade e perda da auto-estima. Como se não bastassem também os inúmeros danos ao corpo, a obesidade causa uma brutal redução na auto-estima e na qualidade de vida”, afirma a endocrinologista e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho.  
Com a auto-estima abalada, existem duas tendências sociais angustiantes para pessoas acima do peso ideal; uma é a grosseira e desumana discriminação estética e a outra é encarar o obeso como uma pessoa que não tem força de vontade e que ele é assim por que é preguiçoso. Algumas vezes, isto gera preconceito em relação à pessoa obesa, dificuldades para relacionamentos sociais e afetivos, problemas para encontrar emprego e até mesmo quadros psiquiátricos conseqüentes desta marginalização. Segundo Soraya, auto-estima significa acreditar e gostar de si mesmo sem restrições. “Conhecer as próprias qualidades e defeitos, acreditar e confiar em si e achar-se merecedor das coisas boas”, explica a psicanalista.
No caso da obesidade é preciso reconhecer essa situação com honestidade, olhar-se no espelho e assumer-se. De acordo com a psicanalista, quando reconhecemos a realidade temos as opções de mudá-la ou não. “Nós não somos motivados a mudar aquilo cuja realidade negamos. Se olharmos no espelho e acharmos que estamos bem, ignorarmos nosso sobrepeso, não teremos motivação para mudar. Isto é um bloqueio que vai se fortalecendo cada vez mais. Quando aceitamos que estamos realmente fora do peso então podemos promover a mudança mais rápida”, argumenta a psicanalista.
Para a endocrinologista, nossa cultura altamente consumista tem por hábito a ingestão excessiva de alimentos supérfluos, como doces, salgadinhos, e guloseimas. Inclusive no relacionamento social, agraciamos nossas visitas, amigos, clientes ou grupos culturais com jantares, lanches, happy hour, cafezinho, bolo. “Além da nossa cultura que alimenta essa tendência, o mundo moderno traz obesidade, ou seja, quanto mais as cidades se urbanizam e a tecnologia se expande, mais aumenta a prevalência da obesidade”, alerta Soraya.
Soraya explica que nesses casos deve-se tratar completamente o paciente, tanto o quadro clínico como o psíquico. “Com um obeso, por exemplo, devemos cuidar do excesso de peso e o quadro depressivo, para que se conscientize e consiga iniciar uma dieta e recuperar a auto-estima. Do contrário, não conseguirá vencer. É essencial mostrar para a pessoa outras formas de prazer, de se sentir bem, ter auto-estima para lidar com a nova fase de emagrecimento”, exemplifica ela. 
A médica dá outras dicas: Praticar exercícios físicos, que ajudam a melhorar os sintomas da depressão, principalmente os treinos aeróbicos, como caminhada, corrida e natação. “A atividade física faz bem pra saúde, eleva a liberação de endorfina, substância que promove o bem-estar”, orienta Soraya. Mudanças na alimentação também são importantes, segundo ela. “O corpo é uma máquina, pqra funcionar direito precisa de combustível. Com alimentos adequados o organismo reage melhor. A educação alimentar é pra vida toda”, finaliza a médica.  
Fonte para entrevistas: Médica e Psicanalista Soraya Hissa de Carvalho.
Informações para a Imprensa:
Ampla Soluções em Comunicação: Liège Camargos e Aline Barbosa
(31) 3225-1116 / 3241-9241 / 8899-0353
Fonte: http://www.saude.com.br/site/materia.asp?cod_materia=117
 Beijo no coração de vocês, muita paz, saúde e até mais!
 
http://anafayerterra.blogspot.com.br/2013/10/obesidade-e-autoestima.html
 
 
 
 
 

domingo, 9 de novembro de 2014

Hunza, o povo que não envelhece e vive até 120 anos

Imagine você com 85 anos de idade, mas parecendo que tem apenas 45. Seria legal, não? E mulheres que têm filhos depois de idosas sem sofrer nenhum problema com isso, o que acha disso? Parece utopia, conto de fadas? Nada disso! Isso — e muito mais — é normal para os habitantes do Vale de Hunza.
Situado nas montanhas do Himalaia, no extremo norte da Índia, onde se juntam as terras de Caxemira, Índia e Paquistão, o local chamou muita atenção quando, em 1916, alguns ingleses que faziam a atualização do mapeamento da região descobriram este pequenino reino incomum, que logo foi apelidado de “Jardim do Éden” no Planeta Azul.

São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu, que falam um idioma próprio (Burushaski) sem relação com nenhum outro existente.
Os habitantes ganharam fama por serem um povo feliz, simpático, sempre alegre e ativo, em que diversas pessoas vivem tranquilamente com mais de 110 anos de idade — alguns chegam até mais de 120 —, e com um detalhe fundamental: sem sofrer doenças graves nem problemas sérios de saúde — praticamente um milagre nos dias atuais.

Tem explicação?

De acordo com o médico escocês, Dr. Mac Carrisson, que descobriu essa galera por curiosidade e acabou convivendo com eles por sete anos, o segredo da saúde em Hunza está na alimentação de seu povo, sempre a base de cereais integrais, frutas (principalmente o Damasco, considerado sagrado na região), verduras, castanhas, queijo de ovelha e o inusitado pão de Hunza, sempre respeitando uma restrição calórica de 30%.
O pão de Hunza
Porém, com uma diferença: tudo 100% orgânico, sem vitaminas sintéticas (produzidas em laboratórios), assim como os agrotóxicos e adubos químicos, que são extremamente comuns em boa parte do globo e acabam matando o organismo humano ao longo de uma média de 75 anos, o que explica o crescente número de casos de câncer e AVC no planeta.
Além disso, os Hunza só tomam duas refeições por dia, sendo que a primeira acontece só ao meio-dia. Ou seja, eles passam boas horas em jejum, mas nunca parados, agindo como sedentários, e sim com diversas atividades físicas. A carne não é totalmente cortada na dieta, mas é comida apenas em ocasiões especiais, e sempre em pequenas quantidades.

Aliás, é interessante informar a você que qualquer tipo de exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial.

Era uma vez um paraíso...

O Vale de Hunza é governado pelo rei Jaman Khan, um monarca que adora mergulhar em montanhas de dinheiro e acabou deixando que ingleses e americanos fossem para lá a partir da década de 20, iniciando a destruição deste paraíso na Terra.
Com isso, a criançada largou boa parte dos velhos costumes e passou a comer hambúrguer freneticamente, tomar Coca-Cola e se preocupar com formação acadêmica tradicional, se tornando apenas um “gado da matrix”. Atualmente, existem diversas escolas inglesas nos vilarejos de Hunza, como Chapursan, Tajik ou Sust, onde as crianças aprendem a serem “civilizadas” pela máquina do sistema.

Sendo assim, as pessoas passaram a morrer mais cedo de umas décadas para cá, com apenas 70 ou 80 anos em média. Hoje em dia, são bem poucas as famílias que ainda mantêm a tradição original de longevidade que mar

cou o povo de Hunza durante sua história, infelizmente.
Fonte(s)
Imagens
Leitor Colaborador Felipe Souza, Bruna Prado
 
http://www.megacurioso.com.br/misterios/45654-hunza-o-povo-que-nao-envelhece-e-vive-120-anos.htm 

Lenda urbana: Hunza, o povoado vegetariano que vive mais de 120 anos

boato diz que povoado não envelhece e vive mais de 100 anos
Boato – Povo que vive entre a Índia e o Paquistão encontrou a fórmula da longevidade na dieta vegetariana e banho gelado.
Quem não quer viver mais? Todos querem. Um pouquinho mais de tempo aqui, um pouquinho mais de tempo ali, não é por isso que vivemos correndo? Porque queremos mais tempo?
Curta também a nossa página no Facebook e não caia em boatos
boato diz que povoado não envelhece e vive mais de 100 anos (1)E a procura pela capacidade de viver mais não é só nossa (sociedade contemporânea ocidental do século XXI). Os gregos também acreditavam num lugar sagrado capaz de rejuvenescer pessoas, assim como o povo hindu séculos antes de Cristo. Acredita-se que até Alexandre, O Grande queria achar a tão famosa Fonte da Juventude.
Se pararmos para pensar, a fonte da juventude de hoje é tudo aquilo que fazemos para viver mais e parecer que temos menos idade. Comer saudavelmente, praticar exercícios físicos, dormir bem, por um botoxzinho no rosto, usar creme todas as noites, uma bolsa de água quente para tirar as marcas de insônia, e etc, etc, etc.
Aí, como estamos desesperados por mais tempo, e por aparentar ter mais tempo fica fácil acreditar que existe alguém que encontrou a fórmula perfeita para viver mais. Neste caso, vários alguéns. Um povoado inteiro que vive por mais de 100 anos porque tem uma vida balanceada, adotam uma dieta vegetariana, tomam banho super gelado.
Confira na íntegra a postagem sobre o povo que demora muito mais que nós para morrer e que viralizou na internet:
‘Conheça o segredo dos Hunza, um povoado vegetariano que vive uma média de 120 anos
Você sabia que lá entre a fronteira entre a Índia e o Paquistão, vive uma população que é conhecida como o “oásis da juventude”, que possui uma alimentação vegetariana e que seus habitantes vivem em média 120 anos?
Pois é, os moradores desse povoado, os hunza, habitam sobre o vale do rio Hunza, quase nunca ficam doentes e têm uma aparência de juventude.
…
Os segredos desse aspecto sempre saudável, pode ser o fato de que eles tomam banhos super gelados a 15 graus abaixo de zero, praticam esportes, e é comum à uma mulher dar à luz aos 65 anos. A alimentação é baseada em frutas, verduras cruas, damascos secos, grãos germinados e queijo de ovelha.
…
 A dieta inclui em média 1900 calorias. E é precisamente essa dieta, que permite a notável longevidade [...]’.
Vamos por as coisas na ordem então. Fatos primeiro, mitos depois. O povo Hunza existe mesmo. Vive realmente entre a Índia e o Paquistão, tem uma dieta balanceada e realizam atividades físicas de acordo com as necessidades do povoado (plantação, colheita, estoque e armazenagem de comida, criação de animais, entre outras coisas).
No entanto, eles não são vegetarianos, não chegam todos aos 120 anos, não aparentam ser todos jovens e não são imunes a tudo. Como sabemos? Bom, graças ao livro Lost Kingdom os the Himalayas do pesquisador John Clark que esteve na região do povo hunza e viveu com eles por 20 meses, comprovando que eles adoecem sim, que eles envelhecem sim, que eles comem carne sim e que idade para eles não tem nada a ver com calendário.
O povo hunza não é vegetariano. Comem carne e praticamente todas as partes do animal que consomem. Além disso, a dieta hunza utiliza muito da gordura desses animais na feitura de queijo e manteiga. Por causa da dificuldade de pastoreio com o leite do Yak, da ovelha e da cabra eles produzem seus derivados cheios de carboidratos e consomem a carne de fêmeas velhas e alguns machos. Mas, também comem vegetais e grãos que estocam durante a estação quente para consumo durante o inverno.
Os hunza também envelhecem (desolem-se). A aparência das pessoas do povoado não é sempre jovem e há vários anciões entre eles (vide fotos no Google imagens). Aliás, a noção de idade para eles é diferente da nossa, porque não tem a ver com a data de nascimento e sim com a experiência e sabedoria que se tem na vida. Assim, uma pessoa de 50 anos pode ter 130 em sabedoria, e que se dane o calendário.
Sobre o banho gelado, não há comprovação científica de que isso interfira favoravelmente na longevidade dos hunza, nem na mencionada super resistência a doenças. Eles também adoecem e tem uma alta taxa de mortalidade como comprovou Clark.
Ahhhhh é tudo mentira? Praticamente. O povo hunza tem sim um modo próprio de viver, mas não vivem muito mais que o resto do mundo. Trata-se de um povoado singular e que por isso sempre servem de origem para boatos, até a história de que eles são imunes ao câncer já rodou por aí. Tudo boato (choro, soluço e lenços de papel). Voltemos para a nossa correria e os renews da vida então.

Sobre Hellen Bizerra

 

http://www.megacurioso.com.br/misterios/45654-hunza-o-povo-que-nao-envelhece-e-vive-120-anos.htm 

O segredo dos Hunza, o povo que não envelhece


Mulheres de 40 anos com aparência de adolescentes, outras dão à luz aos 65 e maioria das pessoas vive mais de 110 anos. Conheça os Hunza, o povo que "não envelhece".
O vale do rio Hunza, na fronteira com a Índia e o Paquistão, é chamado de "oásis de juventude", e não é em vão: os habitantes da região vivem até 110-120 anos, quase nunca ficam doentes e possuem uma aparência muito jovem.


O povo de Hunza destaca-se em muitos aspectos entre as nações vizinhas tanto que fisicamente lembram os europeus e falam sua própria língua-o burushaski- que é diferente de qualquer outra no mundo, e professam um Islã especial, o ismaelita, informa o site Marketium.
No entanto, o mais surpreendente desta pequena nação situado entre as serras da região é a sua notável capacidade de manter sua juventude e saúde: os hunza banham-se em água gelada, mesmo a 15 graus abaixo de zero, jogam jogos desportivos, inclusive após os 100 anos, mulheres 40 anos parecem adolescentes e de 65 dão à luz. No verão, comem frutas e vegetais crus; no inverno, damascos secos, brotos de feijão e queijo de ovelha.
O médico escocês Robert McCarrison, que foi o primeiro a descrever o 'Vale Feliz', enfatizou que os Hunza consomem quase nenhuma proteína. Um dia, em média, comem 1.933 calorias, incluindo 50 gramas de proteína, 36 gramas de gordura e 365 gramas de carboidratos.
De acordo com as conclusões de McCarrison, precisamente a dieta é o principal fator da longevidade desta nação. Por exemplo, as nações vizinhas, que vivem nas mesmas condições climáticas, mas não comem adequadamente, sofrem de uma variedade de doenças e têm uma expectativa de vida 2 vezes mais curta.
Outro especialista, R. Bircher, destacou os seguintes benefícios do padrão alimentar dessa nação incrível: é vegetariano, tem uma grande quantidade de alimentos crus, frutas e vegetais predominam na dieta, os produtos são totalmente naturais e têm períodos regulares de jejum.
Sobre o segredo de sua longevidade, o povo de Hunza recomendam manter uma dieta vegetariana, trabalhar e estar em constante movimento. Entre outros benefícios desta forma de vida, figuram a alegria incluem - os hunza sempre estão de bom humor - e controle dos nervos, não conhecem o stress.

Vale de Hunza com riacho vindo das montanhas geladas
Povo do Vale de Hunza
Este povo está situado nas montanhas do Himalaia no extremo norte da Índia, onde se juntam os territórios de Caxemira, Índia e Paquistão. São apenas 30 mil habitantes em um vale paradisíaco com 2500 mil metros de altitude, nas montanhas do Kush Hindu.
Vale de Hunza com as montanhas geladas e o córrego proveniente das geleiras.
A região onde vive os Hunza é chamada de “Oasis da Juventude”. Seus habitantes amigáveis e hospitaleiros quase nunca ficam doentes, eles aparentam serem muito mais jovens do que realmente são e lá processo de envelhecimento parece caminhar mais lento. Inclusive pessoas com 100 anos disputam partidas a céu aberto. Não é raro os anciões atingirem os 130 anos e alguns deles os 145 anos, segundo Chrisitan H Godefroy autor do livro ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”.

Foi um médico escocês, Mac Carrisson que descobriu esse povo e com ele conviveu por 7 anos. Primeiramente constatou que os Hunzas eram dotados de uma saúde excepcional. Parece que eram imunizados contra as doenças modernas principalmente o câncer e o infarto do miocárdio e que não conheciam a palavra, doença. De fato, eles estão resguardados da artrite, varizes, obstipação intestinal, úlceras gástricas, apendicites e o mais surpreendente é que as crianças não apresentam caxumba, sarampo ou varicela e a mortalidade infantil é muito baixa. Não é raro ver os Hunzas de 90 anos procriarem e as mulheres com mais de 80 anos passarem por mulheres ocidentais com 40 anos, isto se estiverem em plena forma.
O Dr. Mac Carrisson referiu ter encontrado mulheres Hunza “com mais de 80 anos que executavam, sem a menor aparência de fadiga, trabalhos físicos extremamente árduos durante horas. Vivendo nas montanhas, elas são obrigadas a subir desníveis consideráveis para realizar as suas tarefas quotidianas. Além disso, mesmo em idade avançada as mulheres Hunza permanecem esbeltas e têm um porte de rainha, caminhando com agilidade e elegância. Elas não conhecem a existência da palavra dieta e ainda menos a da obesidade. A celulite também não tem qualquer significado para elas. Os homens são igualmente surpreendentes devido à resistência e vigor, apesar da idade”.

Segundo o livro acima citado, a regra de base da alimentação desse povo é a frugalidade: “Uma frugalidade que não seria excessivo qualificar de extrema.
Os Hunza só tomam duas refeições por dia. A primeira refeição é ao meio-dia. Ora como os Hunza se levantam todas as manhãs por volta das cinco horas, isto pode surpreender-nos, a nós que estamos habituados a tomar almoços copiosos, embora a nossa vida seja essencialmente sedentária. Os Hunza conseguem realizar os seus trabalhos árduos de agricultura durante toda a manhã com o estômago vazio”.

É interessante comentar que a atividade física ou exercício feito em jejum proporciona os maiores efeitos de indução enzimática das enzimas antioxidantes, SODCu-Zn citoplasmática e a SODMn mitocondrial, entretanto devemos salientar que o aumento da capacidade antioxidante não proporciona longevidade de 110- 120 anos.
Já a frugalidade, com uma restrição calórica de 30% é a única maneira provada na literatura médica de bom nível de aumentar a expectativa de vida de mamíferos.

Ainda de acordo com o livro de Godefroy, “Os Hunza alimentam-se principalmente de cereais, incluindo a cevada, o milho miúdo, o trigo mourisco e o trigo candial (novo). Consomem igualmente, com regularidade, frutas e legumes que, de um modo geral, comem frescos e crus ou cozidos apenas muito ligeiramente.


Entre os seus frutos e legumes prediletos, contam-se a batata, as ervilhas, o feijão, a cenoura, o nabo, a abóbora, o espinafre, a alface, a maçã, a pêra, o pêssego, abricó (apricot), as cerejas e as amoras. O caroço do abricó é particularmente apreciado e sempre presente na mesa dos Hunza. Eles consomem a amêndoa do caroço do abricó ao natural ou extraem-lhe o óleo através de um processo transmitido de geração em geração.
O leite e o queijo são para os Hunzas uma importante fonte de proteínas animais. Quanto à carne, não é completamente banida da mesa, mas só é consumida em ocasiões raras, por exemplo, em casamentos ou em festas, e mesmo aí as porções são extremamente reduzidas. A carne é cortada em pequenos bocados e cozida muito lentamente. É rara a carne de vaca e a de carneiro, já que a de criação é mais acessível. Mas o que é mais importante reter é que, sem serem totalmente vegetarianos, os Hunzas, em grande parte devido a razões exteriores, não concedem lugar à carne no seu menu quotidiano”.  
O iogurte ocupa, tal como os legumes, um lugar importante na alimentação. Não foram somente os Hunza que compreenderam as propriedades do iogurte. Os Búlgaros, que são grandes adeptos do iogurte, contam na sua população mais de 1666 nonagenários por milhão de habitantes. No ocidente, temos apenas nove nonagenários por milhão de habitantes. A diferença, que é considerável, dá o que pensar e incentiva certamente o consumo de iogurtes. Entretanto, nonagenários com doenças é muito diferente do que estamos tratando aqui.
“As nozes, as amêndoas, as avelãs e os frutos ocupam um lugar importante no menu Hunza. Acompanhados de frutas ou de verduras, por exemplo, na salada, constitui para eles uma refeição completa. Não se pode falar devidamente da alimentação do povo Hunza sem fazer referência a um alimento que é a sua base, ou seja, um pão especial chamado chapatti. Os Hunzas comem este pão em todas as refeições. Os especialistas acreditam que o consumo regular deste pão especial tem influência no fato de um Hunza de 90 anos ainda conseguir fecundar uma mulher, o que, no Ocidente, não passaria de uma fantástica proeza. O chapatti contém realmente todos os elementos essenciais, pois na sua composição entram a farinha de trigo integral, incluindo o gérmen da semente e as farinhas de cevada, de trigo mourisco (sarraceno) e de milho miúdo”
No livro de Godefroy encontramos a receita deste pão, alimento indispensável na mesa deste povo. “As quantidades que indicamos dão para dez doses. A preparação não é muito demorada, exigindo menos de uma hora. Em primeiro lugar, obtenha grãos de moagem recente. Uma mistura de 250 gramas de trigo candial (novo) e de trigo sarraceno dá excelentes resultados nas seguintes proporções: 1/3 de trigo candial e 2/3 de trigo sarraceno, ou seja, no caso que apresentamos, cerca de 80 gramas de trigo candial e 170 gramas de trigo sarraceno, meia colher das de café de sal grosso e 100 gramas de água. Comece por misturar o sal com a farinha. Acrescente lentamente a água, misturando bem para obter uma mistura homogênea, sem grumos. Logo que acabe de colocar toda a água, trabalhe a massa sobre uma superfície enfarinhada, até ela deixar de se colar aos dedos. Embrulhe-a num pano úmido e deixe-a em repouso durante meia hora.
Em seguida faça bolas de cerca de 4 cm de diâmetro e calque-as de modo a formar uma espécie de bolachas muito finas. Coze-las em fogo brando, sobre grelha fina ligeiramente untada. Vire-as a meio da cozedura. O chapatti pode ser servido de diversas maneiras, com queijo, compotas, mel...”
“É importante ressaltar que para o povo Hunza não existe a aposentadoria, as pessoas mesmo com idade avançada, além do respeito com que são tratadas continuam as suas atividades com alegria e disposição. Os idosos são alvo de uma grande admiração por parte dos jovens. Em vez de interromperem bruscamente as suas atividades, eles optam por modificar gradualmente a natureza das mesmas, o que, de resto, não os dispensa sequer das atividades físicas às quais se entregam até uma idade avançada”, segundo o livro referência.
Infelizmente o autor não lança nenhuma hipótese para o que está acontecendo em Hunza, exceto o nobre convite para nós ocidentais imitarmos o quanto possível a alimentação e o estilo de vida deste povo. Como já ressaltamos dieta ou estilo de vida não explica a grande longevidade sem doenças encontradas nestas regiões, entretanto, esses preceitos são de enorme importância para uma vida com saúde.
Leia também: Uma história comovente de um FERRADOR que trabalhou até aos 84 anos

Chrisitan H Godefroy autor do livro ”Os Segredos de Saúde dos Hunzas”.

sábado, 8 de novembro de 2014

Qual seu tipo de metabolismo?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011



interrogacao

Saber se você precisa de mais carboidrato ou proteína faz toda a diferença
na dieta

Por Eliane Contreras

Qual será o seu tipo?
Há meses você come só uma lasquinha de pão por dia na tentativa de perder peso e nada – a balança não dá o mínimo sinal de que o esforço está valendo a pena. Então preste atenção: seu metabolismo pode ser do tipo carboidrato. Quer dizer que seu organismo precisa de porções mais generosas desse nutriente para funcionar bem e, assim, queimar os estoques de gordura com mais facilidade. Sim, você pode comer pão e massa sem culpa. Seu tipo metabólico é proteína? Nesse caso, carnes e leguminosas devem ser prioridade no seu cardápio. Ainda existe o tipo misto, que pede proteína e carboidrato quase na mesma proporção. A gordura também é importante na quantidade adequada para o seu tipo metabólico.

Classificar o metabolismo em três tipos foi a maneira que o médico e nutrólogo Wilson Rondó Jr. – autor do livro Emagreça e Apareça – Descubra Seu Tipo Metabólico (Editora Gaia) – encontrou para montar uma dieta próxima à química do nosso organismo. Quem testou aprovou: “Quanto mais restringia o pão e o arroz, mais dificuldade eu tinha para emagrecer. Comecei, então, a seguir uma dieta com mais carboidrato e menos proteína – ideal para o meu metabolismo. Em três meses, perdi 16 quilos”, comemora a cirurgiã-dentista Michele Gomes, 25 anos, de São Paulo. Tipo proteína, a enfermeira paulistana Susy Ezaki, 40 anos, fez o contrário: diminuiu o carboidrato e aumentou a proteína. Secou o excesso em um mês e meio.

Faça o teste e descubra
Faça o teste e descubra o seu tipo de metabolismo
Marque verdadeiro ou falso nas questões com base no que realmente acontece com você. Evite responder pensando naquilo que sabe que é certo, mas não pratica. Se nenhuma das opções tem a ver com seus hábitos, pule para a próxima sem marcar nada. E, se tiver dúvida, pense melhor e responda depois.
Parte 1
1. Sempre tenho fome no café-da-manhã
( ) V ( ) F
2. Na hora do almoço, meu apetite desperta
( ) V ( ) F
3. Tenho bastante fome no jantar
( ) V ( ) F
4. Não consigo ficar mais de quatro horas sem comer
( ) V ( ) F
5. Fazer um lanche entre as refeições me deixa bem
( ) V ( ) F
6. Penso em comida o tempo todo
( ) V ( ) F
7. Fico mais bem disposta quando como carne ou peixe
( ) V ( ) F
8. Refeição sem carne não mata minha fome
( ) V ( ) F
9. Carne ou alimentos gordurosos me dão energia
( ) V ( ) F
10. Troco facilmente o doce por salgado
( ) V ( ) F
Some as perguntas que respondeu falso (F) e multiplique-as por 2. Faça o mesmo com as que marcou verdadeiro (V).
Parte 2
1. Não consigo ficar em jejum
( ) V ( ) F
2. Comer antes de dormir melhora meu sono
( ) V ( ) F
3. Beber suco de laranja pela manhã me faz mal
( ) V ( ) F
4. Ficar à base de fruta não me satisfaz
( ) V ( ) F
5. Café me deixa acelerada
( ) V ( ) F
6. Meus olhos e/ou nariz costumam ficar úmidos
( ) V ( ) F
7. Faço xixi várias vezes ao dia
( ) V ( ) F
8. Tenho que tossir com freqüência para limpar minha garganta
( ) V ( ) F
9. Gosto de dormir até mais tarde
( ) V ( ) F
10. Quando me corto, a ferida cicatriza rápido
( ) V ( ) F
Marque 1 ponto para cada item assinalado.
Resultado 1. Se o total de respostas falsas for igual ou maior a 18, seu tipo metabólico é CARBOIDRATO.
2. Se o total de respostas verdadeiras for igual ou maior a 18, seu tipo metabólico é PROTEÍNA.
3. Se o total de respostas falsas for menor de 18 e o de verdadeiras também, seu tipo metabólico é MISTO.
Agora que você sabe o resultado do teste, procure a seguir o cardápio correspondente ao seu tipo. Ele traz as porções ideais de carboidrato, proteína e gordura, além de sinalizar os itens que podem provocar alergia alimentar. Daí vem inflamação nas células, o que contribui para o ganho de peso. Suspenda esses alimentos durante a dieta, e garanta o sucesso na balança.
Certificado de garantia
Pode acontecer de você responder algumas alternativas do teste de maneira inadequada e chegar a um resultado que não corresponde ao seu metabolismo verdadeiro. Por isso, fique atenta aos sinais abaixo. Se depois de 15 dias você apresentar um ou mais deles, repita o teste e recomece a dieta certa para o seu tipo.
1. Continua ganhando peso.
2. Tem compulsão a determinados alimentos.
3. Apresenta variações de humor (depressão, alegria, euforia...).
4. Se sente fraca, sem disposição.
5. Fica resfriada ou gripada com freqüência.

Metabolismo tipo carboidrato
60% carboidrato
25% proteína
15% gordura
Você pode comer porções generosas de carboidrato. Mas não fique só no pão e na massa. Esse nutriente também deve vir das verduras, legumes e frutas
Opção 1
Café-da-manhã
• Fruta (1 fatia média de mamão ou 1/2 caqui)
• 2 fatias de pão de fôrma integral com geléia diet
• 1 pote de iogurte natural desnatado (adoçante, opcional)
Lanche
• Fruta (1 pêra ou maçã)
• 1 xíc. de chá de ervacidreira ou camomila
Almoço
• 1 prato (sobremesa) de alface, rúcula e tomate com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 5 col. (sopa) de arroz integral
• 2 col. (sopa) de feijão
• 1 filé pequeno (80 g) de peixe (pescada ou linguado) grelhado ao molho de alcaparra
Lanche
• 1 fatia de pão de fôrma integral light com 1 fatia fina de queijo-de-minas
Jantar
• 1 prato (sobremesa) de couve refogada
• 4 col. (sopa) de arroz integral
• 1 filé pequeno (80 g) de frango grelhado
Opção 2
Café-da-manhã
• Fruta (1 banana pequena ou 1 fatia de mamão)
• 1 xíc. (chá) de leite de soja (café e adoçante, opcionais)
• 2 torradas integrais com cream cheese light
Lanche
• Fruta (1 maçã ou pêssego)
Almoço
• 1 prato (sobremesa) de alface e agrião com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 6 col. (sopa) de arroz integral com cenoura e abobrinha
• 1 omelete (2 claras de ovo com 1 fatia de peito de peru e cebola)
Lanche
• 1 barra de cereais light
Jantar
• 1 prato (sobremesa) de brócolis no vapor
• 2 batatas assadas com ervas, alho-poró e 2 col. (chá) de azeite extravirgem
• 1 filé pequeno (80 g) de peixe (linguado, saint-peter ou badejo) grelhado
Opção 3
Café-da-manhã
• 1/2 papaia com 2 col. (sopa) de aveia
• 1 xíc. (chá) de leite desnatado (café e adoçante, opcionais)
Lanche
• Fruta (1 pêra ou 2 figos)
• 2 biscoitos integrais com 2 fatias finas de queijo-de-minas
Almoço
• 1 prato (sobremesa) de alface e pepino com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 3 escumadeiras de macarrão integral com molho de tomate
• 2 col. (sopa) de abóbora no vapor
• 1 filé pequeno (80 g) de peixe (pescada ou badejo) assado com cogumelo (champignon, shimeji ou shiitake)
Lanche
• 2 torradas integrais com queijo cottage
Jantar
• 2 col. (sopa) de abobrinha no vapor com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 4 col. (sopa) de arroz integral
• 1 filé pequeno (80 g) de frango grelhado
O que evitar Carne, leite, feijão e lentilha em excesso. Esses alimentos são fonte de purina, uma categoria de proteína que pode provocar alergia alimentar no tipo carboidrato.
Metabolismo tipo proteína
30% carboidrato
40% proteína
30% gordura
Doses extras de proteína e gordura são essenciais para o seu organismo, mas é importante que esses nutrientes venham de carne magra, além de grãos e castanhas

Opção 1

Café-da-manhã
• 2 fatias de pão integral com 2 col. (sopa) de pasta de grão-de-bico
• 1 copo (250 ml) de leite semidesnatado (café e adoçante, opcionais)
Lanche
• Fruta (1 maçã pequena)
• 1 xíc. (café) de castanhas (amêndoa ou nozes)
Almoço
• 1 pires (chá) de rúcula e tomate-cereja com 1 col. (sobremesa) de azeite extravirgem
• 1 escumadeira de macarrão integral com mussarela de búfala
• 2 col. (sopa) de soja em grão cozida
• 2 coxas de frango (120 g) assadas sem pele
Lanche
• 1 pote de iogurte natural desnatado (adoçante, opcional)
Jantar
• 1 pires (chá) de couve-flor no vapor com 1 col. (sobremesa) de azeite extravirgem
• 3 col. (sopa) de arroz integral com amêndoas
• 1 fatia grande (120 g) de lombo magro assado
Opção 2
Café-da-manhã
• 2 torradas integrais com 1 ovo mexido
• 1 copo (250 ml) de leite de soja batido com 3 col. (sopa) de abacate (adoçante opcional)
Lanche
• 4 amêndoas (ou 2 castanhas-do-pará)
Almoço
• 1 pires (chá) de repolho e tomate com azeite extravirgem
• 4 col. (sopa) de quinoa em grão cozida (ou proteína de soja texturizada refogada)
• 1 filé grande (120 g) de peixe (badejo, pescada ou salmão) grelhado
Lanche
• 1 barra de proteína
Jantar
• 1 pires (chá) de vagem cozida com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 1 col. (sopa) de arroz integral
• 2 col. (sopa) de feijão
• 4 pedaços (120 g)
Opção 3
Café-da-manhã
• 2 fatias de pão integral com 2 fatias de queijo-de-minas e 2 fatias de peito de peru
• 1 pote de iogurte natural desnatado (adoçante opcional)
Lanche
• Fruta (1 maçã ou pêra)
• 4 amêndoas (ou 2 castanhas-do-pará)
Almoço
• 1 pires (chá) de agrião e cenoura ralada com 1 col. (sobremesa) de azeite extravirgem
• 3 col. (sopa) de arroz integral
• 3 col. (sopa) de feijão
• 1 bife grande (120 g) de filé mignon ao molho madeira
Lanche
• 1 copo (200 ml) de leite desnatado batido com 1 col. (sopa) de proteína em pó (tipo whey protein) e 2 ameixas secas
Jantar
• 1 pires (chá) de chuchu no vapor com 1 col. (sobremesa) de azeite extravirgem
• 2 col. (sopa) de arroz integral
• 1 omelete (2 ovos e 2 fatias médias de queijo-de-minas)
O que evitar Especialmente doces e produtos feitos com farinha refinada. São alimentos que aceleram a produção do hormônio insulina, famoso por favorecer o estoque de gordura, em todos os tipos metabólicos. Mas no tipo proteína o estrago é ainda maior.
Metabolismo tipo misto
50% carboidrato
30% proteína
20% gordura
Você pode comer carboidrato, proteína e gordura em proporções mais equilibradas. Escolha as fontes mais saudáveis: massas e grãos integrais, carnes magras e gorduras boas
Opção 1
Café-da-manhã
• Fruta (1 rodela média de abacate ou mamão
• 1 xíc. (chá) de leite desnatado (café e adoçante, opcionais)
• 2 torradas integrais com queijo cottage
Lanche
• Fruta (1 fatia de abacaxi, melão ou melancia)
Almoço
• 1 prato (sobremesa) alface com beterraba e cenoura raladas com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 1 e 1/2 escumadeira de macarrão integral com ricota
• 1 sobrecoxa média (80 g) assada (sem pele)
Lanche
• 1 iogurte de fruta light
Jantar
• 3 col. (sopa) de ervilha fresca no vapor
• 3 col. (sopa) de arroz integral
• 2 col. (sopa) de grão-de-bico cozido
• 1 filé médio (100 g) de peixe (badejo ou pescada) grelhado com molho de mostarda

Opção 2

Café-da-manhã
• 1 xíc. de chá de erva-cidreira, chá verde ou erva-doce
• 2 torradas integrais com 2 fatias de peito de peru
Lanche
• 1 pote de iogurte natural desnatado (adoçante opcional)
Almoço
• 1 prato (sobremesa) de alface, tomate e azeitona com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 1 prato (sobremesa) de brócolis no vapor
• 4 col. (sopa) de arroz integral
• 2 col. (sopa) de lentilha
• 1 filé médio (100 g) de frango grelhado
Lanche
• 1 fatia de pão integral com cream cheese light
Jantar
• 1 prato (sobremesa) de alface e rúcula com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 1 pão sírio médio integral
• 1 porção pequena (80 g) de tiras de filé mignon grelhado
Opção 3
Café-da-manhã
• 1 copo (250 ml) de leite de soja batido com 2 ameixas secas
• 2 fatias de pão de fôrma integral light com requeijão light
Lanche
• Fruta (1 banana pequena ou pêssego)
• 2 castanhas-do-pará
Almoço
• 1 prato (sobremesa) de agrião e rúcula com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 4 col. (sopa) de arroz integral
• 3 col. (sopa) de feijão
• 1/2 berinjela recheada com carne moída
Lanche
• 4 damascos secos
• 1 pote de iogurte natural desnatado (adoçante, opcional)
Jantar
• 1 prato (sobremesa) de palmito e tomate com 1 col. (chá) de azeite extravirgem
• 3 col. (sopa) de purê de mandioquinha
• 1 filé pequeno (80 g) de peixe (pescada ou saint-peter) grelhado com cogumelos champignon, shimeji, shiitake)
O que evitar Pães e massas ricos em glúten. Essa proteína é de difícil digestão e, por isso, está relacionada à indigestão e alergia alimentar no tipo misto.


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Dieta dos ProPontos: o novo programa do Vigilantes do Peso

terça-feira, 22 de julho de 2014

A dieta dos ProPontos é o novo programa do Vigilantes do Peso que promete reduzir medidas de maneira saudável e sem que seja preciso passar fome


Com uma média de emagrecimento de mais de 20 mil pessoas por semana, só no Brasil, o Vigilantes do Peso acaba de lançar a maior e mais completa reformulação de sua famosa Dieta dos Pontos. Chamado ProPontos, o novo programa propõe um controle alimentar que vai muito além do mero cálculo de calorias, levando em conta o esforço do corpo para digerir os alimentos e a saciedade que eles nos proporcionam.
Um bom exemplo dessa mudança são os "alimentos plenos". Segundo Sônia Almeida, nutricionista do Vigilantes há 12 anos, esses alimentos têm baixos teores de açúcar, sódio e gordura e fornecem mais fibras, prolongando a saciedade. "Além disso, você terá de se acostumar a comer mais frutas e legumes, que são 'alimentos plenos', e evitar os já prontos e industrializados, trocando, por exemplo, a barrinha de cereal por uma maçã ou pera", explica Sônia.
Com isso, fica muito mais fácil conquistar o corpo desejado com saúde e sem ter que fazer tantos sacrifícios. Experimente os cardápios que sugerimos aqui e perca até 4 quilos por mês com a dieta dos ProPontos.
O que mudou no programa?
Mais nutrientes, menos gordura
Os ProPontos privilegiam alimentos com fibras e proteínas, em vez dos ricos em gorduras e carboidratos.
Frutas, verduras e legumes valem 0
Uma fruta in natura, por exemplo, não tem o mesmo valor do suco feito dela. Isso porque frutas cruas dão mais trabalho ao corpo para serem digeridas. O mesmo vale para verduras e legumes crus.
Será que é o fim das dietas de privação?
Sônia Almeida, nutricionista do Vigilantes do Peso, explica como funciona a nova dieta e alerta: comer ainda é a melhor forma de perder peso.
Por que foram feitas as mudanças?
O Vigilantes do Peso sempre fica muito atento às pesquisas de alimentação e nutrição. Por isso, as mudanças foram feitas para atender a essa demanda.
Qual a importância da reeducação alimentar?
Ela ajuda a entender melhor tudo o que você anda fazendo e que a deixa obesa. Você faz a reeducação de acordo com seu passado - o que você comia e se fazia ou não exercícios físicos diários.
Em quanto tempo a pessoa começa a perder peso?
Nas três primeiras semanas. Depois desse período, o peso se estabiliza e a pessoa passa a perder de 500 gramas a 1 quilo por semana, em média.
É o fim das dietas de privação?
Sempre ensinamos que é preciso comer para perder peso: tomar café da manhã antes de sair de casa, fazer um lanche antes de ir para festas e coisas do tipo. A ideia de se privar de alimentos para emagrecer já está sendo abandonada.
Como distribuir os ProPontos
Seu cálculo diário varia de acordo com sua idade, peso e altura, mas procure trabalhar com uma média de 34 ProPontos por dia. Se você preferir fazer um café da manhã mais caprichado, por exemplo, compense com um almoço ou jantar mais leve. Aqui vai uma sugestão de distribuição diária:
Café da manhã: 6 pontos
Almoço: 13 pontos
Lanche: 6 pontos
Jantar: 9 pontos
Total: 34 pontos diários

Perca até 1 kg por semana
A nutricionista Ana Paula Mendonça nos ajudou a preparar três exemplos de cardápio usando os alimentos que estão na tabela - substitua-os de acordo com seu gosto, seguindo a pontuação média de 34 ProPontos por dia.
Prefira o leite desnatado no café da manhã
Foto: Getty Images
1803 kcal
Café da Manhã
· 1 xíc. de café com leite desnatado com adoçante
· 2 fatias de pão de forma integral light
· 3 fatias finas de peito de peru
· 1 col. (chá) de manteiga light
Lanche
· 1 maçã
Almoço
· 1 xíc. de salada de rúcula com pepino
· 1 col. de chá de azeite
· 1/2 xíc. de arroz integral cozido
· 1/2 xíc. de feijão-branco
· 100 g de alcatra magra
· 1/2 xíc. de legumes cozidos com 1 col. (chá) de manteiga light
Lanche
· 6 torradas pequenas
· 1/2 xíc. de queijo cotage (0% de gordura)
· 240 ml de suco de melancia
Jantar
· 1 xíc. de salada de folhas variadas
· 1 col. (chá) de azeite
· 1 batata média (150 g) assada
· 1 col. (sopa) de requeijão light
· 240 ml de suco de abacaxi
Ceia
· 1 laranja
O pão de forma integral light é uma ótima opção para o café da manhã
Foto: Getty Images
1571 kcal
Café da Manhã
· 1 xíc. de chá de seu sabor preferido com adoçante
· 2 fatias de pão de forma integral light
· 1 col. (sopa) de requeijão light
· 1 fatia de queijo branco magro
Lanche
· 2 castanhas-do-pará
Almoço
· 1 xíc. de salada de folhas com tomate
· 1 col. de chá de azeite
· 1/2 xíc. de peito de frango cozido e desfiado
· 150 g de aipim (mandioca) cozido
· 1/2 ovo cozido
· 1/2 xíc. de arroz integral cozido
Lanche
· 1 banana-passa (25 g)
· 240 ml de água de coco
Jantar
· 1 xíc. de salada de agrião
· 1/2 xíc. de beterraba crua
· 1 col. (chá) de azeite
· 1/2 xíc. de peito de frango cozido e desfiado
· 1/2 xíc. de legumes cozidos com
1 col. (chá) de manteiga light
· 240 ml de suco de melão
Ceia
· 1 fatia fina de melancia
Uma fatia de queijo branco magro está liberada para o café da manhã
Foto: Getty Images
1767 kcal
Café da Manhã
· 1 xíc. de café com adoçante
· 1 pão francês
· 1 fatia de queijo branco magro
Lanche
· 1 xíc. de salada de frutas
Almoço
· 1 xíc. de alface e pimentão
· 1 col. (chá) de azeite
· 120 g de pescada grelhada
· 1 xíc. de arroz integral
· 1 xíc. de hortaliças grelhadas temperadas com ervas e 1 col. (chá) de manteiga light
· 1 ovo cozido
Lanche
· 6 torradas pequenas
· 1 col. (sopa) de requeijão light
· 1 xíc. de chá de seu sabor preferido
Jantar
· 1 xíc. de salada de folhas com tomate
· 1 col. (chá) de azeite
· 100 g de alcatra magra grelhada
· 1 xíc. de hortaliças grelhadas temperadas com ervas
· 240 ml de suco de limão
Ceia
· 1 pera

(Arquivo em PDF)
Conteúdo ANAMARIA

Obesidade entre brasileiras aumenta 22% em quatro anos

terça-feira, 22 de junho de 2010

obesidade A falta de hábitos saudáveis – dieta equilibrada e exercícios físicos regulares – tem aumentado o número de pessoas com peso acima do ideal no País.
Quase metade da população brasileira tem excesso de peso (46,6%). O que mais preocupa é que os índices que mais crescem são os da obesidade. As mulheres são as mais afetadas.
A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2009, divulgada nesta segunda-feira (21/6) pelo Ministério da Saúde, revela que a obesidade atinge 13,9% da população. A maior concentração de obesos está na população feminina: 14%.
A maior prevalência de mulheres obesas está na faixa etária de 55 a 64 anos (21,3%), mas, em um ano, a faixa etária em que a obesidade se tornou mais presente é a mais jovem, de 18 a 24 anos. Em 2008, 3,5% das jovens com essas idades estavam obesas. Em 2009, o número quase dobrou.
O índice sobe a cada ano. Em 2006, quando o levantamento começou a ser feito, o percentual de mulheres com obesidade era de 11,5%. O crescimento em quatro anos foi de 22%. De modo geral, 42,3% das brasileiras têm peso acima do ideal. Entre os homens, 51% estão acima do peso e 13,7% obesos.
Para a coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, os resultados apresentam um cenário preocupante. “Os números são uma estimativa muito próxima da realidade do País. Há uma ascensão do aumento do sobrepeso em todo o mundo desde a década de 70, mas o crescimento nesses quatro anos é muito significativo”, afirma.
Amélio Fernando de Godoy Matos, endocrinologista e membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), afirma que os resultados não surpreendem, mas preocupam. “Essa é uma tendência secular no Brasil. Vivemos uma transição nutricional, em que o aumento do poder aquisitivo da população muda os hábitos”, diz.
Hábitos nada saudáveis Amélio explica que as pessoas passaram a comprar mais produtos que tendem a aumentar o sedentarismo, como televisões e carros. Além disso, aumentam o consumo de alimentos doces e industrializados. “É preciso entender que o fenômeno nutricional não é puramente alimentar. É sociocultural. Apesar de terem maior poder aquisitivo, as pessoas não são educadas a ponto de saberem prevenir o problema da obesidade”, ressalta o endocrinologista.
Os dados do Vigitel, segundo Deborah Malta, mostram que as causas genéticas da obesidade não representam a maioria dos casos de sobrepeso. “Apenas 14,7% dos entrevistados admitiram praticar exercícios físicos em níveis adequados”, comenta. As conseqüências impactam o atendimento no SUS. De acordo com a pesquisa, 24,4% da população foi diagnosticada com hipertensão arterial e 5,8% com diabetes.
Na avaliação do representante da Abeso, os casos de diabetes no País podem estar subestimados pela pesquisa. “Pelos estudos feitos nos últimos anos, imagino que esse índice é de 10%. O estudo é baseado em autodeclaração e muita gente não compreende a doença”, diz.
Nas capitais O estudo, realizado com 54 mil adultos em todas as capitais por meio de entrevistas por telefone, mostra que houve mudanças nas capitais que mais têm mulheres obesas. Em 2008, Macapá liderava a lista. Agora, é Campo Grande.
Obesidade entre mulheres brasileiras
Os especialistas garantem que, para combater o fenômeno da obesidade, diferentes ações terão de ser realizadas simultaneamente. O investimento em programas de estímulo à prática de atividades físicas não funcionará sem ações educativas nas escolas, por exemplo. “A educação para saúde é essencial. Esse é um problema sério mundial”, afirma Deborah.
Amélio concorda que a educação é fundamental. “Informar não é educar. As campanhas são importantes, mas é preciso uma política de governo de educação intensa”, comenta.

Fonte: Site DELAS.


Seis maneiras de turbinar os resultados da dieta comendo

Veja os alimentos mais indicados para matar a fome entre as refeições

POR ANA MARIA MADEIRA

A ingestão de alimentos deve ocorrer a cada quatro horas, de acordo com a nutricionista Cristiane Mara Cedro. O fracionamento das refeições é muito importante para aliviar aquela sensação de fome antes do almoço ou do jantar, pois o organismo sentirá necessidade de se alimentar demasiadamente na refeição seguinte, o que leva a exageros que podem arrasar sua dieta. No meio da manhã e da tarde é necessário consumir alimentos saudáveis e mais leves, como frutas, iogurtes, cereais e biscoitos sem recheio, de preferência integrais.

Uma atitude que deve ser estimulada é o estabelecimento de horários para as refeições, incluindo os lanches. "Ficar beliscando durante o dia faz com que se perca a noção da quantidade de alimentos que foi ingerida prejudicando o emagrecimento", explica Cristiane. Ter uma disciplina alimentar evitará esse tipo de situação.

É importante avaliar como está sendo a sua alimentação habitual: você se alimenta em refeições pré-determinadas, ou seja, pode dizer que consome as refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) com lanches intermediários e em horários específicos? Ou a correria do dia a dia está fazendo você ficar horas e horas sem comer, ou você está fazendo isso de propósito, como uma "tática" para emagrecer?
"Sem perceber, você pode estar prejudicando a sua saúde e o seu desempenho no trabalho ou mesmo nas suas atividades de lazer." Uma má alimentação pode levar à irritação, sonolência e até mesmo mau-humor e atrapalhar sua rotina e, a longo prazo, prejudicar sua saúde.

Pode parecer desnecessário, mas regrar as refeições é um grande passo para quem deseja passar por uma reeducação alimentar e ter uma alimentação mais saudável. Quem não faz isso, nunca tem a exata noção do que consome e tende a cair facilmente na tentação de beliscar e, quando se dá conta, já devorou bombons, balas, salgadinhos e outras guloseimas que, dificilmente, são consumidas em pequenas porções.

Para evitar que isso aconteça e para que o seu plano de emagrecimento "não vá para o espaço", cabem algumas sugestões. Cristiane recomenda, por exemplo, que você tenha sempre algo na bolsa, pois na rua, a comida costuma ser mais calórica e cheia de tentações. Veja as opções mais indicadas para matar aquela fome, sem acabar com a dieta.
Frutas: as opções com fibras e com vitamina A são as mais indicadas, pois seguram a fome por mais tempo. São boas opções, a maçã, a laranja e a ameixa, também práticas para ter sempre na bolsa. As saladas de fruta também dão um belo lanche, mas cuidado com as coberturas como leite condensado e chantilly, por exemplo. Para dar mais sabor às frutas, você pode usar um iogurte ou uma geleia de frutas.
Sucos - Foto: Getty Images Para beber: durante esses lanchinhos, não se esqueça que as bebidas não podem pesar. Evite os refrigerantes e aquele café ou chá com muito açúcar. Os sucos de frutas, chás e água de coco de caixinha são opções práticas e simples para o dia a dia, onde quer que vá. "Lembre-se que o seu corpo necessita de líquidos em todas as estações do ano, inclusive no inverno, para se manter bem hidratado", recomenda a nutricionista.
Lanchonete - Foto: Getty Images Fora de casa: mas, é claro que nem sempre temos força nos braços para carregar aqueles potinhos na bolsa. Você pode encontrar alimentos saudáveis também em padarias, lanchonetes, cafeterias e, até mesmo, no cinema. "Se em um dia você consumir um pão de queijo no lanche da tarde, no outro é conveniente que escolha uma barrinha de cereais, que tem mais fibras", diz Cristiane. Assim, você varia sem comprometer a dieta.
Croissant - Foto: Getty Images A cilada do assado: outra dica é evitar aqueles lanches que são aparentemente saudáveis, só porque são assados, tais como massa folhada e croissants. Quando pedir um salgado em uma lanchonete prefira uma opção leve como esfiha (e sem recheios gordos), pão de batata ou pão de queijo. Tenha o cuidado para não consumir estes alimentos regularmente, para não se tornar um hábito diário. A nutricionista lembra que "estes alimentos são pobres em fibras, não contribuindo para o funcionamento do seu intestino."
Biscoito - Foto: Getty Images Biscoitos: os biscoitos, principalmente água e sal, são aquela opção que sempre temos à mão, seja em casa ou no trabalho. Os biscoitos integrais apresentam mais fibras, e elas estão diretamente relacionadas com a maior sensação de saciedade, aumento gradativo da glicemia sanguínea e melhora do funcionamento do intestino. Os salgados na versão normal têm menos fibras, mas podem entrar no lanche de vez em quando no cardápio. Os recheados são quase uma bomba de calorias e gorduras: o consumo de apenas dois biscoitos de muitas marcas significa a ingestão de 10% da dose diária recomendada de gordura saturada, de acordo com a ProTeste. E apesar de ser um alimento voltado para o público infantil, a guloseima agrada muita gente grande, por conta do sabor e da praticidade.
Barrinha de cereal: as barrinhas de cereais fornecem carboidratos complexos e fibras que ajudam na saciedade, além disso, elas possuem quantidade calórica para um pequeno lanche entre as refeições sem o risco de prejudicar a dieta, de acordo com a chefe da equipe nutricional do Dieta e Saúde, Roberta Stella. Algumas ainda são fontes de vitaminas, dependendo da composição: aquelas com castanha-do-pará, por exemplo, oferecem selênio, mineral antioxidante e que apresentam papel importante no bom funcionamento do organismo.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Dieta da banana: conheça os sete pilares desse método para emagrecer

Além do consumo da fruta, dieta prega dormir cedo e fazer um diário alimentar

POR CAROLINA SERPEJANTE - atualizado em 22/08/2014

Apesar do nome, essa dieta não obriga você a comer só banana - a não ser no café da manhã, no qual o alimento deve ser ingerido. Mas por que banana? Segundo os nutricionistas autores da dieta, originalmente criada no Japão, as bananas carregam amidos e enzimas que auxiliam na digestão, melhorando o trânsito intestinal e processos digestivos, contribuindo para a saciedade e para o emagrecimento. 

Quer entender porque os benefícios dessa dieta podem ir muito além do consumo de banana, se aproximando mais de uma reeducação alimentar do que um cardápio maluco? O seguidores da dieta dizem que é possível perder de três a cinco quilos por mês com o regime. Levantamos os principais conceitos da dieta da banana e pedimos a opinião de dois especialistas, que comentaram cada um dos tópicos e deram dicas para adaptar essas recomendações a qualquer dieta:

Coma apenas banana no café da manhã

Uma banana crua e fresca é o cardápio do café da manhã para essa dieta. Fonte de carboidrato, a fruta é o único alimento permitido nessa refeição, sendo vetados outros grupos alimentares, como o pãozinho, café ou leite. Nanica, prata, maçã, qualquer tipo está liberado, desde que seja consumido ao natural. Não vale nem amassar a fruta! Uma unidade de banana tem entre 90 a 100 calorias, em média, dependendo do tipo. Segundo o criador da dieta da banana, você pode comer mais de uma, até sentir que está satisfeito - mas sem exageros. Se 15 ou 30 minutos após a sua banana você ainda estiver com fome, pode comer um lanche de aproximadamente 200 calorias. Em alguns lugares, você pode ler que é obrigatório ingerir quatro bananas mais um ou dois copos de água morna pela manhã, pois essa dupla forma um gel que demora para ser digerido, aumentando a sensação de saciedade. Isso significa que você irá comer menos nas refeições seguintes. Entretanto, na dieta original, a recomendação é comer apenas a banana, ingerindo o líquido se você quiser - a dica da água morna surgiu com um médico japonês chamado Hitoshi Watanabe e até ganhou alguns adeptos. Mas a banana forma esse gel em contato com a água como qualquer outra fruta rica em fibras.

Outro ponto importante é que os açúcares presentes nas frutas, inclusive a banana, não são suficientes para sustentar o café da manhã inteiro, ainda que você coma mais de uma. "Por ser uma fruta, a banana é fonte de açúcar, assim, comê-la no café da manhã é uma boa opção, pois nesse horário o corpo requisita energia para as atividades do dia", explica a nutricionista Juliana Rossi Di Croce, da Clínica Equilíbrio Nutricional, em São Paulo. A fruta também possui fruto oligossacarídeo, ou FOS, um prebiótico que promove o crescimento de bactérias benéficas no intestino, ajudando a reduzir as toxinas produzidas pelo colón intestinal e melhorando a absorção de nutrientes. "Além disso, a banana também tem potássio, mineral que exerce importante papel no controle da pressão arterial, pectina, que é uma fibra solúvel que diminui colesterol, vitamina B6, que facilita a comunicação entre músculos e nervos, e o triptofano, aminoácido precursor da serotonina, um neurotransmissor relacionado ao controle da depressão, ansiedade e a insônia", explica a nutricionista.

No entanto, apenas a banana pode não ser suficiente para você ficar saciado e conseguir toda a energia que precisa pela manhã. "Por mais que o consumo de frutas seja bem vindo, é importante comer proteínas pela manhã, que são digeridas de forma mais lenta e fornecem mais energia para começar o dia", ressalta o nutrólogo Roberto Navarro, da Associação Brasileira de Nutrição. De acordo com os especialistas, o café da manhã tem que ser mais rico do que apenas frutas, com cereais integrais, como a aveia, e proteínas (leite, iogurte, queijo, etc).
pessoas comendo - Foto: Getty Images

Coma normalmente no almoço e jantar

Não existem limites calóricos muito definidos para as refeições na dieta da banana, nem mesmo alimentos que você pode ou não deixar de comer - com exceção das sobremesas, que não são permitidas. Mas, na prática, o simples fato de começar uma dieta pode fazer com que a pessoa faça escolhas mais saudáveis, evitando frituras, carboidratos simples e alimentos ricos em gorduras. Só que a dieta também não abre precedentes para exageros, em uma escala de saciedade que vai de um a 10, você deve parar de comer quando estiver no sete. Para saber respeitar a escala basta entender que a escala 7 seria o ponto em que a pessoa fica satisfeita, porém sem a necessidade de um segundo prato, enquanto a escala 10 provoca uma sensação de estufamento, quase um desconforto por ter comido demais. "Ter essa consciência é importante para evitar comer mais do que o nosso corpo realmente precisa", explica o nutrólogo Roberto. Segundo o especialista, as pessoas comem até 30% a mais do que deveriam por estarem distraídas ou comerem muito rápido. "O corpo sinaliza via neurotransmissores e hormônios quando se deve parar de comer, mas algumas sinalizações em alguns indivíduos são mais lentas e em outros mais rápidas", explica a nutricionista Juliana.
mulher comendo uma torrada com geleia - Foto Getty Images

Coma seu alimento conscientemente

Mastigue a banana e todos os outros alimentos que ingerir com a consciência do que você está comendo, sentindo o sabor daquela refeição - esse é o terceiro pilar da dieta da banana. Segundo os especialistas, essa recomendação entra na questão de que o corpo pode demorar para perceber que você está comendo. "Por isso, é importante comer devagar e mastigar bem os alimentos, para dar tempo de o seu organismo entender que você está comendo", explica o nutrólogo Roberto. Outro ponto de prestar atenção do que se está comendo é descobrir sabores e preferências novos - transformar a refeição em uma experiência prazerosa ajuda a dar um novo sentido para a comida e abraçar de vez a alimentação saudável. Segundo os especialistas, isso funciona para qualquer dieta.
mulher bebendo água - Foto: Getty Images

Beba apenas água

Nessa dieta, a bebida permitida nas refeições é a água, de preferência mineral ou filtrada, em temperatura ambiente. Segundo os seguidores da dieta, é importante que a água seja ingerida em pequenos goles e deve evitar os excessos, apesar de você não ter uma cota limite de ingestão por dia. "A água é quem ajudará no transporte de fluído no sangue, ajudará a circulação, manterá a temperatura corporal e a frequência cardíaca e a pressão arterial reguladas", explica a nutricionista Juliana. Fora das grandes refeições, bebidas não calóricas como chá, café e refrigerante diet geralmente são permitidas, mas seu consumo não é encorajado. De acordo com o nutrólogo Roberto, é realmente importante priorizar o consumo de água em detrimento de outros líquidos, principalmente os refrigerantes. "Mas os sucos e chás podem ser consumidos em menor frequência em uma alimentação saudável, já que são fontes de vitaminas e antioxidantes."
pipoca - Foto: Getty Images

Você pode comer um lanche intermediário

 Três horas após o almoço, você pode fazer um lanche mais saboroso, como uma sobremesa. Biscoitos, frutas frescas, pipocas... Esses e outros alimentos pouco calóricos são recomendados para o lanche - mas você não precisa se negar um doce se estiver mesmo com vontade. "Os lanches mantêm os níveis de glicose no sangue adequado e contribuem para que a sensação de fome e compulsão não aconteça, pois quando a glicemia cai muito aparece a vontade de comer compulsivamente, sem contar que o organismo freia o metabolismo como forma de se proteger da restrição alimentar", explica a nutricionista Juliana. Na dieta da banana, somente o lanche é recomendado, mas se você estiver com fome depois do jantar, pode comer uma porção de frutas frescas - embora não seja recomendado. Em uma reeducação alimentar, a média de consumo para um lanche intermediário é de 200 a 300 calorias, para uma dieta de 2.000 calorias diárias, sendo que os lanches devem ser feitos pela manhã, à tarde e após o jantar.
mulher dormindo - Foto Getty Images

Cedo para a cama

Na dieta da banana, a recomendação é que você vá dormir no máximo à meia-noite, e se puder se deitar antes, melhor. O ideal é ter um período de quatro horas entre a última refeição ou lanche e o horário de dormir. Por isso, a recomendação dos adeptos da dieta da banana é que você jante até às 20h, sendo o ideal às 18h. Durante o sono liberamos hormônios que controlam o apetite, a queima de gordura e a sensação de saciedade. "Quando o sono não é regular, essa liberação fica comprometida e, assim, o corpo não trabalha com esses níveis hormonais adequados, podendo contribuir para o aumento de peso", explica a nutricionista Juliana. Entretanto, o nutrólogo Roberto ressalta que tão importante quanto a hora que vamos dormir é o horário em que acordamos: "Nosso ciclo de sono ideal é de seis a oito horas por noite, por isso de nada adianta ir dormir cedo e acordar muito tarde", afirma. Ele explica também que pessoas que vão se deitar muito tarde podem acabar comendo mais pelo tempo que passa acordada, mas isso não pode justificar um excesso de horas de sono. "O mais importante é a qualidade do sono, não tanto a quantidade ou horário exato, pois essa necessidade é muito individual", completa Juliana.
homem caminhando - Foto: Getty Images

Exercício só se você quiser

Esse talvez seja um dos pontos mais polêmicos dessa dieta, já que eles não têm qualquer tipo de recomendação sobre a prática de exercícios. De acordo com os seguidores do método, as caminhadas são incentivadas, mas você não é obrigado a fazer um exercício pesado. "A atividade física deve sempre ser estimulada, e uma dieta que abre precedentes para o sedentarismo deve ser vista com cuidado", alerta o nutrólogo Roberto. Dessa forma, o exercício é importante não só para o emagrecimento como para a manutenção da saúde de forma geral, e deve ser incentivada a prática no mínimo três vezes por semana. "Fazer só a dieta pode ter um resultado interessante apenas no início, mas depois o corpo e adapta e precisa gastar mais energia, entrando aí a atividade física", explica a nutricionista Juliana. Converse com o seu médico e veja qual é o plano de exercícios ideal para você.

Mantenha um diário de dieta

Pelo fato de a dieta da banana ter criado força na internet, muito adeptos japoneses passaram naturalmente a documentar sua ingestão alimentar diária e progresso por meio de blogs, fóruns, ou redes sociais - e isso lhes deu um apoio extra para continuar no processo. "Fazer esse diário é importante porque muitas vezes a pessoa não tem noção, em termos calóricos, do que ingere durante o dia", explica a nutricionista Juliana. Anotando em um diário as quantidades e horários, ao final do dia e da semana, você até pode enviar para uma nutricionista, que irá avaliar o que foi ingerido e identificar os erros nas quantidades e nas qualidades dos alimentos. Além disso, o apoio dos amigos e outras pessoas que estão passando pelo mesmo momento que você pode ajudar a não abandonar o objetivo, sendo portanto interessante manter o progresso de forma aberta, online.