Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde, os brasileiros têm consumido mais alimentos com alto teor de gordura
e açúcar que há alguns anos atrás. Em 2009, 33% população com mais de
18 anos comeu carnes com excesso de gordura. Refrigerantes e sucos
artificiais foram consumidos por 76% dos adultos, pelo menos uma vez por
semana, ou por 27,9% deles, cinco vezes por semana ou mais. O leite
integral, o tipo mais gorduroso, chegou a ser consumido cinco vezes por
semana por 58,4% dos brasileiros, um aumento de quase dois pontos
percentuais em três anos.
A constatação serve de alerta para o coração, pois a maioria das gorduras de origem animal é saturada, responsável por aumentar os níveis de colesterol ruim no sangue. Este colesterol, o LDL, tende a se acumular nas artérias, facilitando a formação de placas e o endurecimento das paredes destas vias sanguíneas, o que chamamos de arteriosclerose. Se não for possível passar longe das tentações da carne vermelha, tente reduzir quantidades e a frequência com que as consome.
Outro alerta de perigo nos momentos de gula são os produtos industrializados. Salgadinhos, batatas fritas, biscoitos recheados, bolachas e congelados são ricos em gordura trans. Ela é sintetizada durante o processo de hidrogenação dos óleos vegetais, que os converte de líquidos em sólidos. A gordura trans também promove a diminuição do HDL e aumento do LDL e triglicérides.
Doces também têm sua fatia de vilania contra o coração. De acordo com a nutricionista Fernanda Reis de Azevedo, do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo, a hiperglicemia (taxa elevada de glicose no sangue) também contribui para que as paredes vasculares sejam agredidas e acabem formando placas.
Produtos à base de soja (grãos, farinha de soja, leite de soja, tofu, missô) também podem contribuir para a diminuição do colesterol ruim. Alimentos ricos em flavonoides (suco de uva, morango, cereja, amora, jabuticaba, berinjela e chá verde) podem ajudar na saúde cardiovascular.
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